Bem-vindos abençoados leitores!

Nosso objetivo é estudar e divulgar artigos para reflexão de todos aqueles que tem no sentido de tua existência: fazer o bem e seguir aquele que é a essência do verdadeiro amor e santidade: Jesus Cristo! Abraços em Cristo!








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Renato Silveira, lança 2ª edição do livro sobre Maria! Saiba mais, clicando na imagem.

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Livro: Quem é Maria para nós?
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Quanto mais se avança no conhecimento e fé em Deus, maior é a sensação de indignidade?

Por que quanto mais se avança no conhecimento e fé em Deus, maior é a sensação de indignidade?

Quanto mais noção se tem, de modo bem existencial, do imenso Amor deste Deus que vive eternamente, e que tudo dá a vida, quanto mais nos abeiramos da poderosa e sublime e imensa santidade do nosso Deus, mais clara, evidente e iluminada fica a pobreza moral do sujeito, mesmo que não seja muita.

Uma pequena falta, no inicio do caminho, parece não ser nada. Mas, à medida que a Luz aumenta de intensidade, devido ao caminho cristão, e à aproximação "dessa luz imensa que é Deus" (irmã Lucia, Fátima, 1917), essa falta, essa imperfeição ganha contornos subjetivos (leitura e interpretação do sujeito) mais negros, mais visíveis, pois quanto maior é a aproximação do Amor, mais evidente se torna a gravidade do desamor.
Por isso, bem que diz Isaias: "Ai de mim, estou perdido! Com efeito, sou homem de lábios impuros, e vivo no meio de um povo de lábios impuros, e os meus olhos viram o Rei, Iahweh dos Exércitos" (Is 6,5).

Se é o Senhor o critério único, final, pleno, de avaliação das ações morais, pois bem, à medida que Ele se torna mais "próximo", mais clara fica a gravidade do desamor (gosto de substituir pecado por desamor). A nossa pequena ofensa, ingratidão, ganha pesos infinitos diante da infinita bondade e santidade de Deus. 

Lembram-se da parábola daquele homem que rezava no Templo, junto ao altar, agradecendo por ser justo e não como o resto dos homens, e outro estava na entrada pedindo perdão, pois nem ousava levantar os olhos? Bem sabem quem foi, segundo diz Jesus,  justificado! Atendendo ao que agora foi dito, podemos interpretar de modo mais profundo, intimo, espiritual, esta parábola. O tal justo da parábola não fez aproximação a Deus, não se lhe descobriu, ou não se lhe tornou perceptível o seu pecado, por mais pequeno que seja. E por quê? Porque, quanto mais nos aproximamos de Deus, maior é a sensação de indignidade. E a realidade de Deus exige que esta sensação seja um facto, a ponto de se dizer:
 
 "Sim, sou muito indigno; simplesmente nem tinha noção do quanto indigno sou, justamente porque não tinha noção do quanto Belo Sois; por isso, a Vossa Beleza inesgotável, fonte de qualquer beleza, reduz a um aborto moral o que, à partida, era uma coisa que nem se percebia.
 
Mas, seremos nós, para Vós, abortos morais? De facto, somos. Somos miséria, caducidade, contingência, à beira do nada. Mas, muda tudo de figura quando descobrimos, Senhor Deus, que na Pessoa do teu verbo abraçaste, amaste e assumiste em absoluto o que somos. Até chegaste ao cúmulo, Tu, que és a fonte de toda a santidade, de aceitares seres batizado no batismo de penitência de João Batista, afim de seres contado entre os pecadores. Ficou claro para nós o sentido desse batismo. Mas o teu batismo (mergulho) não ficou por aqui. Aceitastes, assumistes a morte; o Teu Verbo entrou na nossa morte, Ele que É autor e fonte de todo o existir, de toda a vida. Agora, até a nossa morte se tornou divina, pois ao sofrer e morrer, sei que sofro inserido em Ti, pois a nossa morte se tornou Vossa. Seja Vossa Senhor, a nossa noite. 

Sem Vós NADA podemos fazer. Pena seja, Senhor Deus, que seja tão difícil nos recordarmos disto.
Mas Vós nos amais, não como deveríamos ser, mas como somos.

Faze-nos recordar hora a hora, minuto a minuto, esse Vosso amor por nós. Pois assim, tudo, dores, alegrias, cansaços, problemas, tudo será vivido como uma dádiva, e assim aquele paraíso original, por Vós desejado para nós, mas nunca possuído de fato, começará a acontecer na vida, e a nossa vida, cheia do Vosso Amor, será o mais belo jardim, regado pelo rio do Vosso Espírito.

Que pena, Senhor, que os homens não percebam que não é fábula, nem mito, nem coisa de gente fraca de mente, acreditar em Vós. Pois que, se existes necessariamente, criastes não por determinismo, mas por Suprema liberdade - criaste por Amor.

O teu apóstolo diz que És Amor. Pois o amor é entrega. Mas se o Teu Amor é sem medida, então que morra em nós qualquer ideia de um deus altivo, sentado no trono, distante, e cresça em nós a ideia de um Deus INFINITAMENTE POBRE, DADO, ENTREGUE, OFERECIDO, DESPOJADO, ESVAZIADO DE SI.

Por: Rui Miguel Silva (PORTUGAL) – autor do Blog Cotidiano Espiritual

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Por que rezar Ave Maria?





Por que rezarmos ave maria?
Simplesmente porque agrada a Deus, pois saudamos sua mãe imitando o que  o anjo enviado por Ele o fez no começo de Seu plano de redenção. Já dizia são Luiz de Montfort: "é a saudação que o Altíssimo Senhor indicou a um Arcanjo para ganhar o coração da virgem de Nazaré".
A primeira parte desta bela oração, não é tão dificil entendermos, pois ela é bem explícita na bíblia. 

Ave Maria cheia de graça! O senhor é convosco! 

Nada mais é, do que a anunciação de Maria pelo Arcanjo.
Alegra-te cheia de graça!! O senhor é contigo!! (Lc 1, 28)
nesse trecho, ja podemos entender a plenitude da graça de Nossa senhora. 


Bendita sois vós entre as mulheres e Bendito o fruto do vosso ventre Jesus!
Essa parte, é a visita da mãezinha à Santa Isabel. Na qual Isabel, proclama esta frase.
Proclamar significa falar em voz alta. Ela diz: BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES E BENDITO FRUTO DO TEU VENTRE (Lc 1, 42)
A segunda parte, apesar de ter fatores bíblicos, é um pouco mais complexa de compreender, afinal, não é explicita na bíblia, deve se usar a razão para entender, e refletir sobre a própria bíblia. 


Santa Maria, mãe de Deus! 
A santidade de Maria é incontestável, todo aquele que crê nas promessas de Deus, aceita suas vontades e agarra pra si com toda força e com toda a vida é um santo! Quanto mais aquela que aceitou por meio dela nos trazer o salvador (Lc 1, 35). E mãe de Deus, se da ao fato de Jesus ser VERDADEIRO Homem e VERDADEIRO Deus. Algumas pessoas acreditam que ela foi mãe apenas de Jesus como homem. Porém, Jesus nunca foi meio Deus e meio homem, e também nunca foi duas pessoas ao mesmo tempo. Ele é homem e Deus ao mesmo tempo (Jo 5,20), porque se fez carne através de Maria, mas nunca deixou de ser Deus. Ainda nas palavras de Santa Isabel, constatamos sua maternidade divina "mãe de meu senhor"
(Lc 1, 43) Se dissermos que ela foi apenas mãe do corpo de Jesus, logo ela ainda é mãe de Jesus, pois seu corpo está vivo! Ressuscitou! Então, reze com convicção SANTA MARIA MÃE DE DEUS!
A mãe de Deus, a mãe que Ele escolheu...aquela que só poderia ser livre do pecado para dar a luz a Jesus, nosso Deus e senhor.

Por que rogai por nós pecadores?
Justamente por ela ter vivido uma vida imaculada, livre da macula, livre do pecado. Santo Agostinho de Hipona, bispo e doutor da igreja, considerado um dos maiores filósofos de todos os tempos, disse: “Não se pode nem tocar na palavra pecado em se tratando de Maria”. Também não somos apenas católicos romanos que acreditamos na vida imaculada de Maria, Ortodoxos e as igrejas evangélicas da reforma (Lutherana e Anglicana, algumas Metodistas) também acreditam em uma vida sem pecados de Maria. Por isso pedimos: rogai por nós pecadores, como se disséssemos: “nós que não tivemos uma vida sem pecado como a sua mãezinha!”. Então, pedimos a intercessão dela até Jesus, daquela que não teve pecado, para que Ele possa nos perdoar de nossos pecados, pedimos que ela suplique a Jesus na Justiça Dele. Ela pede a Jesus, e Ele que diagnostica se cede ou não. Sabemos que Jesus honrou e honra muito sua mãe (4° mandamento) por isso, não resiste às suas súplicas, até porque, ela como completamente santa, jamais intercederia por algo que não fosse da vontade do filho e do Pai. Como nas bodas de Canaã, a primeira intercessão de Maria a Jesus, não era hora dele, mas Ele a atendeu, por sua doçura e solicitação de mãe.

