Bem-vindos abençoados leitores!

Nosso objetivo é estudar e divulgar artigos para reflexão de todos aqueles que tem no sentido de tua existência: fazer o bem e seguir aquele que é a essência do verdadeiro amor e santidade: Jesus Cristo! Abraços em Cristo!








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Renato Silveira, lança 2ª edição do livro sobre Maria! Saiba mais, clicando na imagem.

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Livro: Quem é Maria para nós?

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Capitalismo ou Socialismo?



Capitalismo ou socialismo? 
Papa Leão XIII aponta a solução para esta briga interminável

"Nenhuma das duas ideologias, sozinha, resolve o problema central da exclusão humana".
No início do filme “Coração Valente”, Mel Gibson diz que “a história é escrita por aqueles que enforcaram os heróis”. Will Durant, no primeiro dos 11 volumes da sua “Story of Civilization” [História da Civilização], observa que “a maior parte da história é adivinhação e o resto épreconceito”. O escritor Mark Twain endossa esta visão, dizendo que “a própria tinta com que toda a história é escrita é puro preconceito líquido”. E Voltaire declarava que os historiadores eram apenas “fofoqueiros que provocam os mortos”.

Todos nós já ouvimos dizer que “a história é escrita pelos vencedores” e desconfiamos (ou deveríamos desconfiar) que os vencedores contam a sua própria versão dos fatos.

O que nem sempre admitimos é que isto não é diferente quando se narra ahistória do capitalismo e do socialismo.

Comecemos pelo relato que o capitalismo contaria sobre si próprio:

“O capitalismo é o herói da civilização. É a melhor teoria econômica já inventada, responsável pela era da tecnologia e por um grau sem precedentes de bem-estar, liberdade e conforto. O capitalismo tornou a vida melhor em todos os lugares. No entanto, apareceu um propagandista radical chamado Karl Marx. Ele era um idealista utópico, semeador da discórdia, que procurava acabar com a propriedade privada por meio do controle estatal dos meios de produção. Felizmente, Marx foi derrotado pelo próprio sucesso: as nações que acolheram a sua ideologia se tornaram exemplos assustadores de fracasso para o resto do mundo, provando, de uma vez por todas, que o capitalismo é O Caminho”.
Na vida real, se o capitalismo não estivesse deixando muita gente gravemente insatisfeita com as próprias condições desumanas de sobrevivência, as ideias socialistas não teriam germinado. Ninguém lutaria honestamente contra a propriedade privada se já não possuísse propriedade alguma. O capitalismo trouxe muitos progressos, mas, ao mesmo tempo, condenou a maior parte da humanidade ao papel de empregados em troca de tostões.

A denúncia de Karl Marx, portanto, fazia sentido e tinha ressonância na experiência real de boa parte da população que não colhia os frutos do próprio esforço. Este cenário continua existindo. O mal óbvio do capitalismo, que é a alienação da propriedade, precisa de cura. Entretanto, a cura proposta por Marx é ainda pior do que a doença.

Foi isto o que o papa Leão XIII observou.

Em maio de 1891, ele publicou a histórica encíclica “Rerum Novarum”, condenando firmemente tanto o capitalismo quanto o socialismo e procurando lançar luz sobre os erros que ambos cometiam no tocante à ideia de propriedade privada.

Primeiro, o papa notou as tristes condições causadas pelo capitalismo desenfreado:

"A contratação de mão de obra e a condução do comércio estão concentradas na mão de relativamente poucos; deste modo, um número pequeno de homens muito ricos pode impor à massas dos trabalhadores pobres um jugo que é pouca coisa melhor que o da própria escravidão".
A seguir, ele rejeitou também a solução marxista:

"Para remediar esses erros, os socialistas exploram a inveja que o pobre tem do rico e se esforçam para acabar com a propriedade privada, afirmando que as posses individuais devem tornar-se propriedade comum de todos. Mas as suas afirmações são tão claramente impotentes para acabar com a controvérsia que, com elas, o trabalhador seria o primeiro a sofrer".

Por quê? Porque o capitalismo tinha concentrado a riqueza em grau extremo. O socialismo completaria o desastre, transferindo a propriedade, já concentrada, para um único “dono”: o Estado.

Leão XIII argumentou numa direção oposta a ambos: na direção da propriedade real para o trabalhador e para a sua família:
"A propriedade privada deve ser considerada sagrada e inviolável. A lei, portanto, deve favorecer a propriedade e adotar como política a de levar o maior número possível de pessoas a se tornarem proprietárias".

