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Nosso objetivo é estudar e divulgar artigos para reflexão de todos aqueles que tem no sentido de tua existência: fazer o bem e seguir aquele que é a essência do verdadeiro amor e santidade: Jesus Cristo! Abraços em Cristo!








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Livro: Quem é Maria para nós?
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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Purgatório






O Purgatório
O que diz a bíblia, a tradição e as revelações de Deus?

Alguns pensam da seguinte maneira: se alguma coisa não se encontra literalmente na Bíblia, não há nenhuma possibilidade de ser real. Eis a principal dificuldade para entender o Purgatório: a palavra não está na Bíblia. O Purgatório, porém, é ensinado nas Escrituras, e claramente. Mas antes de entrar neste particular, seria interessante analisar a questão de uma maneira menos simplória...

O Purgatório é uma exigência da razão e da inteligência humana, - dadas por Deus, - e é também uma prova do Amor de Deus por nós. Pare um pouco e pense: se nós, seres humanos falhos e imperfeitos, tentamos aplicar penas justas aos criminosos, proporcionais à gravidade dos crimes cometidos, quanto mais o Deus de misericórdia infinita (Lm 3,22), Deus que é Amor (I João 4, 8), não saberia lidar com os pecadores de acordo com as suas culpas?

Imagine um indivíduo que, por sentir fome, furtou um pacote de biscoitos no mercado. Logo depois, ele vem a falecer. Segundo a Lei de Deus, tal pessoa cometeu um pecado (roubar), e portanto está afastado da perfeita Comunhão com o Pai Celestial. Mas... Será que essa pessoa mereceria receber como pena, por ter furtado um pacote de biscoitos para saciar sua fome, uma pena eterna? Sofrer para todo o sempre num inferno de chamas? Esse castigo seria compatível com a perfeita Justiça Divina, proclamada no verso 137 do Salmo 119? E a Misericórdia infinita (Lm 3, 22) de Deus?

Sim, a palavra “Purgatório” não existe na Bíblia, literalmente. Esse termo foi definido pela Igreja (a mesma Igreja que a própria Bíblia Sagrada declara ser ‘a Coluna e o Fundamento da Verdade’, em I Tm 2,15) purga = purificação e tório = lugar, ou seja, nada mais é que “lugar de purificação” como citado na bíblia. É importante que nós, cristãos católicos, saibamos um fato bem interessante: a Igreja reconhece e ensina a realidade do Purgatório desde o primeiro século da Era Cristã, isto é, desde antes de o Novo Testamento da Bíblia existir. Mas o conceito do Purgatório, lugar ou estado de purificação das almas, é facilmente encontrado nas Escrituras. Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja, nos anos 600 já explicava o Purgatório nas palavras de Cristo:

“Aquele que é a Verdade, Jesus, afirma que existe antes do juízo um fogo purificador, pois Ele disse: ‘Se alguém blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem neste século nem no século futuro’ (Mt 12,32). Vemos então que certas faltas podem ser perdoadas neste mundo, e outras, no mundo futuro. O pecado contra o Espírito não será perdoado neste mundo e nem no mundo futuro. Mostra o Senhor Jesus, então, que há pecados que serão perdoados após a morte.”

Não é tão difícil entender... Em 1Coríntios, Paulo também ensina a realidade do Purgatório. Ele fala dos que constroem suas casas sobre o Fundamento que é Cristo: alguns utilizam material resistente ao fogo, outros usam materiais que não resistem ao fogo. Paulo apresenta o Juízo de Deus como fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, seu autor “receberá uma recompensa”; se não resistir, seu autor sofrerá uma pena, mas uma pena que não é a condenação eterna, pois o texto diz que aquele cuja obra for perdida ainda se salvará: “Ele perderá a recompensa. Ele mesmo, entretanto, será salvo, mas como que através do fogo” (1Cor 3,15).

Também em Mc 3,29, Jesus dá uma imagem nítida do Purgatório:

“O servo que, apesar de conhecer a Vontade de seu Senhor, lhe desobedeceu, será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a Vontade de seu Senhor, fizer coisas repreensíveis, será açoitado com poucos golpes.” (Lc 12,45-48). Aí está o que a Igreja chama de Purgatório: após a morte, Jesus ensina que há um estado onde os que foram pouco fiéis serão purificados por algum tempo, de acordo com seus atos, e não eternamente.

Outra passagem bíblica que confirma o Purgatório é Lucas 12,58-59:“Faze o possível para entrar em acordo com o teu adversário no caminho até o magistrado, para que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali até pagares o último centavo”.

Ele não diz “nunca mais saírás dali”. O Senhor ensina: ao fim desta vida, seremos entregues ao Juiz (Deus), que poderá nos colocar numa prisão de onde não sairemos até saldarmos nossas dívidas, mas da qual um dia haveremos de sair: a condenação não é eterna neste caso, diferente do inferno. A mesma afirmação está em Mt 5, 22-26.

Mais: em 1Pedro 3,18-19; 4,6 vemos o Purgatório: “Cristo padeceu a morte em carne, mas foi vivificado quanto ao Espírito. Neste mesmo Espírito Ele foi pregar aos espíritos detidos na prisão: aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes”.

Cristo não pregaria àquelas almas, se não tivessem possibilidade de salvação: os antigos estavam numa “prisão” temporária. Aí está o Purgatório: um estado onde as almas aguardam a Salvação. Não é o Céu, um lugar de alegria eterna na Presença de Deus, mas também não é um lugar de tormento eterno. É um lugar ou estado da alma onde os espíritos são purificados, um lugar ensinado claramente na Bíblia Sagrada, inclusive por Jesus Cristo.

Curiosidades:
-Os primeiros cristãos já falavam sobre esse estágio de purificação. Santo Agostinho (filósofo, bispo e doutor da igreja 304 – 430) já “desenhava” algo baseado na doutrina e bíblia sobre o purgatório.
-Não só católicos romanos que acreditamos no purgatório, os ortodoxos também crêem nesta “progressão do espírito” não como palavra purgatório, mas sim nessa purificação constante mesmo após a morte da alma até chegar a Deus completamente preparado.
- Nas revelações de Jesus e Maria também é explicito o purgatório:
Para Santa Faustina Kowalska, Jesus mostra o purgatório, e Maria como o alívio das almas (Diário de St.F.Kowalska item 20).Jesus pede incessantemente para que a santa reze por essas almas.
Na aparição mais famosa de nossa senhora, em Fátima, Ela também mostra aos 3 pastorinhos o purgatório, e pede o mesmo...Oração a elas!

Fonte de estudo: http://www.nsdagloria.com/index.php/formacao/diversos/819-o-purgatorio-existe-o-que-e

Paz e bem!
Leia também:
Introdução da série
Virgindade Perpétua
Imaculada Conceição
Maternidade Divina de Maria
Assunção ao Céu
O milagre de N.Sra. Guadalupe

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Minha Luta é contra mim mesmo! (Parte 3)





