Bem-vindos abençoados leitores!

Nosso objetivo é estudar e divulgar artigos para reflexão de todos aqueles que tem no sentido de tua existência: fazer o bem e seguir aquele que é a essência do verdadeiro amor e santidade: Jesus Cristo! Abraços em Cristo!








asjhasjhajs
asjhasjhajs
asjhasjhajs
asjhasjhajs

Renato Silveira, lança 2ª edição do livro sobre Maria! Saiba mais, clicando na imagem.

Renato Silveira, lança 2ª edição do livro sobre Maria!  Saiba mais, clicando na imagem.
Livro: Quem é Maria para nós?
Mostrando postagens com marcador SACRAMENTOS E LITURGIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SACRAMENTOS E LITURGIA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Presença real de Jesus na eucaristia


A presença real de Jesus na Eucaristia


Será abordado hoje a santa eucaristia em princípios bíblicos e da sagrada tradição.
Os primeiros cristãos acreditavam na Presença Real:
"Assim então, irmãos, ficai firmes e conservai as tradições que vos foi ensinado por nós, de viva voz ou por carta." (2 Tes 2,15) "E que você tem escutado de mim ante muitas testemunhas, confia a homens de confiança, capazes de ensinar também aos outros." (2 Tim 2,2)


Muitos Católicos e não-católicos pensam que a Igreja Católica Romana inventou a doutrina da transubstanciação. Transubstanciação significa que o pão e vinho apresentados no altar na Missa, torna-se o Corpo e Sangue de Cristo, pela força do Espírito Santo, na consagração. A consagração é o momento em que o padre chama a presença do Espírito Santo para mudar o pão e vinho no Corpo e Sangue de Cristo.
Entretanto, o Corpo e Sangue mantém a aparência de pão e vinho. A Igreja Católica Romana (Igreja Católica de Rito Latino, e outras Igrejas Católicas em comunhão com o Roma) acredita que a Eucaristia é a Presença Real de Cristo Jesus, corpo, sangue, alma e divindade. As Igrejas Ortodoxas e a maioria das outras Igrejas do Oriente assim também acreditam. Anglicanos [Episcopais] e outras denominações Protestantes têm interpretado a presença de Cristo na celebração do Senhor ou Eucaristia como sendo uma presença unicamente espiritual, ou simbólica, ou não-real.

Uma leitura atenta aos escritos dos primeiros cristãos, facilmente comprovará que toda a Igreja, ou seja, os cristãos, pregavam a presença Real de Jesus Cristo na Eucaristia. Isto assombra muita gente, mas é o relato de séculos de História. Até o ano 500 depois de Cristo, nenhum cristão negou a Presença Real de Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia. Não existem debates até esta data. Após esta data, movidos por impulsos humanos, alguns negaram - como fazem hoje os protestantes - a Presença Real, defendida pela própria Palavra de Deus Escrita: A Bíblia.
Peço a Deus que este texto apologético traga as luzes do alto sobre os católicos que estão afastados da Eucaristia, fazendo com que reconheçam o Mestre no Sagrado Sacramento do altar. Que todos se deixem levar pelo Amor de Deus, pela Fé que tem fielmente sido transmitida por dois mil anos. Peço que o Espírito Santo conceda a você a Fé para crer em Nosso Senhor Jesus Cristo no Sacramento do altar, e que o motive a receber Jesus na Missa e a visitá-lo no sacrário. Ele está pacientemente esperando por você, porque ele o ama e deseja que você venha para a Casa do Pai.
Também peço para que este texto apologético motive os não-católicos a se perguntar sobre o Sacramento do altar, para que possam aprender mais sobre o Pão Vivo descido dos céus. Nosso Senhor Jesus Cristo está Realmente presente entre nós, em sua Carne e Sangue, na Sagrada Eucaristia. Peço a Deus que um dia (muito brevemente) vocês, irmãos e irmãs, sejam capazes de experimentar a prazer de receber Jesus na Missa.
"A taça de benção que nós abençoamos, não é comunhão no sangue de Cristo? O pão que nós partimos, não é comunhão no corpo de Cristo? Porque há um único pão, nós somos muitos em um só corpo, porque nós todos participamos do único pão." (1 Cor 10,16-17)
"Eu recebi do Senhor o que eu também vos transmiti, que o Senhor Jesus na noite quando ele foi traído pegou o pão, e tendo dado graças, ele partiu-o e disse: 'Isto é meu corpo, que e dado por vós; fazei isto em minha memória'. Do mesmo modo, após a ceia, tomou o cálice e disse: 'Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; toda vez que o beberdes, fazei-o em minha memória.' Toda vez que comeis deste pão e bebeis deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Quem quer que, portanto, come o pão ou bebe o cálice do Senhor indignamente, peca contra o corpo e sangue do Senhor." (1 Cor 11,23-27)
Somente estas duas passagens bastariam para firmar a Doutrina Católica da Presença Real de Cristo Jesus na Eucaristia, mas vou expor outros escritos (atestados pela arqueologia como autênticos) dos primeiros cristãos.*** algumas traduções podem ser diferentes, mas o conteúdo é o mesmo ***
*** comentários estão entre colchetes [comentário]***