Agora e na hora de nossa morte?
Sim! Iremos passar por um julgamento, do Juiz dos Juízes...Que Misericordioso é, mas justo também. E se formos devotos às súplicas de nossa mãezinha, lá, ela também será nossa Advogada no Tribunal Celeste, sabemos que nessa mesma hora, ela estará torcendo e orando por nós, para estarmos com ela também no paraíso de Deus!!!!


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Minha Luta é contra mim mesmo! (Parte 3)





Minha luta é contra mim mesmo!A lei e os profetas duraram até João. Desde então é anunciado o Reino de Deus, e cada um faz violência para aí entrar. (Lucas 16,16.)
ADESTRADOS PELO ESPÍRITO.“Tomai meu julgo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas” (Mateus 11,29)Quantas vezes pedimos: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei do nosso coração semelhante ao vosso.”?
Mas o que é ser humilde? O que é ser manso?
Ser humilde é ser capaz de se humilhar. Humilhar-se é agir como se você fosse inferior, é se menosprezar, é ser capaz de se rebaixar ainda que tenha virtudes. Ser humilde é ter a real consciência de sua condição de fraqueza. É reconhecer que seus dons e talentos provêm de Deus. Ser humilde é fazer pelo próximo o mesmo que Jesus faria. Jesus sendo tão santo foi capaz de se abaixar e ficar da mesma estatura de uma prostituta pega em flagrante adultério.
Humanamente para nós é muito difícil ser humilde, pois temos o grave vício de ver as pessoas pelos seus defeitos e qualidades e não pelo que realmente são. Mas, humildade e mansidão, só são adquiridas com a prática. São virtudes a serem trabalhadas.
Ser manso é ser pacífico, sereno, tranqüilo. Gosto muito de alguns outros adjetivos dados à palavra manso, como: domesticado e amansado.
Estes dois adjetivos me fazem pensar nos animais adestrados.
É interessante ver animais como os cães que antes eram tão agressivos, depois de bem treinados, facilmente obedecerem ordens.
Da mesma forma, nós precisamos ser treinados para a mansidão. Se na sua casa ou trabalho você não tem encontrado um ambiente propício para manter a calma, eis uma grande oportunidade para começar a se adestrar. É praticando que aprenderemos a ter serenidade e tranqüilidade. Precisamos ser amansados!
Dizem que há dois tipos de adestradores: Aqueles que adestram os animais na base da truculência, e aqueles que adestram na base do carinho e atenção.
Os animais que são adestrados pelos adestradores truculentos, demonstram medo e inquietação ao ouvirem os comandos, já os que são adestrados pelos carinhosos, demonstram confiança, alegria e prontidão.
Devemos nos deixar amansar pela doutrina de Cristo, devemos permitir e desejar que o Espírito Santo seja nosso adestrador. Necessitamos ser orientados pela palavra de Deus. Jesus diz que seu jugo e sua doutrina trazem repouso às nossas almas.
Já o outro adestrador, o inimigo de nossas almas, na verdade nem nos adestrou. Apenas nos viciou, apenas nos alienou tornando-nos escravos de nossos apetites egoístas. Não é verdade que quando recebemos os comandos dos nossos instintos sentimos tristeza por não termos forças para dizer não? Pergunte para uma pessoa que está acostumada a gritar na hora do nervoso se ela se sente bem quando grita. Claro que não! Se é desconfortável para quem escuta, também é desconfortável para quem grita.
O grande problema é que essas pessoas geralmente não têm noção do dano que seus gritos causam, e se têm, muitas vezes, não sabem como mudar. Essa pessoa caiu no vício e é difícil se desvincular de qualquer vício. Isso ocorre com qualquer pessoa. Pergunte para qualquer indivíduo que tenha algum vício e que tenha consciência do mal gerado pelo mesmo, se ele se sente feliz ao ceder.
Da mesma forma, acontece com as pessoas ressentidas, com as que sofrem com a escravidão de sua sexualidade e tantas outras cadeias. Elas agem, ou melhor, cedem as suas fraquezas como que por impulso, consciente ou inconscientemente, acham que é o melhor a se fazer. É a dita filáucia, o amor de si contra si. A pessoa age visando o bem de si, mas o fruto da ação, na verdade, é o mal de si.
As pessoas precisam entender que necessitam renunciar a si, renunciar a este amor egoísta.
Quando penso em renúncia, também me lembro de Maria.
Como pode uma pessoa renunciar-se a si mesma, aos seus sonhos, colocar em risco sua reputação e a reputação de seu noivo e ainda cantar?
Só mesmo confiando em Deus, só mesmo deixando o Espírito Santo agir. Confie em Deus, confie que o Espírito de Cristo irá te sustentar. Não vai ser fácil, provavelmente será um processo demorado, mas, tenha fé. Sem fé não poderemos agradar a Deus, sem fé não teremos força, não conseguiremos esperar e nem perseverar.
Mas se crermos verdadeiramente, se declararmos de todo coração que renunciamos a nós mesmos por amor de Deus, imediatamente o Senhor começará a agir.
Deixo aqui uma palavra de encorajamento proferida por quem sabe o que é renunciar-se a si mesmo, e muito mais, alguém que venceu a si e venceu o mundo:

“Referi-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo havereis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (João 16,33)


Por Lucio Marciano

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Minha luta é contra mim mesmo! (Parte 2)