Minha luta é contra mim mesmo!A lei e os profetas duraram até João. Desde então é anunciado o Reino de Deus, e cada um faz violência para aí entrar. (Lucas 16,16.)
ADESTRADOS PELO ESPÍRITO.“Tomai meu julgo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas” (Mateus 11,29)Quantas vezes pedimos: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei do nosso coração semelhante ao vosso.”?
Mas o que é ser humilde? O que é ser manso?
Ser humilde é ser capaz de se humilhar. Humilhar-se é agir como se você fosse inferior, é se menosprezar, é ser capaz de se rebaixar ainda que tenha virtudes. Ser humilde é ter a real consciência de sua condição de fraqueza. É reconhecer que seus dons e talentos provêm de Deus. Ser humilde é fazer pelo próximo o mesmo que Jesus faria. Jesus sendo tão santo foi capaz de se abaixar e ficar da mesma estatura de uma prostituta pega em flagrante adultério.
Humanamente para nós é muito difícil ser humilde, pois temos o grave vício de ver as pessoas pelos seus defeitos e qualidades e não pelo que realmente são. Mas, humildade e mansidão, só são adquiridas com a prática. São virtudes a serem trabalhadas.
Ser manso é ser pacífico, sereno, tranqüilo. Gosto muito de alguns outros adjetivos dados à palavra manso, como: domesticado e amansado.
Estes dois adjetivos me fazem pensar nos animais adestrados.
É interessante ver animais como os cães que antes eram tão agressivos, depois de bem treinados, facilmente obedecerem ordens.
Da mesma forma, nós precisamos ser treinados para a mansidão. Se na sua casa ou trabalho você não tem encontrado um ambiente propício para manter a calma, eis uma grande oportunidade para começar a se adestrar. É praticando que aprenderemos a ter serenidade e tranqüilidade. Precisamos ser amansados!
Dizem que há dois tipos de adestradores: Aqueles que adestram os animais na base da truculência, e aqueles que adestram na base do carinho e atenção.
Os animais que são adestrados pelos adestradores truculentos, demonstram medo e inquietação ao ouvirem os comandos, já os que são adestrados pelos carinhosos, demonstram confiança, alegria e prontidão.
Devemos nos deixar amansar pela doutrina de Cristo, devemos permitir e desejar que o Espírito Santo seja nosso adestrador. Necessitamos ser orientados pela palavra de Deus. Jesus diz que seu jugo e sua doutrina trazem repouso às nossas almas.
Já o outro adestrador, o inimigo de nossas almas, na verdade nem nos adestrou. Apenas nos viciou, apenas nos alienou tornando-nos escravos de nossos apetites egoístas. Não é verdade que quando recebemos os comandos dos nossos instintos sentimos tristeza por não termos forças para dizer não? Pergunte para uma pessoa que está acostumada a gritar na hora do nervoso se ela se sente bem quando grita. Claro que não! Se é desconfortável para quem escuta, também é desconfortável para quem grita.
O grande problema é que essas pessoas geralmente não têm noção do dano que seus gritos causam, e se têm, muitas vezes, não sabem como mudar. Essa pessoa caiu no vício e é difícil se desvincular de qualquer vício. Isso ocorre com qualquer pessoa. Pergunte para qualquer indivíduo que tenha algum vício e que tenha consciência do mal gerado pelo mesmo, se ele se sente feliz ao ceder.
Da mesma forma, acontece com as pessoas ressentidas, com as que sofrem com a escravidão de sua sexualidade e tantas outras cadeias. Elas agem, ou melhor, cedem as suas fraquezas como que por impulso, consciente ou inconscientemente, acham que é o melhor a se fazer. É a dita filáucia, o amor de si contra si. A pessoa age visando o bem de si, mas o fruto da ação, na verdade, é o mal de si.
As pessoas precisam entender que necessitam renunciar a si, renunciar a este amor egoísta.
Quando penso em renúncia, também me lembro de Maria.
Como pode uma pessoa renunciar-se a si mesma, aos seus sonhos, colocar em risco sua reputação e a reputação de seu noivo e ainda cantar?
Só mesmo confiando em Deus, só mesmo deixando o Espírito Santo agir. Confie em Deus, confie que o Espírito de Cristo irá te sustentar. Não vai ser fácil, provavelmente será um processo demorado, mas, tenha fé. Sem fé não poderemos agradar a Deus, sem fé não teremos força, não conseguiremos esperar e nem perseverar.
Mas se crermos verdadeiramente, se declararmos de todo coração que renunciamos a nós mesmos por amor de Deus, imediatamente o Senhor começará a agir.
Deixo aqui uma palavra de encorajamento proferida por quem sabe o que é renunciar-se a si mesmo, e muito mais, alguém que venceu a si e venceu o mundo:

“Referi-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo havereis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (João 16,33)


Por Lucio Marciano

Leia Também:

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Minha luta é contra mim mesmo! (Parte 2)



Minha luta é contra mim mesmo!
A lei e os profetas duraram até João. Desde então é anunciado o Reino de Deus, e cada um faz violência para aí entrar. (Lucas 16,16.)
CARNE vs ESPÍRITO, UM CONFRONTO DECISIVO.
“Os que vivem segundo a carne gostam do que é carnal; os que vivem segundo o espírito apreciam as coisas que são do espírito. Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é vida e paz.” (Romanos. 8,5-6)
A carne é sujeita ao pecado. A carne visa sempre reagir segundo sua natureza proveniente do pecado de Adão. Pecado este que pelo batismo foi apagada a culpa, mas, não as conseqüências por ele geradas. Podemos chamar estas conseqüências de vícios.
Vícios são os maus hábitos que adquirimos no decorrer da vida. Somos mal habituados no amor, somos mal habituados nos relacionamentos, no sexo, etc.
Estes maus hábitos nos levam a agir instintivamente em nossa defesa, por isso nos magoamos facilmente. Por isso brigamos, gritamos, xingamos, julgamos. Por isso muitas vezes nos negamos a nos submeter a ordens superiores que não vão de encontro com o que pensamos. Principalmente se estas ordens partem de “superiores” que tenham quedas “mais graves” que as nossas em seus currículos. Maus hábitos que nos enchem de orgulho e soberba e nos fazem enxergar o próximo como inferiores a nós em algum aspecto e, por isso, nos achamos no direito de julgá-los e condená-los.
Maus hábitos que nos fazem reagir da maneira errada como se fosse certa. É por isso que as pessoas entram nas drogas, na prostituição. É por isso que as pessoas resistem quando necessitam conceder o perdão ao seu semelhante. Os instintos da carne nos levam exatamente no sentido oposto do correto e nos levam a uma auto-satisfação perigosa, pois, é daí que surgem as vinganças e as rebeliões contra os familiares, sociedade, contra si próprio e até mesmo contra Deus.
Quantas pessoas precisam em seu íntimo perdoar a Deus!
Não que Deus necessite ser perdoado, mas alguns tombos que vida nos dá são creditados à vontade de Deus. Entes que se vão, ou mesmo, sonhos não realizados e que são sentidos profundamente. A mágoa ou frustração permanecem alojadas no coração. Simplesmente por causa deste convencimento de auto-consolação: “foi Deus que quis, ou não quis”; acabam creditando à Deus a culpa de eventuais fracassos e decepções.
São Paulo, na carta aos gálatas nos mostra claramente a oposição que a carne faz ao espírito e vice-versa:
“Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis.”
(Gálatas. 5, 17.)
Em algumas traduções ao invés de desejos da carne, é usado o termo instintos egoístas, o que deixa ainda mais clara a nossa condição.
Como foi dito antes, muitas vezes até mesmo nossas boas ações são fruto destes instintos egoístas.
A nossa natureza é egoísta e em tudo quer tirar para si algum proveito, nossa natureza humana tem horror a mortificações ou qualquer tipo de sofrimento.
Não que devamos desejar o sofrimento, mas, quem é que passa por esta vida sem eles? O sofrimento é uma forma de mortificação muito apreciada pelos santos. A diferença entre os santos e nós já começa por aí, eles tiveram a coragem de sujeitar suas carnes, seus desejos e vontades ao espírito, enquanto nós muitas vezes fazemos o contrário, nos rendemos mais facilmente aos nossos apetites do que resistimos.
Quando lhes sobrevinha o sofrimento eles se aproximavam de Deus ainda mais e por meio dos sofrimentos se santificavam, enquanto nós, não queremos e não sabemos sofrer. Nos revoltamos, nos fechamos e acabamos procurando sair dele à nossa maneira.
A decisão de nos sujeitarmos a uma destas leis é o que vai definir onde vão dar nossos caminhos. Pela lei do pecado, isto é, sujeitando-nos aos desejos da carne, andaremos rumo a perdição.
A lei do pecado e a lei do espírito travam uma verdadeira batalha em nosso interior. Pela lei do espírito queremos fazer o bem, porém a lei do pecado cria a oposição. Essa batalha é o que motiva Paulo a dizer: “Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero.” (Romanos 7,19)
Esse fazer o que não quero se dá pelo fato de ainda não termos tido a coragem e a iniciativa de crucificar o homem velho. A tentação sempre existirá, as quedas sempre nos surpreenderão; o que não pode ser é cairmos sempre nos mesmos pecados. Só seremos totalmente sujeitos à lei do espírito quando alcançarmos a glória, mas a glória só será alcançada mediante o aniquilamento dos instintos egoístas.
Enquanto eu não estiver disposto tomar uma posição radical contra mim mesmo, eu serei sempre escravo dos meus instintos egoístas.
OS FRUTOS DA CARNE E A DEGRADAÇÃO SOCIAL
“De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis.” (Romanos 8,13.)
Mortificar é o mesmo que diminuir ou extinguir a vitalidade de alguma parte do corpo, isto é, aos poucos vamos tirando o poder que determinadas áreas têm sobre nós.
É comprovado que principalmente entre os jovens a área sexual é a que requer mais resistência. Alguns padres dizem que nas confissões dos jovens, oitenta por cento do teor da conversa está diretamente ligado ao sexo. E infelizmente, a maioria das pessoas são reféns de seus apetites sexuais. Basta ver os programas que têm mais audiência na TV, basta ver quantos divórcios, quantos adultérios.
Assassinatos por motivos ridículos têm sido as manchetes de nossos telejornais. As pessoas hoje em dia morrem por causa de dinheiro (às vezes quantias mínimas), por causa de futebol. Filhos assassinados por brigas entre pais. Namorados matando namoradas por loucura, por paixão, por vaidade! Filhos matando pais por interesses de namorados. Vaidade!
Como tem crescido o número de homossexuais! É o apelo social. Particularmente vejo o homossexualismo de hoje como um modismo. Não é possível que haja tantos homossexuais! Digo isto pelo que tenho presenciado no meu dia a dia. A minha opinião é que eles estão sendo “fabricados”. É feito um grande marketing pró-homossexualismo.
Sei que há pessoas que carregam em si tendências homossexuais, porém, o fato de cederem a essa tendência é o que constitui o pecado.
Porém, vejo que muitos aderem ao homossexualismo mas não é por tendência coisa nenhuma! No fundo é tara, é vaidade.
Vejo pessoas muito jovens entrando por este caminho. E principalmente por conhecer alguns, eu posso dizer que são meninos e meninas que querem chamar a atenção para si. Volto a dizer que existem aqueles que trazem em si as tendências e que não são culpados por isso. Só serão culpados à partir do momento em que quiserem praticar o homossexualismo. E mesmo assim, eles não podem ser marginalizados pelos cristãos. Não podemos jamais admitir tais práticas, mas, devemos ser o olhar misericordioso de Deus para eles. Devemos mostrar que existe a possibilidade de mudança e que se quiserem poderão contar com nosso auxílio e apoio.
Quanta degradação! Tudo isso porque o homem moderno está acostumado a facilidade e a praticidade. Hoje ninguém quer fazer esforço, mas querem alcançar o sucesso.
E este tipo de pensamento é muito presente também dentro da Igreja. Muitos filhos e filhas da Igreja têm aderido a idéia protestante de que é possível alcançar o céu sem fazer esforços.
Pergunto: quantos de nós temos uma vida de oração disciplinada? Quantos de nós praticamos o jejum? Quantos de nós sabemos em que se consiste a Ascese?
É impressionante como estes assuntos são pouco falados em nossas pregações e homilias. E quando alguém resolve falar, tenta ser o mais “brando” possível para não causar nenhum mal estar. Estas são praticas extremamente eficazes de mortificação dos desejos da carne.
Muitos pensam que as práticas da Igreja estão ultrapassadas, que as mortificações, os jejuns são práticas medievais. Ignoram que juntamente com os sacramentos são meios eficazes de salvação.
Muitos católicos ousam ainda falar mal das ladainhas e tantas outras formas de oração tradicionais da igreja.
Estive fazendo um curso a um tempo atrás, em uma das aulas, o padre falava sobre a Eucaristia, e não é que alguns diziam que a hóstia consagrada representa o corpo de Jesus?
É o desprezo e a falta de zelo pelo sagrado. Para quem não sabe isto é o chamado sacrilégio. Estão ultrajando e desrespeitando a pessoa de Jesus no Santíssimo Sacramento.
Fiquei pensando que ainda hoje há pessoas que entram na fila da comunhão para receber apenas um pão que simboliza Jesus. É por isso que não se preocupam em fazer uma boa confissão, é por isso que o recebem com o coração cheio de rancor.
O pior de tudo é que, aqueles que como eu, acreditam que a Eucaristia é o corpo, sangue, alma e divindade de Jesus, muitas vezes o recebem como se não cressem.
Especialmente aqueles que desempenham algum tipo de trabalho durante as missas, como os músicos, acólitos, ministros e coroinhas. Ficamos tão preocupados em não falhar em nossas tarefas que acabamos deixando a reverência e a adoração de lado. Não falhamos como “profissionais”, mas, falhamos como filhos de Deus.
A mortificação é praticada também de outra forma: Desgostar. Ou seja, fazer aquilo que não gostaríamos de fazer visando alcançar a santificação.
Como já foi dito por várias vezes aqui, nosso corpo, nossos instintos, emoções e pensamentos, naturalmente tendem para as facilidades, para o que satisfará o nosso eu.
O grande segredo da vida eterna é exatamente buscar aquilo que satisfaça o Espírito e não o ego. O grande segredo é ser manso e humilde à imitação de Cristo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Minha luta é contra mim mesmo! (Parte 1)