Nos dias de hoje, a concentração da propriedade fora das mãos das famílias é um perigo mais claramente percebido, assim como a constatação de que o capitalismo provoca exatamente o mesmo problema. Ainda assim, continua havendo grande polarização entre as duas ideologias, com uma fechando os olhos para o que pode haver de bom na outra e para o que há de ruim nela mesma.

O papa Francisco, seguindo a perspectiva de Leão XIII e dos demais pontífices que o sucederam, volta a propor que o centro do diálogo social seja ocupado pela dignidade da pessoa humana. Em meio à briga tantas vezes rancorosa entre as teorias, é sempre a dignidade da pessoa humana que acaba sendo atropelada na prática.

Fonte: http://pt.aleteia.org/2015/03/03/capitalismo-ou-socialismo-leao-xiii-aponta-a-solucao-para-esta-briga-interminavel/

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Livro Quem é Maria para nós?

Livro Quem é Maria para nós?





O livro Quem é Maria para nós? É um livro sobre Maria que foi desenvolvido na intenção de ajudar os cristãos, principalmente católicos, que vão à missa e ouvem as homilias dos sacerdotes, mas voltam para casa com algumas dúvidas. O objetivo maior, é levar o leitor a compreender teologicamente cada um dos dogmas e dos títulos atribuídos a Maria e colocá-la no lugar mais correto da devoção.

Existem muitas dúvidas que pairam na mente de alguns católicos que vão à missa e ouvem o evangelho. Dúvidas como "se Jesus tinha irmãos, como Maria pode ser virgem?", ou "devemos Adorar ou venerar Maria? Qual a diferença?". Na leitura do livro Quem é Maria para nós, essas dúvidas serão sanadas de uma forma fácil de se entender e em uma linguagem bastante didática. Sempre com apoio de uma análise bíblica e da tradição da Igreja.
Com certeza, ao ler este livro, seus conhecimentos irão ampliar nos ensinamentos da Santa Igreja Católica e sua fé em Cristo e Maria irão aumentar significantemente e você irá ter uma devoção muito mais adequada e ampliada a Nossa Senhora! Não deixe de adquirir e alimentar seus conhecimentos. Não deixe de estudar a respeito de sua fé!
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Confira o sumário do livro em: http://cotidianoespiritual.blogspot.com.br/2012/02/renato-moderador-do-blog-catolico.html

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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Mariologia

mariologia

Mariologia

Por Renato Silveira

A mariologia é o estudo de Maria, Mãe de Cristo. E está totalmente interligada à cristologia (estudo de Cristo) e à eclesiologia (estudo da igreja). Isso porque, Maria, está completamente ligada a toda a história da igreja e ao plano salvífico de Deus. Maria foi o canal de interligação do divino (Cristo) com o homem. “Quando veio a plenitude dos tempos Deus enviou seu filho, nascido de uma mulher.” (Gl 4, 4). Maria foi quem humanizou o verbo segundo a vontade de Deus. Sendo totalmente humana, de natureza unicamente humana dá à luz Àquele que os cristãos tem por verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E cumpre em plenitude as vontades Dele.
Segundo o grande mariólogo José Cristo Rey Garcia Paredes (2011), estudar e meditar a fundo sobre o significado de Maria nos leva a perceber melhor o alcance da vocação cristã e eclesial. A mariologia trata de colocar a figura de Maria, o seu papel, organizado em cada contexto estudado.