Minha luta é contra mim mesmo!
A lei e os profetas duraram até João. Desde então é anunciado o Reino de Deus, e cada um faz violência para aí entrar. (Lucas 16,16.)
CARNE vs ESPÍRITO, UM CONFRONTO DECISIVO.
“Os que vivem segundo a carne gostam do que é carnal; os que vivem segundo o espírito apreciam as coisas que são do espírito. Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é vida e paz.” (Romanos. 8,5-6)
A carne é sujeita ao pecado. A carne visa sempre reagir segundo sua natureza proveniente do pecado de Adão. Pecado este que pelo batismo foi apagada a culpa, mas, não as conseqüências por ele geradas. Podemos chamar estas conseqüências de vícios.
Vícios são os maus hábitos que adquirimos no decorrer da vida. Somos mal habituados no amor, somos mal habituados nos relacionamentos, no sexo, etc.
Estes maus hábitos nos levam a agir instintivamente em nossa defesa, por isso nos magoamos facilmente. Por isso brigamos, gritamos, xingamos, julgamos. Por isso muitas vezes nos negamos a nos submeter a ordens superiores que não vão de encontro com o que pensamos. Principalmente se estas ordens partem de “superiores” que tenham quedas “mais graves” que as nossas em seus currículos. Maus hábitos que nos enchem de orgulho e soberba e nos fazem enxergar o próximo como inferiores a nós em algum aspecto e, por isso, nos achamos no direito de julgá-los e condená-los.
Maus hábitos que nos fazem reagir da maneira errada como se fosse certa. É por isso que as pessoas entram nas drogas, na prostituição. É por isso que as pessoas resistem quando necessitam conceder o perdão ao seu semelhante. Os instintos da carne nos levam exatamente no sentido oposto do correto e nos levam a uma auto-satisfação perigosa, pois, é daí que surgem as vinganças e as rebeliões contra os familiares, sociedade, contra si próprio e até mesmo contra Deus.
Quantas pessoas precisam em seu íntimo perdoar a Deus!
Não que Deus necessite ser perdoado, mas alguns tombos que vida nos dá são creditados à vontade de Deus. Entes que se vão, ou mesmo, sonhos não realizados e que são sentidos profundamente. A mágoa ou frustração permanecem alojadas no coração. Simplesmente por causa deste convencimento de auto-consolação: “foi Deus que quis, ou não quis”; acabam creditando à Deus a culpa de eventuais fracassos e decepções.
São Paulo, na carta aos gálatas nos mostra claramente a oposição que a carne faz ao espírito e vice-versa:
“Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis.”
(Gálatas. 5, 17.)
Em algumas traduções ao invés de desejos da carne, é usado o termo instintos egoístas, o que deixa ainda mais clara a nossa condição.
Como foi dito antes, muitas vezes até mesmo nossas boas ações são fruto destes instintos egoístas.
A nossa natureza é egoísta e em tudo quer tirar para si algum proveito, nossa natureza humana tem horror a mortificações ou qualquer tipo de sofrimento.
Não que devamos desejar o sofrimento, mas, quem é que passa por esta vida sem eles? O sofrimento é uma forma de mortificação muito apreciada pelos santos. A diferença entre os santos e nós já começa por aí, eles tiveram a coragem de sujeitar suas carnes, seus desejos e vontades ao espírito, enquanto nós muitas vezes fazemos o contrário, nos rendemos mais facilmente aos nossos apetites do que resistimos.
Quando lhes sobrevinha o sofrimento eles se aproximavam de Deus ainda mais e por meio dos sofrimentos se santificavam, enquanto nós, não queremos e não sabemos sofrer. Nos revoltamos, nos fechamos e acabamos procurando sair dele à nossa maneira.
A decisão de nos sujeitarmos a uma destas leis é o que vai definir onde vão dar nossos caminhos. Pela lei do pecado, isto é, sujeitando-nos aos desejos da carne, andaremos rumo a perdição.
A lei do pecado e a lei do espírito travam uma verdadeira batalha em nosso interior. Pela lei do espírito queremos fazer o bem, porém a lei do pecado cria a oposição. Essa batalha é o que motiva Paulo a dizer: “Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero.” (Romanos 7,19)
Esse fazer o que não quero se dá pelo fato de ainda não termos tido a coragem e a iniciativa de crucificar o homem velho. A tentação sempre existirá, as quedas sempre nos surpreenderão; o que não pode ser é cairmos sempre nos mesmos pecados. Só seremos totalmente sujeitos à lei do espírito quando alcançarmos a glória, mas a glória só será alcançada mediante o aniquilamento dos instintos egoístas.
Enquanto eu não estiver disposto tomar uma posição radical contra mim mesmo, eu serei sempre escravo dos meus instintos egoístas.
OS FRUTOS DA CARNE E A DEGRADAÇÃO SOCIAL
“De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis.” (Romanos 8,13.)
Mortificar é o mesmo que diminuir ou extinguir a vitalidade de alguma parte do corpo, isto é, aos poucos vamos tirando o poder que determinadas áreas têm sobre nós.
É comprovado que principalmente entre os jovens a área sexual é a que requer mais resistência. Alguns padres dizem que nas confissões dos jovens, oitenta por cento do teor da conversa está diretamente ligado ao sexo. E infelizmente, a maioria das pessoas são reféns de seus apetites sexuais. Basta ver os programas que têm mais audiência na TV, basta ver quantos divórcios, quantos adultérios.
Assassinatos por motivos ridículos têm sido as manchetes de nossos telejornais. As pessoas hoje em dia morrem por causa de dinheiro (às vezes quantias mínimas), por causa de futebol. Filhos assassinados por brigas entre pais. Namorados matando namoradas por loucura, por paixão, por vaidade! Filhos matando pais por interesses de namorados. Vaidade!
Como tem crescido o número de homossexuais! É o apelo social. Particularmente vejo o homossexualismo de hoje como um modismo. Não é possível que haja tantos homossexuais! Digo isto pelo que tenho presenciado no meu dia a dia. A minha opinião é que eles estão sendo “fabricados”. É feito um grande marketing pró-homossexualismo.
Sei que há pessoas que carregam em si tendências homossexuais, porém, o fato de cederem a essa tendência é o que constitui o pecado.
Porém, vejo que muitos aderem ao homossexualismo mas não é por tendência coisa nenhuma! No fundo é tara, é vaidade.
Vejo pessoas muito jovens entrando por este caminho. E principalmente por conhecer alguns, eu posso dizer que são meninos e meninas que querem chamar a atenção para si. Volto a dizer que existem aqueles que trazem em si as tendências e que não são culpados por isso. Só serão culpados à partir do momento em que quiserem praticar o homossexualismo. E mesmo assim, eles não podem ser marginalizados pelos cristãos. Não podemos jamais admitir tais práticas, mas, devemos ser o olhar misericordioso de Deus para eles. Devemos mostrar que existe a possibilidade de mudança e que se quiserem poderão contar com nosso auxílio e apoio.
Quanta degradação! Tudo isso porque o homem moderno está acostumado a facilidade e a praticidade. Hoje ninguém quer fazer esforço, mas querem alcançar o sucesso.
E este tipo de pensamento é muito presente também dentro da Igreja. Muitos filhos e filhas da Igreja têm aderido a idéia protestante de que é possível alcançar o céu sem fazer esforços.
Pergunto: quantos de nós temos uma vida de oração disciplinada? Quantos de nós praticamos o jejum? Quantos de nós sabemos em que se consiste a Ascese?
É impressionante como estes assuntos são pouco falados em nossas pregações e homilias. E quando alguém resolve falar, tenta ser o mais “brando” possível para não causar nenhum mal estar. Estas são praticas extremamente eficazes de mortificação dos desejos da carne.
Muitos pensam que as práticas da Igreja estão ultrapassadas, que as mortificações, os jejuns são práticas medievais. Ignoram que juntamente com os sacramentos são meios eficazes de salvação.
Muitos católicos ousam ainda falar mal das ladainhas e tantas outras formas de oração tradicionais da igreja.
Estive fazendo um curso a um tempo atrás, em uma das aulas, o padre falava sobre a Eucaristia, e não é que alguns diziam que a hóstia consagrada representa o corpo de Jesus?
É o desprezo e a falta de zelo pelo sagrado. Para quem não sabe isto é o chamado sacrilégio. Estão ultrajando e desrespeitando a pessoa de Jesus no Santíssimo Sacramento.
Fiquei pensando que ainda hoje há pessoas que entram na fila da comunhão para receber apenas um pão que simboliza Jesus. É por isso que não se preocupam em fazer uma boa confissão, é por isso que o recebem com o coração cheio de rancor.
O pior de tudo é que, aqueles que como eu, acreditam que a Eucaristia é o corpo, sangue, alma e divindade de Jesus, muitas vezes o recebem como se não cressem.
Especialmente aqueles que desempenham algum tipo de trabalho durante as missas, como os músicos, acólitos, ministros e coroinhas. Ficamos tão preocupados em não falhar em nossas tarefas que acabamos deixando a reverência e a adoração de lado. Não falhamos como “profissionais”, mas, falhamos como filhos de Deus.
A mortificação é praticada também de outra forma: Desgostar. Ou seja, fazer aquilo que não gostaríamos de fazer visando alcançar a santificação.
Como já foi dito por várias vezes aqui, nosso corpo, nossos instintos, emoções e pensamentos, naturalmente tendem para as facilidades, para o que satisfará o nosso eu.
O grande segredo da vida eterna é exatamente buscar aquilo que satisfaça o Espírito e não o ego. O grande segredo é ser manso e humilde à imitação de Cristo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Minha luta é contra mim mesmo! (Parte 1)