Minha luta é contra mim mesmo! (Parte 1)A lei e os profetas duraram até João. Desde então é anunciado o Reino de Deus, e cada um faz violência para aí entrar. (Lucas 16,16.)Esta é uma reflexão que por sua extensão será postada em partes para que seja bem digerida por nossos leitores. Esperamos que seja proveitosa e renda frutos na vida de todos vocês. Boa leitura e que Deus vos ilumine.IMITAR JESUS E VIVER PLENAMENTE.“Em seguida, Jesus disse aos seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mateus. 16,24.)Particularmente, penso que este é o versículo da Bíblia que melhor resume à proposta que Deus tem para seus filhos neste mundo. Este versículo é para mim como que a bula de um medicamento. Se um médico lhe receita um medicamento e você segue à risca as instruções que ele passou, certamente o remédio surtirá o efeito desejado. Da mesma forma, se seguirmos esta orientação que Jesus nos dá, com toda certeza, a vontade de Deus será realizada em nossas vidas e aprenderemos a viver a vida em abundância que Cristo veio trazer.
A cada dia que passa, a cada nova experiência de vida, a cada tribulação, me convenço que o que mais me afasta de Jesus é o meu amor por mim, que geralmente é desordenado.
Creio que quanto mais rápido eu aprender a renunciar a mim mesmo, mais rápido também experimentarei a vida plena que Deus oferece.
Apesar da aparência um tanto filosófica até aqui, o que estou tentando expressar não tem nada de poético, não é nada romântico.
Não existe nem no aspecto físico nem no aspecto espiritual da vida, algo tão destrutivo quanto o amor próprio em desordem.
Os Padres do Deserto ou Pais da Igreja, como são conhecidos, são padres que viveram na era pós-apostólica da Igreja, até mais ou menos o século IV. Estes Padres, já naquele tempo, identificaram essa questão do amor próprio e denominaram de filáucia. A palavra filáucia é de origem grega (filos = amor e autos = eu mesmo). A forma prática que os primeiros Padres usam para traduzir a filáucia é o amor de si contra si.
Este amor de si contra si é o que realmente mata o homem! O pecado é o ápice da filáucia. Afinal, ninguém, ou pelo menos a maioria, peca por ser má ou com o intuito consciente de ofender a Deus e sim porque o pecado satisfaz nossos instintos egoístas, ou seja, por nos amarmos egoisticamente, nossa carne deseja o mal porque teoricamente lhe fará bem. Creio que é isso que São Paulo quer dizer quando fala que não conseguimos fazer o bem que queremos e acabamos por fazer o mal que não queremos. É o grande conflito entre a carne e o espírito.
As coisas que fazemos, as atitudes que tomamos quase que instintivamente diante de circunstâncias da vida e que, de certa forma, para a carne são agradáveis e justas, mas, danosas, principalmente ao espírito e ao processo de salvação. Por exemplo, a gula, que teoricamente é apenas o hábito de comer demais, e para a carne, é muito prazeroso comer bem, mas, a gula gera conseqüências graves tanto físicas quanto espirituais.
Não vamos parar neste ponto, pois, trata-se de um aspecto teológico muito profundo que merece uma reflexão tão profunda quanto.
Voltando ao assunto, renunciar-se a si mesmo é essencial e urgente para todos aqueles que buscam não apenas cultuar Deus, mas, verdadeiramente viver com Deus e viver aquilo que Deus tem para nós.
Muitas pessoas acham que renunciar a si mesmo é esquecer a família, muitas ainda, pensam que renunciar a si mesmo é sinônimo de passar a semana inteira na igreja trabalhando em tudo que é pastoral.
Acho até louvável ver pessoas dispostas a se doarem à Igreja, dedicarem um bom tempo ao serviço na casa de Deus, mas, até que ponto isso é amor e não carência ou mero egoísmo? Até que ponto isso gera mudanças positivas em casa, no trabalho, ou em qualquer lugar que seja? Até que ponto isso não passa de uma forma de fuga?
De que adianta sermos pessoas consideradas santas e ungidas para os de fora e dentro de casa, agirmos feito hipócritas? Por que nos doamos para os que não são de nossa família e oferecermos migalhas do tempo que nos sobra para nossos cônjuges, filhos, pais, irmãos? Conheço tantas pessoas que se escondem atrás de um instrumento musical, de um microfone, de um avental de servo... mas em casa é mal-humorado, briguento, egoísta, trata os seus aos berros e palavrões, são cheios de mágoas e rancores.
Para mim, é extremamente delicado estar tocando neste ponto, porque também sou um ministro da Igreja, porque sou pai de família, sou esposo, sou filho, sou irmão e sou humano, certamente tão ou mais fraco do que você. E confesso que, embora eu tenha alcançado grandes progressos, ainda não aprendi a renunciar-me a mim mesmo da forma que eu já deveria ter feito pelo tempo que estou na caminhada.
Ao mesmo tempo em que exponho minha pobreza, também me alegro por poder partilhar minhas descobertas, e acima de tudo, consciente de que ainda exista muito de mim que precisa morrer, me vejo necessitado em buscar mais e mais a Deus e a mudar a cada dia.
Lendo a vida dos santos, me sinto tão pequeno, tão miserável diante destes homens e mulheres que descobriram o grande segredo da verdadeira vida: renunciar à si próprio e seguir Jesus.