O DIDAQUÉ

O Didaqué, ou "Os Ensinamentos dos Doze Apóstolos" é um manuscrito do primeiro século e muito utilizado no primeiro e segundo séculos por bispos e padres na instrução dos catecúmenos. Muitos escritores cristãos fazem referencia a este escrito, tornando-o de grande valia.
"Não deixes que ninguém coma ou beba da Eucaristia, mas apenas o batizado no nome do Senhor; para isto, também se aplica o dito pelo Senhor: ' não dê aos cães o que é sagrado'". (Cap. 9,5)
"No dia próprio do Senhor, reúna-se em comum para partir o pão e oferecer ações de graças; mas primeiro confessa seus pecados, de modo que seu sacrifício possa ser puro. Entretanto, ninguém que discutiu com seu irmão pode participar do encontro, até que estejam reconciliados; seu sacrifício não deve ser aceito. Para isto nós temos o dito do Senhor: 'Em todo lugar e tempo oferece me um sacrifício puro; Eu sou um Rei poderoso, diz o Senhor; e meu Nome espalha terror dentre as nações.'" Cap 14.



SÃO CLEMENTE DE ROMA

São Clemente foi o terceiro sucessor de Pedro como Bispo de Roma.
"Sendo evidentes todas essas coisas e tendo nós sondado as profundezas do conhecimento de Deus [cf Rom 11,33; 1Cor 2,10], temos que realizar segundo a ordem tudo quanto o Senhor nos mandou cumprir nos tempos determinados: Mandou-nos oferecer os sacrifícios e realizar o culto [é a primeira vez que se grafa o termo Liturgia = ?lait? ? do grego = Povo; ?ergia? ? do grego = Ação], não ao acaso ou sem ordem, mas em tempos e horas marcadas [Vê-se a organização litúrgica da Igreja primitiva]. Onde e por que ministros hão de ser feitos, foi Ele quem o fixou por sua decisão altíssima, para que tudo se fizesse santamente e assim fosse aceito por sua vontade. Os que por conseguinte fazem as suas oferendas em tempos determinados são-lhe agradáveis e abençoados, pois seguem as determinações do Senhor e não pecam. Pois ao sumo sacerdote foram confiadas funções particulares e aos sacerdotes um lugar próprio, aos levitas serviços determinados; o leigo [leigo, pela primeira vez empregado na língua grega, já significa ?o homem que pertence a Deus?] está ligado pelas ordenações destinadas aos leigos." São Clemente, bispo de Roma, ano 80, aos Coríntios
"E não será pequena a nossa falta, se depusermos do episcopado aos que ofereceram, de maneira irrepreensível e santa [cf 1Tess 2,10] os sacrifícios [Eucaristia (cf Cartas de Santo Inácio de Antioquia)]. Felizes os presbíteros que nos precederam na caminhada e tiveram um fim carregado de frutos e de perfeição. Não têm a temer que alguém os remova do lugar para eles preparado [fina ironia do autor contra os que tentaram depor presbíteros em Corinto]." Carta aos Coríntios [44,4]



SANTO IRINEU DE LIÃO (Bispo e doutor da igreja)