Minha luta é contra mim mesmo! (Parte 1)A lei e os profetas duraram até João. Desde então é anunciado o Reino de Deus, e cada um faz violência para aí entrar. (Lucas 16,16.)Esta é uma reflexão que por sua extensão será postada em partes para que seja bem digerida por nossos leitores. Esperamos que seja proveitosa e renda frutos na vida de todos vocês. Boa leitura e que Deus vos ilumine.IMITAR JESUS E VIVER PLENAMENTE.“Em seguida, Jesus disse aos seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mateus. 16,24.)Particularmente, penso que este é o versículo da Bíblia que melhor resume à proposta que Deus tem para seus filhos neste mundo. Este versículo é para mim como que a bula de um medicamento. Se um médico lhe receita um medicamento e você segue à risca as instruções que ele passou, certamente o remédio surtirá o efeito desejado. Da mesma forma, se seguirmos esta orientação que Jesus nos dá, com toda certeza, a vontade de Deus será realizada em nossas vidas e aprenderemos a viver a vida em abundância que Cristo veio trazer.
A cada dia que passa, a cada nova experiência de vida, a cada tribulação, me convenço que o que mais me afasta de Jesus é o meu amor por mim, que geralmente é desordenado.
Creio que quanto mais rápido eu aprender a renunciar a mim mesmo, mais rápido também experimentarei a vida plena que Deus oferece.
Apesar da aparência um tanto filosófica até aqui, o que estou tentando expressar não tem nada de poético, não é nada romântico.
Não existe nem no aspecto físico nem no aspecto espiritual da vida, algo tão destrutivo quanto o amor próprio em desordem.
Os Padres do Deserto ou Pais da Igreja, como são conhecidos, são padres que viveram na era pós-apostólica da Igreja, até mais ou menos o século IV. Estes Padres, já naquele tempo, identificaram essa questão do amor próprio e denominaram de filáucia. A palavra filáucia é de origem grega (filos = amor e autos = eu mesmo). A forma prática que os primeiros Padres usam para traduzir a filáucia é o amor de si contra si.
Este amor de si contra si é o que realmente mata o homem! O pecado é o ápice da filáucia. Afinal, ninguém, ou pelo menos a maioria, peca por ser má ou com o intuito consciente de ofender a Deus e sim porque o pecado satisfaz nossos instintos egoístas, ou seja, por nos amarmos egoisticamente, nossa carne deseja o mal porque teoricamente lhe fará bem. Creio que é isso que São Paulo quer dizer quando fala que não conseguimos fazer o bem que queremos e acabamos por fazer o mal que não queremos. É o grande conflito entre a carne e o espírito.
As coisas que fazemos, as atitudes que tomamos quase que instintivamente diante de circunstâncias da vida e que, de certa forma, para a carne são agradáveis e justas, mas, danosas, principalmente ao espírito e ao processo de salvação. Por exemplo, a gula, que teoricamente é apenas o hábito de comer demais, e para a carne, é muito prazeroso comer bem, mas, a gula gera conseqüências graves tanto físicas quanto espirituais.
Não vamos parar neste ponto, pois, trata-se de um aspecto teológico muito profundo que merece uma reflexão tão profunda quanto.
Voltando ao assunto, renunciar-se a si mesmo é essencial e urgente para todos aqueles que buscam não apenas cultuar Deus, mas, verdadeiramente viver com Deus e viver aquilo que Deus tem para nós.
Muitas pessoas acham que renunciar a si mesmo é esquecer a família, muitas ainda, pensam que renunciar a si mesmo é sinônimo de passar a semana inteira na igreja trabalhando em tudo que é pastoral.
Acho até louvável ver pessoas dispostas a se doarem à Igreja, dedicarem um bom tempo ao serviço na casa de Deus, mas, até que ponto isso é amor e não carência ou mero egoísmo? Até que ponto isso gera mudanças positivas em casa, no trabalho, ou em qualquer lugar que seja? Até que ponto isso não passa de uma forma de fuga?
De que adianta sermos pessoas consideradas santas e ungidas para os de fora e dentro de casa, agirmos feito hipócritas? Por que nos doamos para os que não são de nossa família e oferecermos migalhas do tempo que nos sobra para nossos cônjuges, filhos, pais, irmãos? Conheço tantas pessoas que se escondem atrás de um instrumento musical, de um microfone, de um avental de servo... mas em casa é mal-humorado, briguento, egoísta, trata os seus aos berros e palavrões, são cheios de mágoas e rancores.
Para mim, é extremamente delicado estar tocando neste ponto, porque também sou um ministro da Igreja, porque sou pai de família, sou esposo, sou filho, sou irmão e sou humano, certamente tão ou mais fraco do que você. E confesso que, embora eu tenha alcançado grandes progressos, ainda não aprendi a renunciar-me a mim mesmo da forma que eu já deveria ter feito pelo tempo que estou na caminhada.
Ao mesmo tempo em que exponho minha pobreza, também me alegro por poder partilhar minhas descobertas, e acima de tudo, consciente de que ainda exista muito de mim que precisa morrer, me vejo necessitado em buscar mais e mais a Deus e a mudar a cada dia.
Lendo a vida dos santos, me sinto tão pequeno, tão miserável diante destes homens e mulheres que descobriram o grande segredo da verdadeira vida: renunciar à si próprio e seguir Jesus.



*** Nos próximos dias postaremos a continuação.

Por: Lúcio Marciano







BEM-AVENTURANÇA É LUTA!“Bem-aventurados os que têm um coração pobre, porque deles é o reino dos céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos. Porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus!
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino de Deus!
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa no céu, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.” (Mateus. 5,3-12.)
O sermão da montanha é considerado por muitos (inclusive por mim) como o ou um dos mais belos discursos de Jesus Cristo. É o leme que nos direciona para a vida abundante! Mas, sinceramente, jamais conseguiremos viver as bem-aventuranças se antes não renunciarmos a nós mesmos. Jamais faremos o bem de forma pura sem essa renúncia. É verdade! Porque, muitas vezes até mesmo o bem que fazemos, no fundo, é um meio de satisfazermos o nosso amor próprio. Não é verdade que quando fazemos o bem nos sentimos “mais leves”, em paz? Quanta gente busca fazer o bem para sentirem-se em paz? De consciência tranqüila? Na verdade o bem que fazem é irrisório se comparado com o estado de consciência em que se encontram depois de um ato de caridade. Muitos depois de uma boa ação costumam dizer que estão de bem com Deus. Agora, eu pergunto: quantas pessoas você conhece que se sintam mal depois de fazerem o bem? Quantas vezes você se sentiu mal depois de amar o próximo?
Não estou dizendo que devemos deixar de praticar o bem, de maneira nenhuma! Fazer o bem com retidão de coração é e sempre será justo aos olhos do Senhor independente da sensação que tivermos, o que estou dizendo é que geralmente damos o que nos sobra e não irá fazer nenhuma falta por isso nos sentimos bem.
Quem me dera eu ficasse insatisfeito ou triste em meu interior! Pois, seria uma grande prova de que eu tirei de mim algo importante para dar ao próximo e por isso o meu amor próprio, ou seja, o meu egoísmo me trouxe este sentimento. Exatamente porque eu renunciei a mim para promover o próximo acabei desgostando o meu ego.
Aprendi essa lógica com uma grande santa de nossos tempos: Madre Tereza de Calcutá.
Eu sempre conheci a Tereza que deu a vida pelos pobres, que se consagrou a Cristo e se dispôs a servi-lo nos mais miseráveis.
Fiquei impressionado ao ler um artigo onde ela dizia que muitas vezes sentia uma tristeza e um vazio profundos. Confesso que me escandalizei ao ler aquele relato, pois até ali eu pensava que quanto mais perto de Deus, mais alegre eu seria. Seria impossível servir a Deus e sentir tristeza. Para mim era algo incompatível! Até porque no trecho bíblico acima, Jesus manda que nos alegremos. Mas entendi que isso só vem confirmar que a alegria de Jesus não é eufórica, nem tão pouco emocional, a alegria de Jesus é um estado de vida, e esta alegria com certeza Madre Tereza tinha!
Com o tempo, na verdade há pouco tempo, compreendi que a tristeza de Tereza se dava exatamente porque a Tereza de Calcutá morria a cada dia para si. A tristeza de Madre Tereza se dava pelo fato de que a velha Tereza, paulatinamente, dava lugar a uma nova Tereza, a uma Tereza de Deus que foi capaz de renunciar a si mesma para assemelhar-se a Jesus. Que foi capaz de se aniquilar em favor do próximo.
Descobri que é necessário que eu aceite ir para a cruz! Descobri que não tenho direito nenhum nesta vida. Preciso praticar o bem, independente de como eu me sinta, preciso aprender a morrer para mim mesmo. Preciso ser cordeiro e não o valente!
O renunciar a si mesmo consiste em matar o egoísmo. É aprender a ser submisso, é aceitar a humilhação de bom grado ainda que seja injusta. Renunciar é aprender a dizer não aos meus interesses egoístas, principalmente nas coisas mínimas e corriqueiras do dia à dia, afinal, se não vencermos as mínimas, como venceremos as maiores?