*** Nos próximos dias postaremos a continuação.

Por: Lúcio Marciano







BEM-AVENTURANÇA É LUTA!“Bem-aventurados os que têm um coração pobre, porque deles é o reino dos céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos. Porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus!
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino de Deus!
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa no céu, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.” (Mateus. 5,3-12.)
O sermão da montanha é considerado por muitos (inclusive por mim) como o ou um dos mais belos discursos de Jesus Cristo. É o leme que nos direciona para a vida abundante! Mas, sinceramente, jamais conseguiremos viver as bem-aventuranças se antes não renunciarmos a nós mesmos. Jamais faremos o bem de forma pura sem essa renúncia. É verdade! Porque, muitas vezes até mesmo o bem que fazemos, no fundo, é um meio de satisfazermos o nosso amor próprio. Não é verdade que quando fazemos o bem nos sentimos “mais leves”, em paz? Quanta gente busca fazer o bem para sentirem-se em paz? De consciência tranqüila? Na verdade o bem que fazem é irrisório se comparado com o estado de consciência em que se encontram depois de um ato de caridade. Muitos depois de uma boa ação costumam dizer que estão de bem com Deus. Agora, eu pergunto: quantas pessoas você conhece que se sintam mal depois de fazerem o bem? Quantas vezes você se sentiu mal depois de amar o próximo?
Não estou dizendo que devemos deixar de praticar o bem, de maneira nenhuma! Fazer o bem com retidão de coração é e sempre será justo aos olhos do Senhor independente da sensação que tivermos, o que estou dizendo é que geralmente damos o que nos sobra e não irá fazer nenhuma falta por isso nos sentimos bem.
Quem me dera eu ficasse insatisfeito ou triste em meu interior! Pois, seria uma grande prova de que eu tirei de mim algo importante para dar ao próximo e por isso o meu amor próprio, ou seja, o meu egoísmo me trouxe este sentimento. Exatamente porque eu renunciei a mim para promover o próximo acabei desgostando o meu ego.
Aprendi essa lógica com uma grande santa de nossos tempos: Madre Tereza de Calcutá.
Eu sempre conheci a Tereza que deu a vida pelos pobres, que se consagrou a Cristo e se dispôs a servi-lo nos mais miseráveis.
Fiquei impressionado ao ler um artigo onde ela dizia que muitas vezes sentia uma tristeza e um vazio profundos. Confesso que me escandalizei ao ler aquele relato, pois até ali eu pensava que quanto mais perto de Deus, mais alegre eu seria. Seria impossível servir a Deus e sentir tristeza. Para mim era algo incompatível! Até porque no trecho bíblico acima, Jesus manda que nos alegremos. Mas entendi que isso só vem confirmar que a alegria de Jesus não é eufórica, nem tão pouco emocional, a alegria de Jesus é um estado de vida, e esta alegria com certeza Madre Tereza tinha!
Com o tempo, na verdade há pouco tempo, compreendi que a tristeza de Tereza se dava exatamente porque a Tereza de Calcutá morria a cada dia para si. A tristeza de Madre Tereza se dava pelo fato de que a velha Tereza, paulatinamente, dava lugar a uma nova Tereza, a uma Tereza de Deus que foi capaz de renunciar a si mesma para assemelhar-se a Jesus. Que foi capaz de se aniquilar em favor do próximo.
Descobri que é necessário que eu aceite ir para a cruz! Descobri que não tenho direito nenhum nesta vida. Preciso praticar o bem, independente de como eu me sinta, preciso aprender a morrer para mim mesmo. Preciso ser cordeiro e não o valente!
O renunciar a si mesmo consiste em matar o egoísmo. É aprender a ser submisso, é aceitar a humilhação de bom grado ainda que seja injusta. Renunciar é aprender a dizer não aos meus interesses egoístas, principalmente nas coisas mínimas e corriqueiras do dia à dia, afinal, se não vencermos as mínimas, como venceremos as maiores?

É preciso tomar a cruz, e muito mais, é necessário desejá-la e aceitar nela morrer visando a vida eterna. Foi isso o que Jesus fez durante a sua vida inteira. A renúncia de si mesmo e o carregar a cruz estão intrinsecamente ligados. Não é possível tomar sua cruz e carregá-la dignamente sem a renúncia de si, porque o carregar a cruz exige abnegação e humildade e sem isso, a cruz será sempre pesada e fastiosa. Da mesma forma se dizemos que renunciamos a nós mesmos e não queremos carregar a cruz, se queremos dela fugir, na verdade nunca houve renúncia.
Jesus foi humilhado desde o ventre de Maria. Digo isso porque a maneira sobrenatural como aconteceu sua concepção gerou dúvidas até mesmo em José, o justo, que pensando que Maria o havia traído decidiu abandoná-la em segredo. Jesus não nasceu em um lugar decente, viveu em Nazaré onde os próprios judeus diziam que de lá não poderia sair nada de bom. Sempre foi olhado com desconfiança. Nem os milagres que realizava mudava a opinião de muitos. Quantas vezes tentaram linchá-lo?
O que levava Jesus a continuar era o fato de ter renunciado a si mesmo. Ele não se importava com o que diziam dele, pois, foi capaz de aprender com sua história de pobreza material e fé ensinada por seus pais que no mundo somos peregrinos e o que importa é cumprir nossa missão.
Ele foi capaz de rejeitar os seus direitos de Filho de Deus para simplesmente fazer a vontade do Pai.
Jesus tinha uma meta: a vitória que estava reservada para ele após a cruz.
Veja que eu disse após a cruz; e vou mais longe, a vitória “pessoal” de Cristo estava reservada no céu, depois de sua ascensão. A vitória obtida na cruz não foi para Ele e sim para nós, pois, se o pecado continuasse ou não tendo poder sobre a humanidade, sobre Jesus, nunca teve. Portanto, a vitória de Jesus estava no céu onde ao ascender recebeu o trono para viver e reinar para sempre.
Creio que se Jesus houvesse ressuscitado e continuado a viver fisicamente entre nós, certamente continuaria sendo menosprezado, marginalizado e humilhado. Com certeza já o teriam crucificado de novo.
Talvez você esteja se perguntando o porque de eu estar dizendo isso.
Estou querendo dizer que a sua vitória está no céu! Está na mão de Deus! Você precisa ir para a cruz, morrer e ressuscitar para receber sua vitória. São Paulo nos orienta a aspirar e buscar as coisas do alto.
Não prenda seu olhar nas coisas que passam. Não gaste sua vida alimentando mágoas, ressentindo situações que na maioria dos casos aconteceram a anos. Precisamos aprender morrer para estas coisas. Não perca seu tempo com vaidades pessoais. Muitas pessoas não perdoam para simplesmente terem argumentos para acusar diante de novas situações. Não perdoam para não se verem obrigados a sair da condição de vítima.
A sabedoria bíblica nos ensina que tudo é vaidade. É vaidade não perdoar, é vaidade não se reconciliar, é vaidade o consumismo, o liberalismo. Tudo é vaidade! Eu vou mais longe: Além de vaidade é egoísmo ao extremo!
O que estou dizendo é que você não pode se cansar de amar e praticar o amor. Você precisa ir para a cruz no seu casamento, você precisa ser o cordeiro sempre! Sendo um cordeiro, ofereça-se em sacrifício a Deus. Você precisa renunciar aos seus “direitos”, você precisa se submeter, se deixar humilhar, fazer o papel do “bobo” e se alegrar.
E digo mais, você precisa fazer isso e não é uma, duas ou dez, ou mil vezes, você precisa morrer sempre! Você precisa amar sempre! Perdoar sempre! Reconciliar sempre! Repito: tudo que estou escrevendo é fruto de minha experiência pessoal e enquanto escrevo, Deus traz à minha mente pessoas e situações com algumas velhas e novas pendências à serem resolvidas. Mais uma vez precisarei renunciar à minha vontade e ao meu orgulho para que a vontade de Deus prevaleça. E isto é um grande desafio para mim.
Digo isto porque muitas pessoas aceitam morrer algumas e até mesmo muitas vezes, mas, quando não vêem o resultado esperado, acabam desistindo, se cansam. Quantas vezes escutamos pessoas dizerem: “Eu fiz de tudo, não adianta” ou “ Não adianta lutar sozinho, se o outro lado não quer, não tem jeito”. Já pensou se Jesus também agisse assim conosco?
Se você está nestas condições, tenho uma péssima notícia para você: Pode ser que a situação nunca venha a mudar. Mulher! Pode ser que o seu marido nunca se converta, mas você precisa ir para cruz por ele. Pode ser que sua sogra continue a agir exatamente como sempre, mas se você se diz cristã, você aceitou ser o cordeiro, então é você que precisa perdoá-la. Você não tem o direito de alimentar e nem guardar a mágoa, você não tem o direito de agir diferente de como Jesus agiria e age.
Jovem, você não tem o direito de despejar suas vontades no sexo desordenado e desregrado. Você não tem o direito de ficar e transar com quem quiser nas baladas da vida. O seu direito é a cruz! Você precisa dominar sua sexualidade e consagrá-la a Cristo, você precisa aprender a dizer não para ela. A Virgem da Pureza pode lhe ajudar, coloque-se sob sua intercessão.
A mesma coisa, digo para os casais: vocês precisam compreender o verdadeiro valor do sexo para Deus e praticá-lo de forma santa e irrepreensível, sem egoísmo. Os casais precisam parar de medir forças e sim uni-las em prol da promoção da família que tem sido sitiada por todos os lados para que seja destruída.
Entenda esposa: você precisa se submeter ao teu marido.
Entenda marido: você precisa amar e dar a vida por sua esposa, de todo o teu coração, da mesma forma que Jesus deu sua vida pela Igreja.
Vocês precisam ser o exemplo e a referência para os seus filhos em tudo! E é morrendo para si que isso se dará, a morte do seu eu fecundará o nós em seu lar.
E ainda que as coisas continuem exatamente como estão, lembre-se que sua glória virá depois da cruz. É aprendendo a morrer para si que aprenderemos a viver nesta terra. E depois, lá no céu, será feita justiça plena!
Como eu terei um coração pobre se não matar em mim o apego das coisas materiais que muitas vezes adquiro sem a mínima necessidade? Como eu posso querer ser consolado por Jesus, se não matar em mim a necessidade de me sentir vítima das circunstâncias e atrair a dó das pessoas? Como eu posso ser manso se não aniquilo em mim a impaciência e o nervosismo? Como posso ser misericordioso se ainda olho as pessoas pelos seus atos e defeitos e não pelo que são essencialmente? Como eu poderei ser puro de coração se ainda não matei a malícia? Como poderei ver a Deus, se não consigo olhar para uma pessoa do sexo oposto sem que este olhar seja tendencioso e sensual? Lembre-se: Jesus disse que o olho é a porta da alma! Como poderei ser pacífico se não consigo aceitar o desaforo? Por fim, como eu aceitarei ser perseguido, caluniado e rejeitado por causa de Cristo, se o meu senso de auto-justiça não morrer?