Santo Irineu foi o sucessor de São Potinus, sendo segundo bispo de Lion em 177. Muito jovem ele estudou sob São Policarpo. Considerado, um dos grandes teólogos do segundo século, Santo Irineu melhor, por seu conhecimento, para refutar as heresias dos gnósticos.
declarou o cálice, uma parte de criação, por ser seu próprio Sangue, pelo qual faz nosso sangue fluir; e o pão, uma parte de criação, ele estabeleceu como seu próprio Corpo, pelo qual Ele completa nossos corpos." (Santo Irineu de Lião, Contra Heresias, 180 d.C.)
"Assim então, se a taça misturada e o pão fabricado recebem a Palavra de Deus e tornam-se Eucaristia, que é dizer, o Sangue e Corpo de Cristo, que fortifica e reconstrói a substância de nossa carne, como podem essas pessoas dizer que a carne é incapaz de receber o presente de Deus que é a vida eterna, quando isto é feito pelo Sangue e Corpo de Cristo, que são Seu membro? Como o apóstolo abençoado diz em sua carta aos Efésios, 'Nós somos membros de Seu Corpo, de sua carne e de seus ossos' (Ef 5,30). Ele não está falando de forma 'espiritual' e de ' homem invisível', 'um espírito não tem carne e ossos' (Lc 24,39). Não, ele está falando do organismo possuído por um ser humano real, composto de carne e nervos e esqueleto. Isto é este que é nutrido pela taça que é Seu Sangue, e é fortificado pelo pão que é Seu Corpo. O talo da vinha toma raiz na terra e futuramente dá frutos, e 'o grão de trigo cai na terra' (Jo 12,24), dissolve, ascende outra vez, multiplicado pelo Espírito de Deus, e finalmente depois é processando, é colocado para uso humano. Esses dois então recebe a Palavra de Deus e torna-se Eucaristia, que é o Corpo e Sangue de Cristo." (Cinco Livros = Desmascarando e Refutando a Falsidade)
"Somente como o pão que vem da terra, tendo recebido a invocação de Deus, não é mais pão comum, mas Eucaristia, consistindo de duas realidades, divina e terrestre, assim nossos corpos, tendo recebidos a Eucaristia, não são mais corruptíveis, porque eles têm a esperança da ressurreição." - "Cinco Livros = Desmascarando e Refutando a Falsidade - especificamente a Gnose". Livro 4,18; 4-5, cerca de 180 d.C.
Para finalizar, incluo uma frase de Santo Agostinho:
"Você deve saber que você tem recebido, vai receber, e que você deve receber diariamente. Aquele Pão que você vê no altar, tendo sido santificado pela palavra de Deus, é o Corpo de Cristo. O cálice, ou melhor, que está naquele cálice, tendo sido santificado pela palavra de Deus, é o Sangue de Cristo." - (Sermões [227, 21])
Espero sinceramente que Deus o (a) abençoe e lhe mostre a imensidão deste Mistério de Amor: A Sagrada Eucaristia, o PRÓPRIO CRISTO JESUS!



Fonte: http://www.veritatis.com.br/doutrina/sacramentos/981-a-presenca-real-de-jesus-na-eucaristia


Você também poderá gostar de:

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Adorar Deus sabado ou domingo? Parte 2

Adorar Deus sabado ou domingo? Parte 2
Não devemos nos basear na antiga aliança, apenas nas revelações de Deus no Antigo Testamento, mas não nas leis. Devemos nos basear no Evangelho, pois Deus veio a nós, se fez homem e fez novas todas as coisas, com a nova aliança da páscoa.
Jesus fez um milagre num sábado exatamente para abolir essa lei judaica(Mt 12,12-13)
Todos os outros protestantes que guardam o Domingo irão para o Inferno porque estão obedecendo Roma?
RESPOSTA:
Os adventistas dizem que sim, pois afirmam que todos os que não guardarem o sábado receberão o sinal da besta, Ellen White em O Conflito dos Séculos, p. 611, diz:"O sábado será a pedra de toque da lealdade... traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem"
Os Hereges Adventistas insistem em dizer que o decálogo é obrigatório, e assim, vivem na Antiga Aliança, afirmando que todos os não-sabatistas não cumprem com a lei.
O Antigo Concerto, porém, foi dado a Israel, que não o cumpriu. Veio Jesus, cumpriu a lei e realizou uma Nova Aliança, sob o qual estamos.
Uma vez que a verdade é absoluta, não podendo haver várias verdades como você explica o fato de os Adventistas terem se dividido em 5 ramos (hoje apenas os do sétimo dia têm uma importância maior?)
RESPOSTA:

Não existem varias verdades, mas uma única verdade chamada Jesus Cristo. Suas palavras são para sempre e nelas não existe nenhum engano.Todos hão de concordar com as palavras de (Jo 14,6) " Eu sou o caminho a verdade e a vida...".
Embora na antiguidade cristã tenha havido algumas poucas seitas heréticas (Arianos, Nestorianos, etc.), foi, sobretudo, a partir do século XVI que começou uma verdadeira mania de fundarem-se religiões ou igrejolas como se fundam clubes.
Há hoje mais de 50 mil, Tudo fruto do livre exame da Bíblia, inventado por Lutero.
Em nenhum tempo da História os homens receberam autoridade para alterar a obra fundada, planejada e inaugurada por Jesus Cristo.
" Todo Aquele que Divide Jesus é um Anticristo" ( 1 Jo 4,3 )
Como se explica o fato que existe uma nova Seita dos Adventistas a qual concorda com o fato de que você deve guardar o dia em que o Senhor ressuscitou dos mortos ?
RESPOSTA:
Contradição entre os Adventistas...
Pelos "cálculos bíblicos", desta seita da seita, esse dia foi um Sábado e não um Domingo Parece que o "espírito" da Elen White, baixou em outro "ungido" adventista. Mas há de se considerar que, naquela época se contavam os dias inteiros, independente da hora. Então Jesus morreu sexta (1° dia), sábado (2° dia) e domingo ressuscitou (3° dia) e a nova seita adventista concorda com isso.
Assim, o melhor a fazer é evitar falsas doutrinas pregadas por falsos pastores (Cf. 2Pd 2,1)
" Mas, ainda que alguém, nós ou um anjo baixado do céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado , que ele seja anátema." (Gl 1,8).
Uma vez que os Adventistas descendem diretamente do Protestantismo, por que a maioria das seitas protestantes não consideram os Adventistas Cristãos?
RESPOSTA:
Os adventistas descendem de uma Heresia, mas não são aceitos nem pela maioria dos Protestantes.
Logo podemos concluir que os adventistas, são os hereges dos hereges.
Fizerem da Bíblia a Mãe das heresias e continuam com a Sola Scriptura e livre interpretação!!!
OBS:Os demais Protestantes na hora de divulgar seu crescimento em números, convenientemente contabilizam também os Adventistas, como "irmãos Evangélicos", mas também os protestantes pentecostais, Luteranos, anglicanos, guardam o domingo e não o sábado e criticam debatendo contra o Adventismo.
Não faz sentido cultuar a Deus no ultimo dia da semana, devemos cultua-lo já no primeiro dia, pra já começar a semana na graça..Como foi no começo de uma nova vida em sua RESSURREIÇÃO.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Adorar Deus sábado ou domingo? Parte 1


Adorar Deus Sábado ou Domingo?(Parte 1)


Alguns pensam que a igreja católica se baseou no Imperador Constantino (272 – 327) para “mudar” o dia de adoração a Deus de sábado para domingo, mas podemos provar que antes mesmo do nascimento deste imperador, os cristãos já adoravam, e partiam o pão em memória do senhor no Dies Dominus – dia do senhor. O dia do sábado no Antigo Testamento lembrava também a libertação de Israel do Egito. No Novo Testamento recorda agora a Páscoa de Jesus e sua Ressurreição no domingo; por isso, a Igreja, desde os Apóstolos guarda o domingo como o dia do Senhor. (Dominus)
O Testemunho de Cristo, dos Apóstolos e do Espírito Santo
Vamos conferir também que os primeiros cristãos já adoravam a Deus no domingo.