É preciso tomar a cruz, e muito mais, é necessário desejá-la e aceitar nela morrer visando a vida eterna. Foi isso o que Jesus fez durante a sua vida inteira. A renúncia de si mesmo e o carregar a cruz estão intrinsecamente ligados. Não é possível tomar sua cruz e carregá-la dignamente sem a renúncia de si, porque o carregar a cruz exige abnegação e humildade e sem isso, a cruz será sempre pesada e fastiosa. Da mesma forma se dizemos que renunciamos a nós mesmos e não queremos carregar a cruz, se queremos dela fugir, na verdade nunca houve renúncia.
Jesus foi humilhado desde o ventre de Maria. Digo isso porque a maneira sobrenatural como aconteceu sua concepção gerou dúvidas até mesmo em José, o justo, que pensando que Maria o havia traído decidiu abandoná-la em segredo. Jesus não nasceu em um lugar decente, viveu em Nazaré onde os próprios judeus diziam que de lá não poderia sair nada de bom. Sempre foi olhado com desconfiança. Nem os milagres que realizava mudava a opinião de muitos. Quantas vezes tentaram linchá-lo?
O que levava Jesus a continuar era o fato de ter renunciado a si mesmo. Ele não se importava com o que diziam dele, pois, foi capaz de aprender com sua história de pobreza material e fé ensinada por seus pais que no mundo somos peregrinos e o que importa é cumprir nossa missão.
Ele foi capaz de rejeitar os seus direitos de Filho de Deus para simplesmente fazer a vontade do Pai.
Jesus tinha uma meta: a vitória que estava reservada para ele após a cruz.
Veja que eu disse após a cruz; e vou mais longe, a vitória “pessoal” de Cristo estava reservada no céu, depois de sua ascensão. A vitória obtida na cruz não foi para Ele e sim para nós, pois, se o pecado continuasse ou não tendo poder sobre a humanidade, sobre Jesus, nunca teve. Portanto, a vitória de Jesus estava no céu onde ao ascender recebeu o trono para viver e reinar para sempre.
Creio que se Jesus houvesse ressuscitado e continuado a viver fisicamente entre nós, certamente continuaria sendo menosprezado, marginalizado e humilhado. Com certeza já o teriam crucificado de novo.
Talvez você esteja se perguntando o porque de eu estar dizendo isso.
Estou querendo dizer que a sua vitória está no céu! Está na mão de Deus! Você precisa ir para a cruz, morrer e ressuscitar para receber sua vitória. São Paulo nos orienta a aspirar e buscar as coisas do alto.
Não prenda seu olhar nas coisas que passam. Não gaste sua vida alimentando mágoas, ressentindo situações que na maioria dos casos aconteceram a anos. Precisamos aprender morrer para estas coisas. Não perca seu tempo com vaidades pessoais. Muitas pessoas não perdoam para simplesmente terem argumentos para acusar diante de novas situações. Não perdoam para não se verem obrigados a sair da condição de vítima.
A sabedoria bíblica nos ensina que tudo é vaidade. É vaidade não perdoar, é vaidade não se reconciliar, é vaidade o consumismo, o liberalismo. Tudo é vaidade! Eu vou mais longe: Além de vaidade é egoísmo ao extremo!
O que estou dizendo é que você não pode se cansar de amar e praticar o amor. Você precisa ir para a cruz no seu casamento, você precisa ser o cordeiro sempre! Sendo um cordeiro, ofereça-se em sacrifício a Deus. Você precisa renunciar aos seus “direitos”, você precisa se submeter, se deixar humilhar, fazer o papel do “bobo” e se alegrar.
E digo mais, você precisa fazer isso e não é uma, duas ou dez, ou mil vezes, você precisa morrer sempre! Você precisa amar sempre! Perdoar sempre! Reconciliar sempre! Repito: tudo que estou escrevendo é fruto de minha experiência pessoal e enquanto escrevo, Deus traz à minha mente pessoas e situações com algumas velhas e novas pendências à serem resolvidas. Mais uma vez precisarei renunciar à minha vontade e ao meu orgulho para que a vontade de Deus prevaleça. E isto é um grande desafio para mim.
Digo isto porque muitas pessoas aceitam morrer algumas e até mesmo muitas vezes, mas, quando não vêem o resultado esperado, acabam desistindo, se cansam. Quantas vezes escutamos pessoas dizerem: “Eu fiz de tudo, não adianta” ou “ Não adianta lutar sozinho, se o outro lado não quer, não tem jeito”. Já pensou se Jesus também agisse assim conosco?
Se você está nestas condições, tenho uma péssima notícia para você: Pode ser que a situação nunca venha a mudar. Mulher! Pode ser que o seu marido nunca se converta, mas você precisa ir para cruz por ele. Pode ser que sua sogra continue a agir exatamente como sempre, mas se você se diz cristã, você aceitou ser o cordeiro, então é você que precisa perdoá-la. Você não tem o direito de alimentar e nem guardar a mágoa, você não tem o direito de agir diferente de como Jesus agiria e age.
Jovem, você não tem o direito de despejar suas vontades no sexo desordenado e desregrado. Você não tem o direito de ficar e transar com quem quiser nas baladas da vida. O seu direito é a cruz! Você precisa dominar sua sexualidade e consagrá-la a Cristo, você precisa aprender a dizer não para ela. A Virgem da Pureza pode lhe ajudar, coloque-se sob sua intercessão.
A mesma coisa, digo para os casais: vocês precisam compreender o verdadeiro valor do sexo para Deus e praticá-lo de forma santa e irrepreensível, sem egoísmo. Os casais precisam parar de medir forças e sim uni-las em prol da promoção da família que tem sido sitiada por todos os lados para que seja destruída.
Entenda esposa: você precisa se submeter ao teu marido.
Entenda marido: você precisa amar e dar a vida por sua esposa, de todo o teu coração, da mesma forma que Jesus deu sua vida pela Igreja.
Vocês precisam ser o exemplo e a referência para os seus filhos em tudo! E é morrendo para si que isso se dará, a morte do seu eu fecundará o nós em seu lar.
E ainda que as coisas continuem exatamente como estão, lembre-se que sua glória virá depois da cruz. É aprendendo a morrer para si que aprenderemos a viver nesta terra. E depois, lá no céu, será feita justiça plena!
Como eu terei um coração pobre se não matar em mim o apego das coisas materiais que muitas vezes adquiro sem a mínima necessidade? Como eu posso querer ser consolado por Jesus, se não matar em mim a necessidade de me sentir vítima das circunstâncias e atrair a dó das pessoas? Como eu posso ser manso se não aniquilo em mim a impaciência e o nervosismo? Como posso ser misericordioso se ainda olho as pessoas pelos seus atos e defeitos e não pelo que são essencialmente? Como eu poderei ser puro de coração se ainda não matei a malícia? Como poderei ver a Deus, se não consigo olhar para uma pessoa do sexo oposto sem que este olhar seja tendencioso e sensual? Lembre-se: Jesus disse que o olho é a porta da alma! Como poderei ser pacífico se não consigo aceitar o desaforo? Por fim, como eu aceitarei ser perseguido, caluniado e rejeitado por causa de Cristo, se o meu senso de auto-justiça não morrer?


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terça-feira, 12 de abril de 2011

Quinta-feira Santa: refletindo sobre humildade no dia de Lava-pés


O dia de hoje nos convida à humildade em nossas atitudes perante a vida. Os valores de Deus são inversos a muitos outros que podemos observar em nosso cotidiano. O esforço de ser maior diante das pessoas, redimindo-as, humilhando-as e mostrando a elas o quanto você é mais capaz não significa virtude e maioridade diante de Deus. A dinâmica de Cristo é inversa! Se Ele, sendo Deus, estando presente junto ao Pai desde a criação do mundo, humilhou-se, enquanto filho obediente de Deus, por amor a Deus e a nós, e assumiu uma condição humana, humilde, simples e pobre, quem somos nós, ao querer ser maior, vangloriando-se da fraqueza dos outros?
O que mais importava a Jesus era pregar o amor humilde e misericordioso de Deus, ao olhar para os mais pecadores e amá-los, perdoando-os e aceitando-os como filhos muito amados de Deus e mostrando a eles que, em Deus encontrariam força pra recomeçar uma nova vida, distante das maldades e plena em amor!
Peçamos a Deus a graça de reconhecer que entre todos nós, aquele que for o menor, assumindo a humildade de amar, perdoar, suportar e viver uma vida segundo a vontade de Deus, esse será muito amado por Deus, por isso o maior: Maior em humildade e amor a Deus e ao próximo!



Uma Santa e Abençoada Semana Santa a você e sua família!
Abaixo evangelho e canção para refletir.
Um grande abraço em Cristo!
Luciane Vecchio 

Evangelho (Lucas 9,46-50)
Naquele tempo, houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. Jesus sabia o que estavam pensando, pegou então uma criança, colocou-a junto de si e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.
João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco”. Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.

Humano Demais - Pe Fabio de Melo



Amar Maria, para conhecer melhor Jesus!

Vídeo de 2 minutos e 46. Ex-evangélica fala sobre importância de conhecermos María e o poder do Rosário. Confira


segunda-feira, 14 de março de 2011

Minha meta é o céu



Minha meta é o céu!

"Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus ia atravessando cidades e aldeias e nelas ensinava” (Lucas 12,22)

Lendo o Evangelho de São Lucas, certo dia, me deparei com este versículo. Confesso, não dei a atenção devida. Porém a primeira frase ficou no meu coração.
Continuei a leitura do livro de Lucas durante alguns dias, tinha até me esquecido daquela frase quando no capítulo 17,11, mais uma vez, ali estava aquela bendita frase: Sempre em caminho para Jerusalém...
Comecei então a perguntar ao Senhor o que aquela simples frase queria me dizer; por que havia tocado tão forte no meu coração?
Pedi a Deus a graça do entendimento, e em pouco tempo, graças a Ele, entendi.
Talvez, Lucas, ao escrever o Evangelho, não tenha pensado nisto, mas Deus, sim. Ele pensou em mim e pensou também em você que agora está lendo este texto.
Esta frase: Sempre em caminho para Jerusalém... , vem nos mostrar que o Senhor tinha um objetivo e que esse objetivo era chegar à Jerusalém. Era lá em Jerusalém que o plano do Pai seria consumado:

“Eis que subimos à Jerusalém e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas; condená-lo-ão à morte e entregá-lo-ão aos gentios. Escarnecerão dele, cuspirão nele, açoitá-lo-ão e hão de matá-lo; mas ao terceiro dia ele ressurgirá” (Marcos 10,33-34)

Era esse o plano do Pai, o plano que traria a redenção para todos os homens de todos os tempos.
Jesus sabia que iria sofrer muito, mas tinha a certeza de que sendo fiel,... ao terceiro dia ressurgiria.
E assim o Senhor estava sempre em caminho de Jerusalém. Por mais que parasse em uma aldeia aqui, outra cidade ali, ele não perdia de vista sua meta: chegar a Jerusalém.
Durante este trajeto, onde quer que passasse, ia deixando sua marca. Entrava em Cafarnaum e ali pregava e realizava milagres e prodígios, alguns o reconheciam imediatamente como o Messias, outros torciam o nariz, outros queriam apedrejá-lo ou pediam que saísse dali e outros ainda só foram aceitá-lo após sua ressurreição; porém de qualquer maneira, Jesus nunca passava sem que o percebessem.
E o Senhor continuava seguindo sua rota; passava por Samaria, Jericó, Betânia e jamais se esquecia que estava sempre em caminho para Jerusalém.
Ele encontrava dificuldades, obstáculos e tantas outras situações que até poderiam fazê-lo desistir. Algumas vezes teve que voltar pegar um caminho mais longo e até mesmo fugir. Mas a fé e a confiança no Pai o sustentavam e o fortaleciam para que alcançasse seu objetivo.
Isso me levou a pensar na minha caminhada e na caminhada de muitos cristãos, pois nós também temos, ou pelo menos deveríamos ter um objetivo em comum que é chegar à Jerusalém celeste, o reino dos céus!
Comecei então a me perguntar:
Como tem sido esta caminhada? Será que estou seguindo a rota certa? Será que estou deixado a minha marca por onde tenho passado? Na minha casa, no meu trabalho, no meu círculo de amizades? Tenho feito diferença ou será que só estou fazendo peso na terra?
E a sua caminhada? Pergunto porque temos visto alguns desistirem na primeira situação difícil, muitos param no “poço de Jacó” para descansar e dali não saem mais, outros ainda, entram em “Cafarnaum” realizam proezas, convertem pessoas, mas, por algum motivo, desistem e param no meio do caminho.
Se você tem sido um desses saiba que o Pai também tem planos para você!
Não pare no meio do caminho. Talvez você esteja encontrando muita dificuldade, mas para que o nosso trajeto ficasse mais fácil, Jesus nos deixou a Igreja, nos deixou sua Palavra, a Eucaristia, o sacramento da reconciliação, ele nos deu sua Mãe que não cessa de interceder por todos os seus filhos, derramou seu Espírito e tem derramado de uma forma especial agora porque o tempo é breve.
Temos muitos aliados, é possível!
Se o pecado é o que tem te impedido de caminhar é porque “ainda não tendes resistido até o sangue” (Hebreus 12,4).
Lute! Não desista! Revista-se da armadura do cristão (Efésios 6,10-18), Cristo está sempre pronto para nos ajudar. Clame agora sua misericórdia. Ele é o nosso grande Sumo Sacerdote (Hebreus 4, 14-16). Você pode, você consegue, é ele quem te dá força, é ele quem te capacita, os seus anjos lutam por nós.
E se você ainda nem começou a andar, a hora é agora. Não tema! Você não tem nada a perder.

Faço uma comparação com a situação abaixo para tentar clarear um pouco:

Sexta-feira, seis horas da tarde...
O “camarada” sai do trabalho e vai para um barzinho com os amigos, bebe todas e mais um pouco... Lá pelas tantas, ele “bem louco”, se lembra que tem que ir pra casa...
Mas, na situação em que está será meio difícil não é mesmo?
Só que de uma coisa eu não tenho dúvida, ele vai conseguir chegar em casa. Seja se escorando pelas paredes, seja se arrastando ou até mesmo carregado; mas que ele vai conseguir chegar, ah, isso vai! Até mesmo se dormir na rua, ao acordar ele vai pra casa.
Nós temos que perseverar na caminhada, aquele bêbado só não vai chegar em casa se morrer no meio do caminho.
Nós cristãos, além de não nos entregarmos à bebida, temos outra vantagem sobre o nosso amigo bebum: ainda que morramos no meio do caminho, se estivermos lutando, entraremos no céu como vencedores e cantaremos o hino da vitória de qualquer jeito. Se Jesus voltar antes de terminarmos nosso trajeto e nos encontrar lutando, ele levará em conta a nossa luta. Agora, se nos encontrar parados...

“Não se perturbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar”. (Jo 14,1-2)

Neste versículo, Jesus nos faz uma promessa: vou preparar-vos um lugar.
Agora imagine quando Jesus já tiver voltado e buscado os que são seus. Ao passear pelas ruas da nova Jerusalém e passando pelo lugar que preparou para você, vendo estar vazio, com toda certeza eu digo que Ele não ficará nada feliz, porque aquele lugar era seu e não de outro. Jesus preparou uma morada para cada um de nós e ele já está para voltar. Temos que chegar a Jerusalém custe o que custar, e só conseguiremos se caminharmos com convicção, isso tem que ser um ideal, um projeto de vida. Chegar ao céu tem que ser e deve ser prioridade para nós.
E mais, estamos incumbidos de levar outros irmãos para o céu, nossos pais, esposa, esposo, namorada, namorado, irmãos, filhos, parentes, amigos e até pessoas que você nem conhece, mas que pelo seu testemunho de vida se sentirão atraídos e seguirão seus passos, Deus quer ver o céu cheio e para isso precisa de nós.
Então, apresse-se e comece a andar, ou melhor, corra, pois já perdemos muito tempo e já não temos mais tanto tempo assim. Confiantes na bondade de Deus possamos dizer juntos:
Nossa meta é o céu, nosso lugar é o céu!

Autor: Lucio Marciano

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Fé e Deus: qual a diferença?
Presença de Cristo na eucaristia

domingo, 28 de novembro de 2010

Eu sou católico, eu acredito.






Ultimamente temos visto manifestações públicas contra a Igreja e o Santo Padre que desencorajam qualquer católico a dizer: “Eu sou católico”. Mais recentemente em Espanha vimos o nosso Santo Padre Bento XVI ser humilhado por grupos com propósitos anti-católicos, e de orientação homossexual, que em atitude de provocação, se beijavam nas ruas de Barcelona, a quando da passagem do Santo Padre. Há dois domingos atrás ao ouvir o evangelho santo, quando este nos diz:
“Ele respondeu: Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu! E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não andeis atrás dessa gente!”
 e depois de decidir o tema desta minha reflexão, dei-me conta que nenhum sinal, nos pode dizer quando será esse tempo, mesmo que o que nos é posto na frente, como este caso em Barcelona, nos diga : o tempo deve estar próximo. Não devemos por isso anunciar o fim do tempo, temos que fazer aquilo que Jesus nos recomenda neste mesmo evangelho de domingo:
” Será uma ocasião para dardes testemunho.”
Recentemente temos assistido à má interpretação das palavras do Santo Padre, que tem forçado a Igreja a corrigir a imprensa, não tendo no entanto a própria imprensa corrigido o seu erro. Um exemplo disso aconteceu em Inglaterra, onde houve uma grande polémica gerada em torno das palavras o Santo Padre, em que os mídia anunciavam que o Santo Padre tinha falado contra os ateus e colado os ateus ao nazismo. Basta pesquisar no Google, sobre o assunto e encontramos imensos sites ateístas ofendidos, por algo que não foi bem interpretado. Na verdade o que o Santo Padre disse e muito bem foi (tradução minha do inglês):

“Mesmo em nossa própria vida, podemos lembrar como a Grã-Bretanha e seus líderes estiveram contra a tirania nazi, que pretendia eliminar Deus da sociedade e negou a nossa simples humanidade a muitos, especialmente os judeus, que eram considerados indignos de viver. Recordo também a atitude do regime de pastores e religiosos que falou a verdade com amor, em oposição aos nazistas e pagou essa oposição com as suas próprias vidas. Ao refletirmos sobre as lições sombrias do extremismo ateísta do século XX, não esqueçamos nunca que a exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública, em última análise leva a uma visão truncada do homem e da sociedade e, portanto, a uma visão redutora da pessoa e do seu destino”.