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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A INVEJA X A CARIDADE E A TEMPERANÇA



A INVEJA“Um coração tranqüilo é a vida do corpo, enquanto a inveja é a cárie dos ossos”Provérbios 14, 30.
A inveja é um vício pelo qual nós olhamos tudo que há de bem no nosso próximo como sendo mau, porque diminui nossa grandeza e nossa glória. Ou seja, não gostamos de ver alguém ser elogiado e nós não, não suportamos ver tal pessoa conquistando bens e nós que nos achamos os melhores e mais merecedores não conquistamos nada. No fundo, queremos ser sempre os mais notados e festejados. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser) e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem.

A inveja é capaz de nos fazer perder o auto-controle e cometer muitas injustiças, nos torna obstinados em prejudicar o próximo para conquistarmos o objeto cobiçado.

Vemos assim que a inveja anda de mãos dadas com a soberba, que é aquela cegueira sobre nós mesmos. Pela inveja procuramos sempre atrapalhar o outro e nos alegramos quando o vemos atribulado. Os invejosos vivem desejando a derrota dos seus invejados para que assim ganhem destaque.

Como a inveja nos leva a desprezar o próximo, ela é a origem de muitos pecados graves contra a virtude da Caridade, a qual nos leva a nos alegrar pelo bem que vemos no outro.

A inveja provoca:

- ódio - foi o ódio nascido da inveja que levou Caim a matar Abel

- murmúrio - a alma passa seu tempo a pensar mal dos outros.

- detração - ela já não pensa só contra seu próximo, mas tenta quebrar a reputação do outro.
COMO VENCER A INVEJA.Existem duas virtudes extremamente eficazes na luta contra o vício da inveja, são elas, a Temperança e a Caridade.

Como dissemos, a inveja e a soberba caminham juntas. Na verdade a inveja nasce da soberba, por isso para vencê-la devemos nos empenhar em aprimorar tanto a virtude da Temperança quanto a virtude anexa da humildade. Já abordamos estas duas virtudes no inicio da série, vamos falar da virtude da Caridade.

A VIRTUDE DA CARIDADE.

Já sabemos que a Caridade é uma das três virtudes teologais e juntamente com a Fé e a Esperança que nos levam a conhecer melhor a Deus. Sabemos também que se a Fé e a Esperança são aprimoradas à partir do nosso relacionamento com Deus e só então estas virtudes terão algum efeito em nosso relacionamento com o próximo.

Já a Caridade toma o caminho inverso, ou seja, só seremos capazes de amar realmente a Deus à partir do momento esta virtude tenha efeitos verdadeiros sobre os nossos irmãos.
“Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.”I São João 4, 20
A Caridade combate diretamente as conseqüências da inveja. Pois, se a inveja causa tristeza ao nosso coração por causa do sucesso alheio, a Caridade, pelo contrário, nos leva a alegria e a torcida pelos nossos irmãos.
A Caridade é a mais perfeita de todas as virtudes pois nos leva a ter relacionamentos sinceros tanto para com Deus quanto com o próximo. Sabendo disso, devemos buscar com muito afinco o aperfeiçoamento deste maravilhoso dom.
DICAS PARA A LUTA DIARIA.Neste artigo vou sair um pouco do padrão da série, pois não serei eu quem dará as dicas e sim o grande apóstolo São Paulo:“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade”
1 Coríntios 13, 1-13
Até a semana que vem.

Deus nos abençoe.

Por Lúcio Marciano

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Gula X Temperança







A GULA“Não sejas insaciável de prazeres, nem te precipites sobre os pratos e comida.
Porque o abuso na comida provoca doenças, e a gula produz cólicas.
Muitos morreram por causa da gula, e quem sabe controlar-se vive muito tempo.”
Eclesiástico 37, 29-31.
A gula é um apetite desordenado pela comida ou pela bebida. A pessoa não se contenta em comer apenas o necessário e se habitua sempre a comer além da conta.

Mas, a gula não significa apenas o comer demais. Este vício pode se manifestar na alma de cinco modos.

- procurando desordenadamente comidas caras e diferentes - tipo
- comendo em excesso - quantidade
- demasiada atenção na preparação - qualidade
- comendo ou bebendo de forma voraz e sem educação - modo
- se preocupando demais com a hora da comida - precipitação

Muitas pessoas são extravagantes no gasto com comidas, gastam uma quantidade considerável de dinheiro em um almoço, sendo que poderiam comer a mesma coisa, com a mesma qualidade e por um preço muito menor.

Vemos no nosso dia a dia matérias e mais matérias sobre a necessidade das pessoas aderirem a dietas saudáveis com comidas leves visando a saúde do corpo. Digo que precisamos aderir a estas dietas também visando nossa saúde espiritual, pois a alma pesada tem dificuldades no seu caminho para Deus.

O vício da gula em alguns casos chega a ser algo de muito animal e baixo, quantas vezes percebemos em um almoço de família, por exemplo, que uma pessoa está comendo e ao mesmo tempo de olho nas panelas e nas outras pessoas que se servem, imaginando se irá sobrar para ela.

A gula deixa a alma pesada, indisposta e desanimada. Mesmo que o pecado que ela provoca seja, às vezes, pecado venial, este vício pode nos levar a cometer também pecados mortais, quando comemos ou bebemos a ponto de perder o controle de si, de passar mal, etc.

A gula provoca ainda:

- embriaguez
- dissipação e dificuldade de se concentrar
- dificuldade para estudar.
- fuga da vida de oração
- desequilíbrio da sexualidade

COMO VENCER A GULA.

Tudo em nossa vida deve ser regrado pela moderação, principalmente o comer e beber. É preciso se ter atenção a qualquer desvio de nossa conduta habitual, pois a todo momento somos tentados a desviar. Satisfazer os desejos da carne é um risco, pois isto pode lavar a sua sobreposição ao Espírito, ou seja, seremos sempre escravos dos prazeres e apetites de forma que não conseguiremos atender aos apelos do Espírito de Deus que habita em nós.

“Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?
Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Pois o templo de Deus é santo, e esse templo sois vós.”
1 Coríntios 3,16-17.

Ora, sendo templos do Espírito de Deus, devemos corresponder aos impulsos dele e não de nossa carne. A gula não é saudável, não podemos confundir o comer bem com o comer demais. Como meu velho pai sempre nos disse: “A comida cria, mas também mata!”

É de grande valia reparar que na vida de todos os santos da Igreja estava a rotina de jejum e oração, e não é por acaso, se fossem dados ao comer desregradamente não haveria vida de oração e conseqüentemente, bye, bye santidade!

A VIRTUDE DA TEMPERANÇA

Pela virtude da Temperança procuremos moderar a nossa gula, considerando o quanto são mesquinhos e baixos os bens que ela nos traz. Vivamos de forma regrada e seremos pessoas mais felizes e dispostas em todas as áreas de nossa vida.

Virtude anexa a temperança.

A virtude anexa a temperança no combate a gula é a abstinência que tivemos a oportunidade de discorrer sobre a mesma no artigo sobre a Luxúria (Luxúria X Temperança).
Abaixo alguns pontos abordados na ocasião, no sentido de reforçar o que foi dito.

- equilibra o uso do comer e do beber

- ajuda cumprirmos o jejum.

DICAS PARA NOSSA LUTA DIÁRIA.


  • Evite comer demais;
  • Sempre que estiver comendo, levante-se da mesa com aquela sensação de que poderia comer mais;
  • Coloque o Jejum em sua rotina, faça-o ao menos uma vez por semana;
  • Sempre que for comer algo que gosta muito, nã0 queira se esbaldar;
  • Procurem antes alimentar a alma com a oração.