Jesus aparece à primeira vez aos Apóstolos no domingo, no dia da Ressurreição.
Imaginem a alegria que os Apóstolos sentiram ao ver o Senhor Ressuscitado! Sobre
isto escreveu o Salmista:
"A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça da
esquina. Foi o Senhor que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos. Este é o dia
que fez o Senhor; regozijem-nos e alegremo-nos nele" (Sl 118,22-24). Ora, Jesus se
tornou a Pedra Angular no dia em que Ressucitou, o dia da Ressurreição "foi o Dia que
o Senhor fez".
-
Tertuliano: 160-220. No início do século III, Tertuliano chegou a afirmar que: “Nós (os cristãos) nada temos com o Sábado, nem com outras festas judaicas, e menos ainda com as celebrações dos pagãos. Temos nossas próprias solenidades: O Dia do Senhor... (On indolatry 14). Em “De oratione”(23). Tertuliano insistia na cessação do trabalho no Domingo como dia de culto para o povo de Deus.
A
Didaché, que é um dos documentos mais antigos da era cristã diz: "No dia do Senhor (no domingo) reuni-vos todos juntos para a fração do pão E dai graças (oferecendo a Eucaristia) depois de confessar os vossos pecados para que vosso sacrifício seja puro" (Didaché, XIV)Santo Inácio de Antioquia, no ano 107, diz aos cristãos de seu tempo que "de nenhuma maneira os cristãos devem sabatizar".
Portanto é bem falso afirmar que foi Constantino que em 313 decretou a mudança, pois não era o mesmo dia de adoração dos cristãos e dos judeus.
Conforme o Profeta Jeremias, em Seu novo pacto, o Senhor promete escrever a Sua Lei
no interior e no coração dos homens. E conforme Ozéias, no dia em que isto acontecer,
os homens O conhecerão. Ora, isto se cumpre exatamente num Domingo, quando o
Espírito Santo é dado aos Apóstolos (cf. Jo 20,19-23; At 2,1-4); pois é o Espírito Santo
que nos convence da vontade de Deus.
A segunda aparição do Senhor aos discípulos não é no Sábado, mas no novo "dia que o
Senhor fez" (cf. Sl 118,24), isto é, no Domingo (cf. Jo 20,26), dia em que Tomé o adora
como Deus (cf. Jo 20,29). Talvez temos aqui a primeira adoração cristã a Deus no dia
de Domingo.
O Culto Cristão acontece no domingo (cf. At 20,7; 1Cor 16,2). Os Sabatistas alegam
que a "Ceia do Senhor" não era uma reunião de culto. A Primeira Carta de São Paulo
aos Coríntios mostra claramente que a reunião da "Ceia do Senhor" era uma reunião de
culto. Basta verificar os capítulos 11 a 16.
No entanto muitos cristãos se viam tentados a judaizar, isto é, a observar as prescrições
da Lei de Moisés. Os Gálatas era um exemplo e por causa deles São Paulo dirige-lhes
uma epístola exatamente para tratar desta questão. E vejam a bronca que o Apóstolo dá
neles:
"Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi apresentada
a imagem de Jesus Cristo crucificado? Apenas isto quero saber de vós: recebestes o
Espírito pelas práticas da lei ou pela aceitação da fé? Sois assim tão levianos? Depois
de terdes começado pelo Espírito, quereis agora acabar pela carne?" (Gl 3,1-3).
Quem ainda duvidar de que São Paulo também estava se referindo à observância do
Sábado, então veja o que ele escreveu aos Colossenses:
"Que ninguém vos critique por
questões de comida ou bebida, pelas festas, luas novas ou sábados. Tudo isso nada
mais é que uma sombra do que haveria de vir, pois a realidade é Cristo" (Cl 2,16-17)
São Paulo confirma que o Antigo acordo (que incluía a observância do Sábado) foi
substituído pelo Novo acordo cumprido pela Morte e Ressurreição do Senhor Jesus (que
inclui agora o Domingo como o Dia do Senhor).
Em Levítico temos:
“Quando entrardes na terra que Eu vos dou, e fizerdes a colheita, levareis um feixe de espigas como primícias da colheita ao sacerdote que o agitará diante do Senhor, para
que vos seja aceito. O sacerdote o fará no dia seguinte ao sábado... é uma lei perpétua,
válida para os vossos descendentes, onde quer que habiteis. Contareis sete semanas
completas à partir do dia seguinte ao sábado, quando trouxerdes os feixes das espigas
agitados ritualmente. Contados assim cinqüenta dias até a manhã seguinte ao sétimo
sábado, oferecereis ao Senhor uma nova oblação...Nesse mesmo dia convocareis uma
assembléia litúrgica, e não fareis nenhum trabalho servil. É uma lei perpétua, válida
para vossos descendentes onde quer que habiteis.” (Levítico 23,9-21.)
Mais uma confirmação Bíblica de que o Domingo é o Dia do Senhor, está no Livro do
Apocalipse. Em Ap 1,10 São João escreve:
"Num domingo, fui arrebatado em êxtase, e
ouvi, por trás de mim, voz forte como de trombeta". A expressão que no português está
como "num domingo" no original grego está "té kyriaké hémerà", que significa "No Dia
do Senhorio"Temos aqui a palavra Kyriakos, sob a forma adjetivada, ou seja, como sendo pertença do Senhor. Originalmente essa palavra era usada com o sentido de imperial, algo que pertencia ao cezar romano. Os crentes primitivos aplicaram-na ao domingo, o primeiro dia da semana. Esse é o uso que se encontra em Didaché 14, e Inácio, Magn. 9, que foram escritos não muito depois do Apocalipse. Portanto, trata-se de uma forma adjetivada da palavra "Kýrios", (Senhor) e significa literalmente “que diz respeito ao Senhor”; “concernente ao Senhor”; “pertencente ao Senhor”; senhorial, e não “do Senhor”, como lemos em algumas das nossas traduções. Portanto, não se trata do senhorio que cobra o aluguer da casa (substantivo), mas da adjetivação do ato de ser Senhor sobre todos. Ora, aqui São João está dizendo que no Domingo, que é Dia do Senhor,
Deus lhe deu uma revelação. Se o Domingo não é o Dia do Senhor, por que São João
assim o indicou no Livro do Apocalipse?