Isto em nada tenta atacar os ateus, mas sim o ateísmo, que infelizmente e de forma prática existe mesmo entre aqueles que se consideram cristãos. Não são só ateus aqueles que se dizem ateus, mas aqueles que pela sua boca confessam o Senhor, mas pelas seus atos, se distanciam dele:
"Este povo me louva com a boca, mas o seu coração está longe de mim" (Mt 15, 8).
Era contra este ateísmo que o papa falava e por isso falou em exclusão de Deus da sociedade. Aliás não é possível que a exclusão de Deus seja feita só com os ateus explícitos, dado, que no Mundo eles são relativamente poucos. Infelizmente os mídia deturparam as palavras do papa, ou por má fé, ou porque não perceberam a excelente capacidade intelectual do nosso Santo Padre. A Igreja na pessoa do Santo Padre, como é seu dever encarna a pessoa de Cristo e os mídia, encarnam por vezes os fariseus que ouvem e não entendem nada, porque tem o coração endurecido e não conseguem perceber a verdade. Não raras vezes esta situação de má interpretação das palavras do Santo Padre tem acontecido, com os mídia a interpretarem mal as palavras, que o Santo Padre com coragem apostólica, tem proferido. Isto leva-me a dizer que a Igreja Católica está encarnada da pessoa de Cristo, pois à maneira de Cristo fala a verdade, que aqueles que estão dentro do redil conseguem perceber, como Cristo nos disse:
“Assim se cumpre a profecia de Isaías:Ouvem mas não entendem; olham mas não vêem! Porque o seu coração está endurecido; são duros de ouvido, e fecharam os olhos , de tal modo que não verão, nem ouvirão, nem entenderão, nem se voltarão para Deus, nem me deixarão curá-los”. (Mt 13,14-15)
e aqueles que estão fora do redil não conseguem alcançar e só falam para lançar a discórdia e a confusão. Por isso não tenhamos medo, nem nos deixemos abater por aqueles que de forma indigna se puseram a jeito de escândalos (falo da pedofilia), para se colocarem no caminho da fé que estava a nascer e era criança no coração de muitos, porque estamos na Igreja onde Cristo se faz presente sempre pelos séculos do séculos, como ele próprio prometeu:
“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”(Mt 16,18).
Não podemos no entanto fazer o papel das vitimas dos mídia, nem nos queixemos deles. Deixemos que eles façam o seu papel, como os fariseus fizeram. Ouçamos com humildade e se quiserem crucificar a Igreja, pelos seus pecados, pois que crucifiquem, pois após a crucifixão, vem sempre a ressurreição, cheia do corpo glorioso de Cristo e livre de escândalos. Se a nossa fé não for ainda capaz de dizer “Eu sou católico”, não a forcemos, nem sintamos culpa, deixemos que ela rumine nos nossos corações e que o semeador, a faça crescer, para que dê muito fruto e sem medo, algum dia venhamos a dizer sem medo:
“Eu sou católico, eu acredito.”

Portugal

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Deus, quero apenas ser teu amigo


“Amo-te, não porque me dás o céu ou o inferno, mas por seres o que és”. S. Francisco Xavier.
Por vezes somos tentados a pedir que Deus nos dê algo, uma casa, um carro, como se estas coisas pudessem surgir de outra coisa, a não ser do nosso esforço e do pôr em prática os dons que temos conosco, para conseguir tais coisas.
Não podemos exigir de forma alguma que Deus faça a figura do Diabo no deserto, que oferece à Jesus as riquezas deste Mundo, em troca da sua adoração. Por vezes talvez façamos o mesmo em sentido contrário. Talvez ofereçamos a nossa adoração a Deus em troca de bens terrenos. Parece estar em contradição com isto que afirmo, o Pai Nosso, quando nos fala do pão, que sem dúvida alguma, é um bem terreno e material, quando diz: “Dai-nos o pão-nosso de cada dia”. Não nos diz dai-nos o pão de todos os dias (“Jesus de Nazaré”, Bento XVI), mas simplesmente o indispensável, para sobreviver para aquele dia. Aquilo que não podemos de forma alguma dispensar.

Quando pedimos algo que podemos dispensar, para aquele dia (e até para o próximo), não estamos de forma alguma a fazer o que nos diz o Pai Nosso. Esta parte da oração do Pai-Nosso interpela-nos para que usemos a oração com dignidade, pedir só aquilo que nos aflige, que nos constrange do fundo do nosso espírito e não o supérfluo. Fazer aquilo que nos diz um dos mandamentos, não usar o nome de Deus em vão.

Para compreender de que forma Deus nos dá o pão-nosso de cada dia temos que nos acercar, do evangelho de Lucas:Qual o pai de entre vós que se, o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se lhe pedir um peixe lhe dará uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos vosso filhos, quando mais o Pai do Céu, dará o Espírito de Santo àqueles que lho pedem.”(Lc  11, 11-13). Reparem que Deus não dá o pão nem o peixe nem o ovo pronto e servido na mesa, dá-se sim, a si mesmo, porque Deus é um dom, por si mesmo, que compreende um conjunto de dons, que são dados ao homem, para que ele realize a sua vida. E um dom é como uma ferramenta que usamos emprestada, para cavar a terra, para colher as uvas da vinha, ou fazer outra tarefa da nossa vida. Porventura ninguém vê a enxada cavar sozinha, ou a tesoura a cortar as uvas sem as mãos humanas. É preciso que o homem use os dons do Espírito Santo, tal como diz o evangelho, para fazer tais coisas. Deus age como o ferramenteiro, ou como o senhor da parábola dos dons (Lc  19, 11-28), que empresta as suas ferramentas, para que o homem as ponha a render. Mas sem o esforço do homem, nenhum dom, pode fazer nada. Nenhum pão será posto à mesa.

Isto leva-me a mais outra reflexão. De que vale sentirmo-nos orgulhosos por sermos inteligentes, ou bons em atividades manuais, ou termos jeito para artes, se isso foi-nos dado de graça? O nosso mérito não é esse. O nosso mérito é aperfeiçoarmo-nos no uso dessas ferramentas e usá-las com a máxima reverência possível. Podemos ser orgulhosos por ser muito trabalhadores e por usar muito e bem as ferramentas que nos são dadas, porque isso é mérito nosso, mas, mais nada além disso é mérito nosso. Lembrem-se que o fato de um pescador ter uma vara mais comprida, não faz dele melhor pescador. Porventura o pescador que tiver uma vara mais curta, pode até demorar mais tempo, mas vai conseguir pescar tanto ou mais peixe que aquele que tem uma vara mais comprida. Geralmente acontece que aquele que tem a vara mais comprida, confiante na sua ferramenta, torna-se preguiçoso e orgulhoso, enquanto o outro humilde e com a vara mais curta, é trabalhador e esforçado. Alguém tem dúvidas de quem vai tirar mais peixe? Pode acontecer que aquele que tem a vara mais curta se aperfeiçoe no seu uso, e consiga assim pescar peixe suficiente, para não só subsistir, mas para comprar uma vara mais comprida. Na parábola dos dons isso também nos é dito ou seja o número de talentos é aumentado, àquele que pôs os seus talentos a render.

Porque a diferença na vida, não está no tamanho da ferramenta, mas na quantidade e na qualidade de uso que lhe damos. O evangelho também diz : “A quem mais for dado mais será pedido”. É isso que nos ensina tanto o evangelho de Lucas (11,11-13), como a parábola dos dons.
Deus vos abençoe.