Até a próxima.

Que Deus nos abençoe. 

Lucio Marciano
luciomarciano_yahoo.com.br

Acompanhe os outros artigos da série:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ira X Prudência



A IRA“O insensato desafoga a sua ira, mas o sábio a domina e a recalca.”Provérbios 29,11.A ira é um estado de descontrole da paixão ou um desejo imoderado de vingança.
O descontrole da paixão é a raiva, que chega a modificar nosso semblante. A vingança imoderada consiste em vingarem-se quando não nos cabe vingar ou vingar-se de alguém que não nos fez nada que merecesse vingança.

Muitas pessoas, infelizmente se deixam guiar pelo impulso deste vício com muita facilidade e causam muito mal as pessoas que vivem em contato com ela.
O provérbio que abre este artigo é objetivo ao declarar que o insensato desafoga a sua ira, ou seja, coloca tudo para fora. O problema não é se sentimos a raiva e sim como a raiva sentida em determinado momento é externalizada, pois geralmente isso é feito de forma totalmente desequilibrada. Gritos, atitudes impensadas e agressões!
Este vício é capaz de provocar atitudes drásticas e irreversíveis. Veja os exemplos que temos constantemente na mídia. Pessoas de bem que acabam cometendo assassinato por uma discussão. Pais que espancam filhos no momento de querer corrigi-los por uma traquinagem ou pirraça. Pessoas que gritam o tempo todo, tratam mal seus familiares. Pessoas que desejam vingança por coisas tolas.
O problema da ira não é o sentimento propriamente dito. Em alguns casos é um sentimento positivo, as vezes ficamos revoltados ao presenciar injustiças e isso não é ruim. Mas, o cuidado está em controlar os sentimentos e os impulsos que ela provoca. O Apóstolo Paulo nos orienta:
“Se vos irardes, não pequeis; o sol não se ponha sobre a vossa ira. Não deis ocasião ao diabo.”Efésios 4, 26-27.
Se você tiver um acesso de raiva, meu irmão, por favor, controle-se, não peque. O diabo encontra facilmente ocasião para realizar seus projetos exatamente em nossos impulsos emocionais.

A ira provoca ainda:

- indignação - é nossa irritação contra alguém que achamos injustamente que está irritado conosco

-
maus pensamentos e juízos temerários- gritos e agitação

- blasfêmias

-
acusações injustas- rixas e brigas
-
ressentimentos e rancores profundos.
Todas estas condições que o vício da ira nos impõe são extremamente danosos a nossa alma. São sentimentos que nos escravizam, nos torna cativos e nos levam direto para o inferno com toda certeza. Estes sentimentos endurecem o coração, tiram a sensatez e impedem o homem de perdoar o seu semelhante. Ora, sabemos que o ato de perdoar os irmãos é uma das condições para que alcancemos a vida eterna.

Reflitamos sobre cada fruto proveniente do vício da ira:

A indignação não é para com uma situação de injustiça ou para com pessoas injustas, mas é meio que doentio. Basta uma pessoa conduzir as coisas de forma diferente da que pensamos ser a maneira certa. Basta que uma pessoa nos desagrade e apenas sua presença passa a nos irritar. Isso traz juntamente os maus pensamentos e juízos temerários. Começamos julgar a pessoa de acordo com o nosso senso de auto-justiça que muitas vezes é apenas uma visão egoísta. Começamos a condenar, e taxar as pessoas de forma que nem mesmo a conversão do indivíduo é capaz de nos fazer mudar a opinião que já tínhamos formado sobre ele anteriormente. Os gritos e agitação são coisas terríveis que fazemos contra as pessoas que menos merecem receber; filhos, esposos, pais,irmãos, e etc. Tudo porque acabamos nos tornando pessoas indignadas e insatisfeitas com o mundo, e o pior, com nós mesmos.

Bom, depois de todos estes desdobramentos, não é nenhuma surpresa que esta indignação e insatisfação se volte também contra Deus. Passamos a questionar seu amor, sua justiça, perdemos a fé e blasfemamos. Quando chegamos neste ponto, nossa condição é terrível e só mesmo a graça de Deus e o amor incondicional da família serão capazes de reverter esta situação de inferno. Pois passamos acusar injustamente tudo e todos, sendo pessoas ressentidas e rancorosas ao extremo.

COMO VENCER A IRA.

Para controlarmos a ira precisamos reequilibrar nossas emoções. As vezes nem percebemos quando somos tomados por este vício, pois justificamos os nossos atos como reações aos atos dos outros. Nunca somos culpados, sempre somos vítimas e por isso nos achamos no direito de explodir.
Para vencer a ira vamos precisar aprimorar pelo menos duas virtudes cardeais. A Prudência e a Força.
Como já falamos da força em outra oportunidade, queremos discorrer um pouco sobre a virtude da prudência.
A VIRTUDE DA PRUDENCIA.
A virtude da prudência é o que nos ajuda a decidir pelo bem.
Em todas as áreas da vida, em todos os momentos, precisamos escolher, pois a vida é feita de escolhas. Quando alguém nos ofende ou nos causa algum dano, decidimo-nos por revidar ou não. Quando estamos diante de uma oportunidade de lucro, a prudência nos ajuda a discernir se esta oportunidade é lícita ou não e ainda, se optamos em aproveitá-la ou não.
Da mesma forma a prudência nos força a refletirmos sobre o juízo que fazemos dos outros. Em um momento de pressão no trabalho ou até mesmo em casa, ajudados pela prudência, somos capazes de manter a calma, cientes de que uma atitude contrária pode piorar ainda mais a situação.
Pecamos muito pela imprudência e desafio de nossos limites, exatamente pelo fato de não darmos a esta virtude tão preciosa a importância devida.
VIRTUDES ANEXAS
Como dissemos, contra a ira, usamos pelo menos duas virtudes cardeais, ou seja, a prudência e a força. Vamos a algumas virtudes anexas relacionadas às duas:
Virtudes anexas a Prudência.- A Mansidão. Esta virtude exige que o homem controle os seus impulsos de acordo com a razão, sem se exceder na ira, e sem faltar com a ira quando a injustiça exige reação. Engana-se quem pensa que ser manso é o mesmo que ser fraco, na verdade, um homem manso é o mais forte entre todos, pois mesmo diante das tribulações ele é capaz de manter o controle de suas emoções e continuar com os olhos fixos em Deus. O homem manso consegue se manter em paz mesmo que a sua volta haja todo tipo de intranqüilidade, sejam elas materiais ou espirituais.

- O bom senso e o discernimento. Estas duas são as virtudes que nos ajudam a julgar as coisas de maneira correta. O bom senso nos orienta no julgamento e escolhas pelas coisas do nosso dia a dia, como por exemplo, oferecer o seu lugar no ônibus a uma pessoa de mais idade que não conseguiu sentar-se. Já o discernimento nos ajuda nas coisas, de certa forma, mais elevadas como concluir se uma pessoa esta no caminho errado ou não. Isso não quer dizer que o fato de termos discernimento nos dá o direito de condenar, pois se ele nos dá a capacidade de julgar corretamente é para que possamos indicar o rumo certo a se seguir.
Virtude anexa à Força.- A Paciência. A paciência é o que nos ensina a saber esperar, sofrer e suportar as tristezas e adversidades da vida, principalmente no nosso relacionamento com o próximo. Ela nos ajuda a esperar a justiça e as recompensas que provem do céu.
A paciência tem duas características importantes que nos ajudam não só contra a ira, mas em muitos momentos. Ela será a Longanimidade, ou seja, a paciência de esperar o tempo certo para a realização de nossos anseios, desde que estes sejam de acordo com a vontade de Deus. Ela será a Constancia que nos leva a suportar as dificuldades materiais e espirituais que nos acontecem.
DICAS PARA A LUTA DIÁRIA. Contemple sempre a Cruz de Cristo e medite sobre tudo o que o Senhor suportou por nós e os frutos que seu ato nos proporcionou;
 Nos momentos de nervosismo, se afaste, espere a calma voltar;
 Não queira revidar as afrontas que lhe são impostas;
 Olhe e pense sobre as pessoas da mesma forma que gostaria de ser olhado por elas e por Deus;
 Exercite a paciência, comece pelas coisas pequenas;
 Antes de julgar alguém, seja sincero consigo mesmo. Lembre-se do que Jesus nos ensinou: “Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra”;
 Controle a língua, uma arvore boa não pode dar frutos maus.
 Busque sempre a reconciliação;
 Renuncie ao rancor e a mágoa;
 Lembre-se que Jesus sempre compreende e quer perdoar nossos erros, compreenda e perdoe seu próximo.
“Jesus, manso e humilde de coração. Fazei de nosso coração semelhante ao vosso!”