Principais subdivisões da mariologia:
Mariologia bíblica – como o próprio nome da matéria diz, estudamos Maria em seu contexto através das escrituras. Uma análise tanto macro da bíblia, como micro (cada evangelho e cada livro de forma peculiar) para verificarmos como era vista sua figura por cada um dos escritores em seus textos de forma específica. E, também, analisá-la como um todo perante a bíblia, interligando-se os livros.
Mariologia histórica – Analisar Maria dentro da historicidade humana. Verificando até âmbitos religiosos (de outras religiões que não a cristã) e como sua figura foi encarada para a humanidade em sua história. Maria foi cultuada por diferentes crenças, culturas e povos e colocada em altos escalões até mesmo em outras religiões. Vitor Gruppelli em seu livro “Maria a Igreja e o povo” aborda maria no diálogo ecumênico e inter-religioso, sugerindo que o carinho a Maria é lembrado até mesmo com os muçulmanos.
Mariologia dogmática – Estuda os dogmas marianos de forma isolada. Cada um em seu tempo, contexto e magistério.
Mariologia social – é uma matéria tão importante como as outras em sua essência. Pois dialoga com a política e a sociedade. Recorda a frente de responsabilidade social da igreja. Segundo Clodovis Boff, especialmente na América Latina, onde vivem povos que são, ao mesmo tempo, majoritariamente excluídos e profundamente marianos.
Mariologia sistemática – sistematizar a mariologia é organizar teologicamente, arquitetar a doutrina mariana. É conectar todas as mariologias citadas entre si.
Mariofanias (geralmente opcional). Estuda as aparições marianas. São as manifestações ou revelações milagrosas ou de corpo presente de Maria. É uma matéria um pouco separada, pois é opcional, mas não deixa de ter algum valor teológico e de ser muito aproveitada em diversos cursos de mariologia. A mariologia é grande e envolve até mesmo as deusas pagãs como comparativo à crença mitológica anterior ao cristianismo. É claro que nesse artigo não nos aprofundamos em cada um desses temas. Cada um deles é muito específico e exige um estudo minucioso para cada parte. Mas neste artigo o propósito foi darmos um ponta pé inicial para abrir as portas do que é a mariologia e de seus principais temas.

Bibliografia:
Silveira, Renato - Quem é Maria para nós?. (2012)
Crysto Rei Garcia Paredes, José - Mariologia Síntese bíblica, histórica e sistemática.(2011)
Patsh, José - A mãe do Senhor. (1959)
Groppelli, Vitor - Maria a Igreja e o povo. (2009)
Temporelli, Clara -Maria mulher de Deus e dos pobres. (2011)

Renato é mariólogo há mais de 6 anos. Escreve artigos no blog Cotidiano Espiritual e é autor do livro Quem é maria para nós?

Leia também:

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Milagre da multiplicação ou da partilha?

milagre da multiplicação ou da partilha?

Milagre da multiplicação ou da partilha?

Por: Renato Silveira

Existe um debate muito polêmico  acerca da famosa passagem descrita no evangelho de Mateus onde Jesus supostamente, ou mesmo factualmente, multiplica os pães para que a multidão que o ouvia pregar pudesse saciar a fome. Conta-se nos textos que havia muita gente no local  já fazia bastante tempo e havia apenas 5 pães e 2 peixes. Vamos relembrar:
Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes. Trazei-mos, disse-lhes ele. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.” (Mt 14, 15-21).

Para os teólogos mais tradicionais e conservadores, o milagre dos pães permanece como milagre da multiplicação. Significa que realmente Jesus operou um milagre sobrenatural enchendo os cestos de pães. Já para alguns teólogos modernos (especialmente os partidários da teologia da libertação) esse milagre nada mais foi do que um milagre da partilha. Significa que, as pessoas foram colocando nos cestos o que tinham, e assim foi-se enchendo os cestos a ponto de todos poderem comer.
Mesmo sendo o Cotidiano Espiritual um blog católico, nesse artigo nós não iremos tomar partido sobre nenhuma das duas interpretações. A intenção é levarmos o leitor a tomar suas próprias conclusões e tentar mesclar os dois modos de ver para que não se torne uma guerra, mas sim um complemento entre uma teoria e outra.


Primeiramente o que devemos ter em mente é que a mensagem da partilha e da caridade, acompanharam em grande parte as palavras de Jesus nas escrituras. O tempo todo que Jesus pregava, na maioria das vezes ele chamava a atenção para que fossemos caridosos e partilhássemos as coisas com os mais necessitados.  Por exemplo, na primeira carta que São João nos escreve: “Quem possuir bens deste mundo e olhar o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.” (1 João 3, 17-18). Portanto, não se pode chamar por cristão alguém que não partilha, que não pratica a caridade. A caridade e a partilha devem estar nas atitudes e no coração de um cristão de forma natural.
Ao mesmo tempo, não podemos menosprezar o poder de Deus, e achar que Jesus apenas veio ao mundo como um “assistente social” ou um “revolucionário” da paz. Ele também tinha a missão de divinizar o homem e de nos trazer a salvação por meio da cruz.