Os Verdadeiros Cristãos guardam o dia de Domingo, o Dia do Senhor, e não o sábado dos judeus.
(Domingo vem do latim "Dominus," Senhor"),
Este dia é guardado porque foi nele que Cristo ressuscitou.
Nele que Cristo recriou o mundo após haver passado o sábado libertando os justos presos no Inferno (Mt 28,1; Mc 16,2; 16,9; Lc 24,1; Jo 20,1). Em II Cor 5,17, Paulo fala da Nova Criação realizada em Cristo. Se o Sábado celebrava a primeira criação, o domingo celebra a segunda criação, a nova aliança.
Cristo é o Senhor do Sábado, maior que o sábado e com poder de modificá-lo à vontade (Mc 2,28).
Foi também NO DOMINGO que o Senhor apareceu aos discípulos pela primeira vez (Jo 20,19). E no domingo seguinte, oito dias depois, a São Tomé (Jo 20,26).
O sábado era usado NÃO para a reunião dos cristãos, mas sim para ir procurar os judeus e evangelizá-los, levando-os a conhecer Nosso Senhor Jesus Cristo (At 13,14; At 13,42; At 13,44; At 17:2).
Sempre foi no domingo, e NÃO no sábado, que os discípulos se reuniram, como podemos ver em At 20,7 e 1Cor 16,2.
É verdade que a Igreja procurava evangelizar no Sábado. Mas é também verdade que, até ao ano 70, os cristãos
vindos do judaismo iam ao Templo. Paulo não proibe celebrar o Sabado como tal; entende que tal não pode ser imposto (como, aliás, se deve entender também o Domingo - como não imposto, mas como necessidade do cristão). Assim, até ao ano 70 d.c., quem queria celebrar também o Sábado, celebrava.
Até ao ano 70 d.c., o cristianismo era tido como mais um movimento judaico entre outros. A cisão surge defenitiva após a tragédia do ano 70, com a escola rabinica de Jamnia.
Portanto, é verdade que também aos sábados os cristãos iam ao templo. Mas iam ao templo judaico na medida em que se consideravam judeos (judeo-cristãos). No caso dos cristãos vindos do paganismo, essa questão nem se colocava, o que provocou o primeiro concilio da Igreja, o concilio de Jerusalém.
Foi igualmente no domingo que São João recebeu o livro do Apocalipse (Ap 1,10)
O sábado era apenas uma figura do domingo, uma sombra do que veio depois, assim como os sacrifícios de bichos no Templo dos judeus eram figura do Sacrifício de Cristo na Cruz e a proibição de certas comidas era figura da proibição do pecado aos cristãos.
É por isso que São Paulo diz aos Colossenses:
"Ninguém, pois, vos condene pelo comer ou pelo beber... ou dum sábado, coisas que são sombra do que virá" (Cl 2,16). Se sábado fosse tão importante Jesus falaria aos discípulos para guardá-lo, e em nenhum momento no Novo Testamento temos a guarda do sábado. Continua...