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Luxúria X Temperança


A LUXÚRIA


"Se vieres a dizer em teu coração: Por que me acontecem tais coisas? É por causa da enormidade de tua falta que foram levantadas as tuas vestes e puseram brutalmente teu calcanhar a nu. Pode um etíope mudar a própria pele? Ou um leopardo apagar as malhas de que se reveste? E vós, como podereis praticar o bem, se estais impregnados de maldade? Eu os dispersarei como palha que o vento do deserto arrebata. Tal é teu destino, a partilha que receberás de mim - oráculo do Senhor -, porque te esqueceste de mim, confiando no que é apenas mentira. Até a cabeça erguerei tuas vestes a fim de expor aos olhares tua nudez! Teus adultérios e desregramentos, e tua luxúria infame nas colinas e nos campos, todas essas abominações, eu as vi. Desgraçadas de ti, Jerusalém! Por quanto tempo, ainda, permanecerás impura?"
Jeremias 13, 22-17

Este é um dos grandes pecados dos dias atuais, pecado que toma proporções sociais devido ao apelo sexual que é feito nas mídias.
Arrisco dizer que a natureza da sexualidade humana é sacratíssima. Ouso também dizer que o ato sexual entre dois batizados unidos pelo sacramento do matrimonio pode ser comparado ao momento da consagração da Santa Eucaristia durante a Santa Missa.
Deus ordenou aos homens que se multiplicassem sobre a terra. Para isso, Ele instituiu a família, união de um homem e de uma mulher, que se unirão pelo ato conjugal para terem os filhos que Deus quer que eles tenham. Foi para proteger a instituição familiar que esse ato e tudo o que se relaciona com ele, ficou reservado ao matrimônio.
Como foi dito no inicio, a luxúria gera pecados de proporções sociais, como a pornografia, a pedofilia, de certa forma o homossexualismo, abortos, orgias, estupros e assassinatos, exposição degradante do corpo e da dignidade humana. A luxúria é o vício que leva os homens a realizarem o ato sexual fora do casamento ou contrariando as normas naturais estabelecidas por Deus. Este vício provoca pecados contra o sexto e o nono mandamentos.
Principalmente nos dias de hoje, vemos nossa juventude escravizada pela sexualidade desregrada. Meninas dadas a prostituição e meninos se prostituindo para se auto-afirmar. A dita educação sexual que a mídia diz existir é na verdade uma desorientação, pois leva a sociedade a se afundar mais e mais. Até mesmo os programas de humor baseiam-se em piadas e quadros regados de apologia sexual. Musicas, livros e filmes que não tem objetivo nenhum senão atiçar a libido das pessoas.
A situação é tão grave que até mesmo famílias ditas cristãs, não se dão conta dos programas, literaturas, conversas e musicas que estão assistindo, lendo, conversando e ouvindo dentro de suas casas, e pior ainda, permitem que seus filhos tenham acesso a tudo isso.
A luxúria provoca também:

- cegueira espiritual: a alma fica desnorteada e a vergonha a leva a fugir de Deus.
- precipitação: nervosismo nas coisas do dia a dia, perda da concentração nos estudos.
- inconstância: um dia bem, outro dia má, a alma balança ao sabor das paixões.
- amor próprio: amor desordenado das coisas do corpo
- imodéstia e despudor: roupas e as atitudes do corpo indecentes e provocadoras.

Comecei este artigo com a passagem do livro de Jeremias porque, apesar desta palavra ter sido proferida a muitos século atrás, ela é extremamente atual. Apesar de soar como uma acusação da parte de Deus é na verdade apenas o diagnóstico da situação em que chegamos com o nosso jeito de viver.
Apesar de muito dura, eu desejo do fundo da alma que o amigo leitor grave esta passagem em seu coração e reflita sobre ela pelo menos durante esta semana. Deus viu e vê com muita tristeza todas estas abominações cometidas durante toda a história da humanidade. Mas ele espera e deseja sempre nossa conversão e quer nos purificar.
O sexo tem sido o principal ídolo da juventude, e juntamente com o dinheiro infelizmente tem movido e manipulado com muita facilidade nossa sociedade.
Por isso, antes de questionarmos o Senhor o porquê dele permitir o acontecimento de tanta maldade e injustiça no mundo, devemos rever nosso proceder diante dele e dos nossos semelhantes. A luxúria tem imperado muitas vezes até mesmo no ato sexual entre os católicos, que deixando-se mover por suas paixões desregradas, permitem-se realizar o ato sexual de forma mundana e muitas vezes até mesmo animalescas. Como diz o Apóstolo Paulo em I Coríntios 5, 1; coisas que não se vê nem mesmo entre pagãos!

COMO LUTAR CONTRA A LUXÚRIA.

Principalmente contra este vício tão escravizador, precisamos perseverar na oração cotidiana, na recepção freqüente dos sacramentos e ter uma devoção especial à Virgem Santíssima, pois ela pode nos ensinar a perseverar na pureza, já que a palavra de Deus afirma que:

"Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus."
São Mateus 5,8.

Esta promessa de Jesus não se refere apenas a quando formos para o céu após a morte e então poderemos contemplá-lo face a face. É também algo um pouco mais imediato. Os puros de coração são capazes de ver Deus diariamente na pessoa do seu próximo. Quando retiramos a malícia do nosso olhar, somos capazes de enxergá-lo perfeitamente nos nossos irmãos.

A VIRTUDE DA TEMPERANÇA.

Como no artigo sobre a soberba já falamos sobre esta virtude, não será necessário fazermos longa explanação sobre a mesma. Mas é importante lembrarmos que contra a sexualidade desregrada necessitamos de muita perseverança e limites e é por isso que a Virtude da Temperança entra mais uma vez em cena. Sendo ela o freio da alma, ela nos ajuda a equilibrar a sensibilidade também do nosso corpo. Aprimorando esta virtude, poderemos suportar as tentações e pressões internas e externas que tentam nos arrastar para o pecado.
Nos anos 60, os homens enlouquecidos entregaram-se a todos os tipos de pecado. Diziam que estavam quebrando o que eles chamavam de tabu do sexo. De lá para cá, as pessoas que queriam continuar obedecendo a lei de Deus, viram-se ameaçadas de todo tipo de repressão e de ameaças. Os costumes foram se degradando pouco a pouco. Hoje, já não há mais quem tenha noção dos critérios de avaliação dessas coisas. Dizer que existe uma lei natural, que essa lei natural foi explicitada por Deus nos Dez Mandamentos e confirmadas pela Igreja é expor-se ao ridículo. O que devemos concluir? Que eles criaram o tabu deles. O sexo nunca foi tabu para a Igreja, sempre foi visto em toda sua grandeza e também em seus pecados. Eles é que fizeram um tabu. Ai daquele que não fizer o que eles fazem! Ai daquele que não defender o nudismo e a pretensa liberdade de serem pornográficos.
A Temperança vem em nosso auxilio e nos ajuda a avaliar e lutar contra tudo isso e contra nós mesmos.

VIRTUDES ANEXAS A TEMPERANÇA CONTRA A LUXÚRIA.

Existem três virtudes anexas a Temperança que trabalham em conjunto contra o vício da Luxúria. São elas:

a abstinência;
a sobriedade;a castidade.

São estas as três virtudes que são como que reguladoras dos limites do ser humano. São as virtudes que nos ajudam a moderar os prazeres sensíveis.

A ABSTINENCIA.

Esta equilibra o uso do comer e do beber, ela é bem mais ligada a luta contra a gula como veremos em outra oportunidade. No entanto, para quem não sabe, fica aqui uma verdade com relação a isso. Quem não tem controle no comer e no beber também não consegue controlar seu apetite sexual e é facilmente arrastado para os pecados relativos ao sexo.
Permita-me dar um exemplo bem claro e peço, por favor, que não se escandalizem com o termo grosseiro que vou usar. Só faço isso para que se perceba a verdade e a realidade do que foi dito aqui.
Irmãos, não é comum ouvirmos principalmente entre homens quando estão querendo ter uma relação sexual com uma mulher dizerem que querem comê-la? Será que é mera coincidência?
A abstinência também nos ajuda a cumprirmos o jejum. E este é muito eficaz na luta contra os vícios sexuais.

A SOBRIEDADE.

Esta equilibra o uso da bebida alcoólica nos ajudando a evitá-la ou pelo menos ser moderados. Além, disso, também nos ajuda contra as drogas.
Não preciso nem dizer do que um homem bêbado ou drogado é capaz de fazer.
A virtude da sobriedade nos ajuda a nunca abusar das bebidas que podem nos fazer perder o controle sobre nossas ações. É de extrema importância esta virtude, pois a bebida nos leva a cometer muitos outros pecados. Beber a ponto de ficar alterado é um pecado mortal. O bêbado torna-se inferior aos animais, pois estes nunca fogem da regra que o instinto lhes impõe.

A CASTIDADE.