Separei dois testemunhos históricos verdadeiros para integrar com esse nosso artigo. Afinal, mesmo que raramente, os milagres acontecem como sinais que dialogam com a nossa crença. Faremos uma analise desses dois testemunhos para que possamos tentar esclarecer um pouco do que estamos estudando hoje.
O primeiro fato que vamos contar é o de Santa Zita (padroeira das empregadas domésticas). Santa Zita viveu entre 1218 e 1278. Era uma empregada doméstica muito pobre mas, mesmo assim, sempre partilhava o que tinha, sua comida, suas roupas. E, com autorização de seus patrões, às vezes pegava o que sobrava na dispensa e distribuía aos pobres.  Mas quase nunca seus patrões permitiam isso. Numa época de grande escassez distribuiu aos pobres grãos que se encontravam na dispensa. Quando chegou o furibundo capataz para contar os grãos, os encontrou todos ali, nunca se explicando como o fato tinha ocorrido.
O Segundo (de forma bem resumida) é o de São Felipe Neri, que viveu entre 1515 e 1595. Era um padre que se dedicava o tempo todo aos pobres e necessitados. Certa vez, sabendo de um lugar onde havia crianças muito miseráveis e órfãs, levou uma panela de sopa que esquentou e dividiu com todos. Mas eram muitas crianças e uma pequena panela não daria conta de saciar a fome de todos.  Mesmo assim, o pouco que tinha dividiu com todos. Quando Felipe Neri já estava recolhendo tudo pois acabara a sopa, se deparou com a panela cheia novamente em suas mãos, dando assim, para encher cada prato das crianças novamente.


Esses relatos nos provam que poderia ser completamente possível um milagre sobrenatural de Cristo, a partir do momento que ele viu a boa vontade, a fé e a caridade daquelas pessoas que o ouviam.

Concluindo:

Não há como afirmarmos com exatidão o que aconteceu exatamente naquele momento, se foi um milagre sobrenatural ou um milagre da palavra de Jesus que tocou  o coração das pessoas e moveu-as a se ajudarem dando o que tinham para partilhar com as outras pessoas, ou ambos.
Mas o que podemos afirmar é que, olhando a história da igreja e de seus santos, podemos tirar 2 conclusões; primeira que Jesus poderia ter feito o milagre da multiplicação de forma sobre-humana, pois se com os santos citados foi feita, Jesus poderia fazer também. A segunda é que, independente de qualquer coisa, Deus se move a fazer um milagre, partindo do nosso coração caridoso. Ou seja, mesmo que o milagre seja da multiplicação, o início desse milagre sempre será pela partilha, pela caridade. Quando São Felipe Neri coloca a sopa para as crianças, não sabia que ocorreria um milagre, apenas partilhou, o mesmo aconteceu com santa Zita, ela não foi contando que o milagre aconteceria, mas a partir de suas atitudes Deus deu a retaguarda para eles. Deus faz a parte Dele quando fazemos a nossa de coração.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Aborto em caso de estupro

aborto em caso de estupro


Aborto em caso de estupro.

É comum ouvirmos diversas vezes as pessoas falarem: "o corpo é da mulher e ela pode fazer o que quiser com ele". Mas nós, cristãos, sabemos de duas coisas: primeiro, o nosso corpo não é exclusivamente nosso, é templo do Espírito Santo, portanto devemos cuidar muito bem dele (1Cor 6, 13, 19), seria um egoísmo dizermos que o corpo é nosso. E em segundo, no caso da gravidez, o corpo é da criança e da mãe, e não somente da mãe.
No ato do estupro em si, a mulher foi privada de seu direito e possibilidade de cuidar do seu corpo, pois foi brutalmente violada. Quem está pecando gravemente é o estuprador, mas um erro jamais irá justificar o outro. Embora o estupro seja um ato inescrupuloso e genuinamente mau por ferir a dignidade de uma pessoa, sua sexualidade e invadir seu corpo, a criança que nascerá nada tem a ver com isso, e por isso não deve ela pagar com sua própria vida pelo crime de outra pessoa. Seguramente abortá-la não é o melhor a fazer do ponto de vista cristão. Imagine o quanto essa criança será grata um dia por sua mãe ter optado pela vida dela. (Alguns testemunhos serão apresentados ao final do artigo).

Mas se eu não posso criar um filho, como fazer?

Existe o caso da pessoa não querer o filho gerado a partir do estupro: por questões de idade, situação financeira, o próprio trauma causado, etc..
A solução mais viável nesse caso é encaminhar a criança para adoção. Muitos pais que não podem ter filhos adotam e vivem uma vida muito feliz. Essa criança que viverá poderá ser adotada por alguém que a quer muito e a mãe violada estará fazendo um bem a esse casal. A própria Igreja tem encarregamentos para adoção. É fundamental manter a calma nessa situação. Não se desesperar e não tomar decisões precipitadas que podem causar mais problemas e arrependimentos. É claro que o ato do estupro é crime e o infrator deve ser punido de forma justa pelo ato, mas abortar a criança não mudará o que aconteceu
.