Autores: Renato e Rui Miguel
Leia também:  Adorar Deus sabado ou domingo? Parte 2
 
Ex-pastor adventista desmascara falsas profecias de Elen White

sábado, 7 de maio de 2011

Páscoa: Vê-se pela aragem quem vem na carruagem


         
Ao chegar uma antiga diligência, o «ar» de quem vinha lá dentro podia dizer muito sobre quem era tal gente…
            Os passos excitados das «visitas pascais» (ou «compasso»), pelas ruas ou pelos montes, parecem anunciar: vem aí gente nova – e tem bom ar!
Mas uma aragem inquietante. Já os evangelhos falam de gente apressada, de perguntas, de contradições, de medos, de experiências estranhas, de suspiros de alívio…
E a personagem principal deixa-nos de olhos esbugalhados: rodeado triunfalmente por uma guirlanda de rendas e flores… mostra-se Jesus crucificado!
É bem o símbolo da condição humana: a vida é mistura de prazer e dor. Mas agora, surge uma promessa cheia de optimismo: na linha do mais profundo desejo do ser humano, a «vida imperfeita» desabrocha em «vida perfeita», pondo a render o próprio sofrimento e morte. Uma aragem de novo mundo, que traz seiva nova às nossas alegrias, que nas próprias tristezas se vão enroscar e crescer e florir.
            Mas não andarão «os crentes» a fugir deste mundo, onde queremos (e devemos) gozar o nosso modo de existir? Não andarão a querer persuadir-se de que a morte é apenas uma «peripécia» da vida?
            A aragem diz-nos que Jesus não foi aniquilado pela morte. E diz-nos que homens e mulheres normais fizeram a experiência da «nova aragem» (a «ressurreição» de Jesus não pode ser comprovada historicamente, mas já se pode comprovar a seriedade intrínseca destas experiências, pelos tempos fora).
            A «carruagem» continua a inquietar os seres humanos, até porque muita gente ignorante ou comodista não aprova novas maneiras de ver a realidade e de viver.
            Se temos fé em alguém, é porque apreendemos que essa confiança não só é razoável como sobretudo dá sentido à vida (por isso diz S. Paulo: «se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé», 1 Coríntios,15,17). Ao fazer-nos bem, ao contribuir activamente para a felicidade no mundo, a fé religiosa mostra o dinamismo que possui.
Em vez do ar pesado de condenados à morte, ganhamos uma aragem que harmoniza Deus e a humanidade. Deus deixa de ser «estraga-vidas», empecilho para a inteligência e afectividade, para ser o «duplo» nas nossas aventuras.
O discurso de Pedro anuncia esta experiência de integridade do ser humano, em que se afirma o valor da vida de cada qual. A consciência das falhas («pecados») torna-nos capazes de reconhecer perante os outros o mau procedimento e que estamos dispostos a ter cada vez mais «bom senso» (e por isso, todos têm que ser capazes de perdoar «até 70x7» – ou seja, sem traçar limites mas também sem fazer vista grossa ao que está mal feito).
É claro, não falta quem use perfumes inebriantes para enganar os curiosos. «Pelos frutos os conhecereis», alerta Jesus.
            Mas Jesus não deu um código de leis para o que é permitido ou proibido. Tinha tanta fé na Humanidade, que apenas quis libertar o desejo universal de ser feliz – que só é bem sucedido se fazemos os outros felizes. E que o presente só é cabalmente vivido se nos lançamos para o futuro, um futuro que estará sempre à nossa frente.
          Por isso, a Páscoa é sempre um dia bonito. Em que acompanhamos a cruz engalanada, respirando vida, amizade, saudade e alegria.