Vitor Ribeiro – Portugal
Autor-colaborador do Blog Cotidiano Espiritual

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Voltando a acreditar! (Libertação)

 VOLTANDO A ACREDITAR

Muitas vezes, somos humilhados pelo pecado de forma tão cruel que acabamos perdendo a esperança de nos libertarmos. Acabamos nos distanciando de tal forma do Deus bondoso que mesmo desejando voltar à sua presença não conseguimos, pois, a falta de fé nos leva a pensar que nada mudará. Talvez você já tenha se encontrado alguma vez nesta situação, talvez seja exatamente deste jeito que você esteja agora.
Não sei por qual motivo você chegou a este ponto, o que sei é que chegando aí não existe outra opção senão voltar e é exatamente aí que enfrentamos as maiores dificuldades para o regresso. Principalmente porque neste nível, qualquer que seja o motivo que te levou a esta condição já virou apego, ou melhor, já se transformou em vício. Vamos nos apegando a coisas, pessoas e até mesmo situações de forma tão escravizadora que no momento em que percebemos que isso tem nos feito mal, já estamos presos. É assim quando uma pessoa começa a fumar, a beber, usar drogas, e é assim também em várias outras situações. O mau hábito já foi criado e alimentado, cresceu e tornou-se senhor da situação, e agora, é necessário muita luta para se libertar.
Da mesma forma quando nos afastamos de Deus, vamos nos apegando a outras coisas, é uma forma de suprir a falta que ele faz em nossa vida. É impossível ser feliz sem Deus! E quando estamos longe dele, buscamos a alegria e felicidade por outros meios e nunca a encontramos, mas o mais doloroso é quando caímos na real e vemos que tomamos a decisão errada. Agora viciados, não conseguimos nos desvincular dos ídolos aos quais nos apegamos. Por mais que queiramos, por mais ardente que seja nosso desejo de voltar para Deus, é necessário muita coragem e força para retomar a caminhada. Essa coragem e essa força que digo é humana mesmo. A graça e o auxílio de Deus sempre estarão presentes, mas, se nos enfiamos neste buraco sozinhos, sozinhos precisamos ao menos começar a sair, pois a parte de Deus com certeza será feita.
Na liturgia do XV Domingo do Tempo comum, no dia 11-07-2010, o salmo responsorial me chamou a atenção para este aspecto da vida de muitos servos de Deus dos dias atuais. São muitas as pessoas que passaram muito tempo da vida na presença de Deus, militando pela Santa Igreja, mas que em algum momento de sua caminhada se afastaram e deixaram que com o tempo o distanciamento fosse se tornando um abismo e hoje não têm coragem ou forças para voltar.
É impressionante como o Salmo 68 derruba todas as premissas que nós temos a respeito da misericórdia de Deus quando estamos longe Dele. Digo isso no sentido de que quando nos metemos em enrascadas achamos que devemos esperar que o Senhor tenha dó de nós e faça alguma coisa para mudar a situação. Ou então, antes da volta precisamos nos tornar santinhos para convencê-lo de que necessitamos dele. Este salmo nos dá a certeza de que em todos os momentos o Senhor nos olha com misericórdia, em todos os momentos ele quer nos levantar.
A maneira como a Igreja divinamente inspirada formatou este Salmo para que ele fosse compreendido e cantado sem maiores dificuldades durante a Santa Missa, é com certeza, esclarecedor:

Humildes, buscai a Deus e alegrai-vos: o vosso coração reviverá!
Esta primeira frase me faz lembrar da parábola do filho pródigo. Foi exatamente o que ele fez ao chegar ao fundo do poço. Humilhado por suas escolhas erradas e não tendo nenhuma opção, ele caiu em si, refletiu sobre todos os seus atos e chegou a conclusão:Então caiu em si e disse: “Quantos empregados de meu pai tem pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome.” Vou voltar ao meu pai e dizer-lhe: ”Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus funcionários” São Lucas 15, 17-19
Quando perdemos tudo, precisamos ter a coragem de sermos humildes e refletirmos sobre os nossos atos. Ao reconhecermos que erramos e que ofendemos a Deus, ao nosso próximo e a nós mesmos, o Senhor nos dá o Dom do arrependimento e o fato de nos arrependermos já é motivo de grande alegria. É este arrependimento que nos dará força e motivação para nos levantarmos, voltar e pedir perdão. É exatamente o que a frase do salmo diz: humildes (reflexão e reconhecimento do erro) buscai a Deus e alegrai-vos (decisão de voltar, pedir perdão e recomeçar) o vosso coração reviverá (o fato de voltarmos ao lugar que é nosso, ter de volta a honra e o respeito sem que ninguém jogue na nossa cara o que fizemos no passado, faz com que nos sintamos vivos.)
Tenho a impressão de que esse rapaz em suas andanças deve ter encontrado algum evangelista pregando sobre este salmo, ou talvez tenha achado este texto amassado e jogado na rua. Porque é impressionante que ele segue exatamente o roteiro que o salmo nos dá.
E o salmo continua nos dando uma aula maravilhosa sobre a misericórdia de Deus:
Por isso elevo para vós minha oração/neste tempo favorável, Senhor Deus!/Respondei-me pelo vosso imenso amor,/pela vossa salvação que nunca falha!/Senhor, ouvi-me, pois suave é vossa graça./ponde os olhos sobre mim com grande amor! Pobre de mim, sou infeliz e sofredor!/Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus!/Cantando, eu louvarei o vosso nome /e, agradecido, exultarei de alegria!
Não existe tempo mais favorável do que o tempo em que estamos mal, não existe outro momento em que o Senhor mais queira estar perto de nós. Para quem crê em Deus, por pior que seja o seu estado de espírito, contestar a imensidão do amor de Deus, a eficácia de sua salvação e a suavidade de sua graça, está totalmente fora de cogitação. Mesmo que seja um momento de profunda infelicidade e profundo sofrimento, sabemos que o Senhor nos olha. O problema é que este olhar de Deus muitas vezes é interpretado por nós como que um olhar de acusação e repreensão. Mas não! Este não é o papel de Deus, o ato de acusar é típico do diabo. Deus nos olha com grande amor e com um desejo enorme de nos perdoar e nos acolher de braços abertos.
Repito meu irmão, se você se encontra neste estado, se tem se identificado com este texto, tenha certeza, este é o tempo favorável! Eleve a Ele sua oração sincera, mesmo que com poucas palavras, mesmo que envergonhado, o importante é ser sincero. Deus está perto! Ele quer te ajudar a se levantar e romper com o circulo vicioso no qual você se prendeu.
Volte a acreditar meu irmão! Pelo amor de Deus, volte a acreditar! Neste momento é essencial que você acredite no que foi dito até aqui. O único impedimento para Deus agir agora é você não dar crédito a Ele. Deus só precisa dessa brecha, a chave que vai abrir uma nova porta em sua vida neste momento chama-se: Esperança! Se lhe resta o mínimo de esperança neste momento, é disso que Deus precisa para mudar sua vida agora.
Humildes, vede isto e alegrai vos: o vosso coração reviverá/se procurardes o Senhor continuamente! /Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres/ e não despreza o clamor de seus cativos.
Acho lindo o fato do Salmo 68 não colocar nenhuma condição para que nos reconciliemos com Deus. Ele não diz em nenhum momento que primeiro você precisa se santificar e estar puro para voltar para Deus. Não! Ele diz que Deus atende a prece de seus pobres. Quer alguém mais pobre do que aquele que está longe? Sem Deus não temos e não somos nada. A santidade só é possível porque Deus nos santifica, e ele só nos santificará se voltarmos.
Procure o Senhor continuamente! Não importa se hoje você cometeu pecadinho ou pecadão, o que importa é que você quer o Senhor e Ele te quer.
Hoje ele diz: “Vem meu filho! Vem com seus vícios, pecados, tristeza e sofrimento. Mesmo que seu coração esteja duro, mesmo que você esteja triste com meu modo de agir, mesmo que você não tenha entendido meu amor até hoje. Eu te quero do jeito que você está. Quero te sarar, te levantar, devolver-te a alegria da salvação para que você viva plenamente!”
Sim, Deus virá e salvará Jerusalém,/reconstruindo as cidades de Judá./ A descendência de seus servos há de herdá-las, e os que amam o santo nome do Senhor/dentro delas fixarão sua morada!
A maior besteira que fazemos é achar que podemos viver sem a presença de Deus em nossas vidas. Primeiro porque isso nunca irá acontecer, pois Deus estará sempre presente na vida de qualquer pessoa, seja ela quem for. A Sagrada Escritura nos ensina que Deus manda o sol e a chuva sobre os maus e sobre os bons, isto é, se Deus está presente na vida do justo, quanto mais do injusto que está perdido e necessita ainda mais de sua presença. A questão é que os justos aproveitam a presença do Senhor para se justificarem ainda mais e os injustos a desperdiçam.
Se está difícil com Deus, meu irmão, muito pior é sem ele. Quando buscamos ou permitimos nos afastar de seus ensinamentos, tornamo-nos mundanos e queremos ser aquilo que não somos, agir e reagir da forma que não corresponde à nossa vocação. Isso só trará desolação, tristeza e inferno para nossas vidas.
Mas você é filho de Deus e cidadão do céu! Não se contente com as lavagens que você tem comido. A promessa deste salmo é de que Deus virá e te reconstruirá. Sim ele virá! E vira porque você, mesmo na fraqueza tem o invocado. Ele virá porque você o tem buscado, mesmo sentindo-se indigno de misericórdia. Ele lhe reconstruirá e lhe fará produzir muitos frutos.
Talvez você tenha se distanciado tanto que não consegue mais acreditar que é possível reencontrar o caminho. Mas a palavra de ordem para você hoje é:
Volte a acreditar! Volte a ter esperança e o vosso coração reviverá!


 
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