Observação importante

Uma pessoa bem criada sempre pode ser luz para o mundo. Não podemos impedir que uma pessoa que pode fazer tanta diferença no mundo nasça. Se há algo que pode ser muito bom nessa situação tão tenebrosa do estupro, é a graça da geração de uma criança, uma vida que pode ser alegria não só da família, mas do mundo.


Papa Francisco

No livro “Papa Francisco, essa economia mata”, o nosso querido atual pontífice, o Papa Francisco, observa algo interessante (porém se referindo a atual globalização focada no dinheiro) : “O que predomina na cultura, na política, na sociologia é o "descarte" daquilo que não serve: crianças, jovens, idosos. A cultura do descarte leva a rejeitar as crianças também com o aborto", afirma o Papa que, em seguida, diz estar "chocado" pelas "taxas de natalidade tão baixas na Itália", porque "assim se perde a ligação com o futuro.” (http://pt.radiovaticana.va/news/2015/01/11/aten%C3%A7%C3%A3o_por_pobres_%C3%A9_evangelho,_n%C3%A3o
Em uma de suas homilias em novembro de 2014, o papa disse: "O aborto não é um problema religioso, nem sequer filosófico, mas científico porque se trata de uma vida humana. Não é lícito acabar com ela para resolver um problema". E reitera dizendo que o aborto é uma "falsa compaixão" para justificar a ajuda às mulheres.


Dever da igreja mediante a um estupro

O corpo da Igreja, ou seja, o padre e seus ministros, tem o dever e a obrigação de prestar total assistência à mulher abusada. Se uma igreja é realmente católica ela deve acolher como mãe, amorosamente, a filha que foi violentada, prestando todo e qualquer tipo de socorro, principalmente psicológico, prestando aconselhamento com o intuito de encontrar a melhor solução para o caso específico de cada mulher.


Posição do governo

A posição do governo também deveria ser prestar assistência digna às mulheres violentadas, garantindo a segurança, saúde psicológica e física para a mulher e a criança. E não simplesmente oferecer um aborto legalizado. A mulher precisa estar ciente de que ela será apoiada pelo Estado ao optar pela vida de seu filho.

Testemunhos de frutos de aborto

Não deixe de conferir os depoimentos de pessoas que foram frutos de estupro e que hoje estão vivas para falar: http://www.linkscatolicos.com.br/2012/05/fruto-de-estupro-padre-colombiano-da.html
http://www.istoe.com.br/reportagens/307105_FILHOS+DO+ESTUPRO

Leia também:
Quem é Maria para nós?
Castidade
Celibato
A importância da CRUZ
Amar como Jesus

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Dogma: Assunção de Maria ao céu


Dogma: Assunção de Maria ao céu


"Filhas de reis saem ao teu encontro. De pé, à tua direita, está a rainha, ornada com ouro de Ofir. (Maria) Ouve filha, vê e inclina o teu ouvido: esquece o teu povo e a casa de teu pai, pois o rei se apaixonou pela tua beleza. Prostra-te na frente dele, pois é o teu senhor! A cidade de Tiro vem com os seus presentes, os povos mais ricos buscam o favor dele. Entra agora a princesa, belíssima, vestida com pérolas e brocados. (Maria entra como princesa, após fica como rainha à direita de Jesus) Eles (os anjos) levam-na à presença do rei, com séquito de virgens, e as suas companheiras a seguem." (SALMO 45,10)