Esta equilibra o homem no que tange a sua sexualidade propriamente dita.
A castidade é uma perfeição da nossa alma pela qual conseguimos viver segundo a pureza do nosso estado de vida, da nossa condição. Como sabemos que o homem só pode se unir à uma mulher se receber o sacramento do Matrimônio, a virtude da castidade nos obriga a fugir de tudo aquilo que poderia nos levar aos atos reservados às pessoas casadas.
A castidade ainda nos ajuda a evitar as más companhias, as conversas imorais, as roupas indecentes, os namoros precoces e ousados, os filmes, revistas, novelas etc. que ensinam e mostram a impureza. Devemos ter um grande amor pela pureza e nunca violá-la. O corpo é o templo de Deus, que só será entregue a uma união se ela for abençoada por Deus no seu santo sacramento. Ela ainda pode coroar alguns um uma virtude ainda mais elevada que ela mesma seria a virtude da Virgindade.
A castidade é a principal virtude a ser aprimorada contra a Luxúria, no entanto, não é demais aprimorar a abstinência e a sobriedade que podem ser uteis por demais.

DICAS PARA NOSSA LUTA DIÁRIA. 

• Persevere na oração e nos sacramentos;
• Evite as más companhias;
• Evite vídeos, músicas e literaturas que provocam fantasias;
• Evite a ociosidade;
• Fuja das ocasiões e convites de pecado;
• Renuncie a malícia;
• Procure ver no seu próximo exatamente o que ele é, ou seja imagem e semelhança de Deus;
• Medite a passagem bíblica que abre este artigo, além de São Mateus 5.

Até semana que vem e que Deus nos abençoe.

Por Lúcio Marciano.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Avareza X Força: 3ª parte da série


O VÍCIO: A AVAREZA
Na semana passada falamos da Soberba e do mal terrível que ela causa a alma do ser humano, pois leva-nos a uma cegueira tal por causa da estima excessiva de si. A Avareza por sua vez, consiste na estima excessiva pelo dinheiro e pelos bens materiais. Este é o vício da mesquinhez! A alma dá tanta importância as riquezas que vive em torno de ter e adquirir para si. É o pecado do egoísmo.
 

Pode até parecer estranho o que vou dizer aqui, pode até soar como crueldade, mas, este é um vício que podemos constatar logo nos primeiros anos de vida de uma pessoa. Quase toda criança é avarenta! Claro que digo isto tomando o devido cuidado de deixar claro que as crianças são totalmente inconscientes desta condição. Mas repare como é difícil para uma criança se desfazer de um brinquedo em boas condições para dar a alguém. Mesmo que este brinquedo fique o tempo todo encostado. Nesta situação é preciso que os pais desenvolvam nos filhos a capacidade de dar, de se desapegar.
 

Mas, infinitamente mais grave é a situação de um adulto avaro! Existem pessoas que preferem morrer a perder algum bem. E não é um vício próprio dos ricos não, existem pessoas que mesmo sendo pobres conseguem deixar a avareza falar alto. Pessoas que brigam e fazem questão por coisas bobas por serem demasiadamente apegadas. Roupas que estão a anos no armário não são usadas e nem dadas. Tem gente que deixa de pagar contas e até comprar coisas necessárias no intuito de juntar dinheiro.
 

O avaro quer o lucro sempre, não dá nada para ninguém, só vende. A avareza implica em não confiar em Deus e sim em suas posses.
 

Foi este vício que trouxe a desgraça a Ananias e Safira:
Um certo homem chamado Ananias, de comum acordo com sua mulher Safira, vendeu um campo e, combinando com ela, reteve uma parte da quantia da venda. Levando apenas a outra parte, depositou-a aos pés dos apóstolos. Pedro, porém, disse: Ananias, por que tomou conta Satanás do teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e enganasses acerca do valor do campo? Acaso não o podias conservar sem vendê-lo? E depois de vendido, não podias livremente dispor dessa quantia? Por que imaginaste isso em teu coração? Não foi aos homens que mentiste, mas a Deus. Ao ouvir estas palavras, Ananias caiu morto. Apoderou-se grande terror de todos os que o ouviram. Uns moços retiraram-no dali, levaram-no para fora e o enterraram. Depois de umas três horas, entrou também sua mulher, nada sabendo do ocorrido. Pedro perguntou-lhe: Dize-me, mulher. Foi por tanto que vendestes o vosso campo? Respondeu ela: Sim, por esse preço. Replicou Pedro: Por que combinastes para pôr à prova o Espírito do Senhor? Estão ali à porta os pés daqueles que sepultaram teu marido. Hão de levar-te também a ti. Imediatamente caiu aos seus pés e expirou. Entrando aqueles moços, acharam-na morta. Levaram-na para fora e a enterraram junto do seu marido.
Atos dos Apóstolos 5, 1-10

Que coisa mais ridícula foi a atitude de Ananias e sua esposa. Ora, eles não tinham obrigação nenhuma de dar o dinheiro da venda do campo. Eles poderiam ter doado ou não o mínimo, a metade, a maior parte ou todo o dinheiro. Só não podiam ter mentido e foi exatamente o que fizeram, pois a avareza os levava a querer se resguardar de um possível insucesso na vida em comunidade.


A avareza ainda produz:

- injustiça: para com o próximo : roubos, trapaças etc.


- traição : como Judas, que vendeu Jesus por trinta moedas.


- dureza do coração diante da pobreza: nunca dá esmolas nem quer ajudar os pobres


- preocupações constantes: medo de perder tudo.


- esquecimento de Deus e da salvação eterna

 

COMO LUTAR CONTRA A AVAREZA?

Para vencer a avareza devemos considerar que tudo é palha diante da vida, que todos os dons que temos, sejam eles materiais ou espirituais nos foram dados de graça e essa é a verdadeira riqueza da alma. Contemplemos a simplicidade de coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, seu amor pela pobreza e pelos mais humildes e toda sua vida voltada para fazer a vontade do Pai.
O amor o demasiado aos bens materiais nos leva a sermos escravos e viver em torno deles. Por isso Jesus já havia nos alertado:



“Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”
São Lucas 16, 13.

A preocupação de Cristo ao declarar isso foi exatamente pelo fato de que quando trabalhamos demais no intuito de conquistar, dificilmente seremos capazes de nos desprender destas coisas. Para lutarmos contra esse vício, Deus nos concede a virtude da força.

A VIRTUDE DA FORÇA.


Já podemos perceber como nossa vida vai depender da presença e do desenvolvimento das virtudes em nossa alma. A vida do católico deve ser um exemplo de fidelidade à lei de Deus, aos seus mandamentos, à natureza humana, com todas as suas riquezas, mas também com todas as suas exigências. Muitas vezes parecerá difícil a realização dos nossos deveres para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo. Para que nós tivéssemos mais ânimo neste combate do dia a dia, Deus Nosso Senhor nos deu a virtude da Força.

A Força é a virtude que dá à nossa vontade a energia necessária para vencer os obstáculos que nos atrapalham na prática do bem. Devemos resistir, quer dizer, permanecer firmes na Fé, apesar dos ataques dos nossos inimigos e das nossas fraquezas pessoais. Devemos agir; ter Força é manifestar espírito de iniciativa, alegria na realização do dever de estado, perseverança no combate contra nossas paixões: o orgulho, o egoísmo, a raiva, a sensualidade, a avareza etc. Praticando os atos da virtude de Força, conseguiremos, com a graça de Deus, vencer as tentações, fugir dos pecados e das ocasiões de pecado que nos chamam com tanta força para o mal.
Sendo um pouco mais objetivo no que tange ao tema de hoje. A virtude da força é o que nos sustentará por exemplo, para que não cometamos injustiças para que alcancemos a realização dos nossos interesses. A virtude da força nos ajudará a resistir a propostas indecentes, as traições.
Virtudes anexas à Força


Algumas das virtudes morais anexas à força são as seguintes:

- A Magnanimidade ou grandeza
- A generosidade ou magnificência
- A Paciência


Contra a avareza, temos a virtude da generosidade ou magnificência.
A generosidade consiste em saber gastar do que é seu para ajudar as obras que necessitam e para realizar o que deve ser realizado. Esta virtude supõe que a pessoa possua a riqueza correspondente, ou seja, tudo que tenha seja fruto de trabalho e honestidade. Ela é a virtude dos ricos que ajudam as obras de misericórdia, as casas religiosas. É a virtude dos fiéis que ajudam à Igreja no Culto Divino, nas construções necessárias, no sustento do padre. É também a virtude do pai que gasta seu dinheiro para construir um patrimônio para sua família. É a virtude das obras de caridade para com os mais pobres e necessitados. É a virtude de quem dá com alegria.

DICAS PARA A LUTA DIÁRIA.

 
Além da vida de oração, leitura da bíblia, freqüência a Santa Missa, e todas as ações próprias de um verdadeiro católico, podemos aperfeiçoar as virtudes contra a avareza da seguinte forma.


 Medite a vida dos santos em especial São Francisco de Assis e toda sua obra;


 Considere que tudo é transitório, que tudo neste mundo um dia acabará;


 Ajude as pessoas que necessitam;


 Dê esmolas e queira ser generoso;


 Experimente dar o que de melhor você pode oferecer;


 Tenha seus bens como dons e não como posses;

Até a próxima semana!
Lucio Marciano


lucio_marciano@yahoo.com.br
 
 
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