- A assunção da mãe, é um dogma que diz que ela foi levada aos céus em corpo e alma. Note que, Assunção não é o mesmo que Ascensão. Jesus teve sua Ascensão, por próprio mérito e poder, subiu aos céus por Ele mesmo. Maria teve uma Assunção, ou seja, foi levada pelos anjos ou pelo próprio Deus, não foi por si mesma. Justamente por sua vida imaculada (livre da mácula, livre da mancha do pecado) ela mereceu subir de corpo e espírito aos céus e foi coroada como rainha de todos os anjos e santos. Para Santo Irineu (Bispo, filósofo e doutor da igreja), do século II(de 130 a 202), Maria foi a nova Eva, obediente nas decisões a Deus e não pecadora. Portanto participou da sorte do novo Adão, Jesus Cristo, ressuscitou depois da morte, e seu corpo não experimentou a corrupção (A Mãe do Senhor, p. 277 - José Patsch). A corrupção corporal que temos na morte, nos foi dada através do pecado original vindo de Eva, do pó viemos e ao pó voltaremos (Genesis 3,19), mas também Deus promete aos seus justos não passarem pela corrupção do corpo (Salmos 15,10 e Mateus 16,28), todos nós passaremos desta vida somente em espírito, e no ultimo dia, teremos nossa assunção ao céu de corpo também. Maria já o teve, pois foi concebida sem pecado original, então não houve o porquê passar pela corrupção corporal. E também o fato de viver sem pecados, algumas vezes nos garante essa salvação, temos exemplos de corpos de santos incorruptos que são sinais do amor de Deus pela vida eterna que ele quer para nós (como santa Rita de Cássia, Santa Bernadete, padre Pio e tantos outros), mas esses não subiram aos céus por causa do pecado original, o qual só Maria e Jesus foram livres pelo plano de redenção de Deus. O arrebatamento é bíblico e podemos provar isso com Elias e Henoc (II Reis2, 11, Hebreus 11,5)que foram arrebatados da terra. Mas Maria foi a primeira a ter sido assunta diretamente ao céu, isso porque a "inauguração" do céu só acontece após a morte de Cristo (1Cor 15,20), quando ele desce a mansão dos mortos e leva as almas para o céu (por isso Elias e Henoc não foram considerados primeiros assuntos ao céus diretamente, o céu ainda não tinha sido"inaugurado" por Jesus).

Tanto o livro dos Salmos, como apocalipse e, também, Paulo concordam que o Senhor livrará teu justo da corrupção do corpo. Pois bem, aquela que é cheia de graça não conhece a corrupção, não teve pecado em vida, portanto não teve putrefação carnal (morte sim, pois até Cristo morreu na cruz, mas seu corpo não deteriorou). Não se vê o corpo de Maria, nem nunca se viu segundo a tradição histórica, arqueológica e até a tradição católica. Ela tem um túmulo, porém vazio, desde sempre, seu corpo está vivo! Em suas aparições, Maria vem com corpo e espírito, não apenas espírito. Suas aparições já são a confirmação de sua assunção ao céu, alguns videntes puderam tocar em Maria. Aquela que tem "veste explendente de ouro de ofir"(Salmo 45,10)"aquela que é "revestida de Sol, e na cabeça uma coroa"(Apoc 12,1)" e que sendo justa "resplandecerá como o sol" (Mt 13,43) é Maria, Nossa mãe e Senhora. Tudo nos mostra muito claramente a realeza de Maria, uma grande mulher justa, que mereceu a coroa no céu. Será que Jesus não preservaria sua mãe tão pura e tão obediente desta corrupção corporal? Será que Ele não honra sua mãe, que é o 4° mandamento? Claro que sim! Conta a tradição que Maria teve uma passagem desta vida bem tranquila, na verdade chamada de “dormição”, e para confirmar que o salário do pecado é a morte e que ela não teve esse “salário”, assim como seu filho e como primícia daqueles que Cristo ama, também ressuscitou. 
Se nosso corpo é templo do Espírito Santo (1Cor 6, 15-19) quanto mais o da mãe de Jesus, onde o mesmo habitou colocado pelo próprio Espírito. Eva é mãe dos viventes e Maria mãe dos REDIMIDOS POR CRISTO SEU FILHO (1Cor 15,21)


Este dogma foi declarado em 1950 d.c. pelo papa Pio XII

Conclusão da Série Dogmas Marianos: Um dogma liga o outro se pararmos para reparar: - Maria jamais poderia ser assunta aos céus, se não tivesse uma vida imaculada -Não poderia ser mãe de Deus se num fosse concebida sem pecado original -Não poderia ser virgem a vida toda, se quisesse proceder (de seu marido) com a mácula original. É claro que não devemos adorar a mãezinha, apenas a Deus, mas DEVEMOS amá-la, e devemos muito a ela pela redenção de Jesus, pois pelo seu sim tivemos a salvação de Cristo.


A série Dogmas Marianos termina aqui mas continuo a disposição no email para dúvidas e aprofundamento. Muito obrigado a todos pelo acompanhamento da série e até os próximos artigos!




Renato Silveira Mariólogo, autor do Blog Cotidiano Espiritual
e do livro "Quem é Maria para Nós?"

tato211219@gmail.com


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