MANUEL ALTE DA VEIGA
m.alteveiga@netcabo.pt  

Para ler os artigos online e ter acesso à bibliografia básica e curriculum, escreva Liturgia Pagã no motor de busca Google. Pode ainda usar o seguinte endereço:

terça-feira, 3 de maio de 2011

O SACRAMENTO DO BATISMO


O Sacramento do batismo

A Igreja adota o significado dado por Nosso Senhor e S. Paulo na epístola aos Efésios. Jesus disse: “Quem não nascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5). O Apóstolo falando da Igreja, diz que Cristo “a purificou pela ablução da água na palavra”(cf. Ef 5,26). Pelo sentido destas palavras podemos definir com acerto e brevidade, que o Batismo é um “Sacramento de regeneração pela palavra na água”.

Necessidade
O Batismo declarou Nosso Salvador ser absolutamente necessário para todos os homens. Suas palavras são as seguintes: “Quem não renascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3,5).Se alguém disser que o batismo é livre, ou seja, não necessário à salvação: seja anátema (excomungado). (Concílio de Trento ano 1545 a 1563 VII, V sobre o batismo). É importante deixar claro que o batismo da Nova Aliança era diferente do Batismo de João, o Batista. O batismo de João era uma preparação para o caminho do Senhor, não imprimia na alma de quem o recebia um caráter inapagável, que vem do Espírito Santo. Já a partir do batismo feito a Jesus,que no momento veio o Espírito Santo, o batismo era feito já para consagração e ensinamento às pessoas e inapagável na alma.“Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”(Mt 28,19).Se alguém disser que o batismo de João tinha a mesma força que o batismo de Cristo: seja anátema(excomungado). (Concílio de Trento ano 1545 a 1563 VII, I sobre o batismo).

Matéria e forma
Não há restrição quantoao tipo de água, desde que seja pura:
Matéria ou elemento deste Sacramento é qualquer espécie de água natural, seja de mar, de rio, de banhado, de poço ou de fonte, uma vez que possa simplesmente chamar-se água sem qualquer restrição (Cat Rom II,II,VII).(...)Em termos claros e singelos, de fácil compreensão para todos, deve os pastores ensinar que a forma exata e completa do Batismo é a seguinte: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo” (Cat Rom II, II, XIII).


Épocas da instituição e promulgação do Batismo

Devemos distinguir o momento em que Cristo instituiu o batismo daquele em que o batismo tornou-se Lei geral para todos. A Igreja ensina que o batismo foi instituído por Cristo quando conferiu à água a virtude de santificar; e o fez na ocasião em que deixou-se batizar no Jordão por João Batista. Com efeito, esta doutrina é confirmada pelos Santos Doutores da Igreja: Nosso Senhor recebeu o Batismo, não porque precisasse de purificação, mas para que ao contato com o Seu Corpo puríssimo as águas se purificassem, e adquirissem a virtude de purificar. (Santo Agostinho, Sermão 135). Todos os escritores eclesiásticos concordam em dizer que o Batismo foi colocado depois da Ressurreição de Nosso Senhor, quando Ele ordenou aos Apóstolos: “Ide, ensinai todos os povos, batizai-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28,19). O provam ainda as palavras autorizadas de S. Pedro: “[Deus] nos fez renascer à esperança da vida, pela Ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1Pd 1,3). Confirma S. Paulo: “[Cristo] entregou-se a Si mesmo por ela [a Igreja], para santificá-la, purificando-a no banho da água pela palavra” (Ef 5,25).

Ministros
ordinários do batismo são os bispos e presbíteros, os ministros extraordinários são os diáconos e os ministros de emergência são qualquer pessoa.


Batismo infantil


Por que batizar uma criança se ela não tem pecados? Bem, se o batismo só pode ser feito em adultos, pois criança não tem pecado, então porque Jesus deixou-se batizar se ele não tinha pecado? Uma das razões é para que possa a criança, desde já, tirar o pecado original, aquele que ja foi colocado em todos nós pela origem (por Adão e Eva) mas o mais óbvio, para consagrar a criança a Deus.
Se a criança de colo então morre, ela não vai pro céu se não foi batizada para tirar o pecado original? Claro que não! A criança de colo vai para o céu sim, afinal, o pecado original é um pecado por nós contraído e não cometido, uma criança não tem má fé em pecar, somente a partir de uma idade onde já conhecemos o pecado e as leis de Deus. Então, devemos tirar o pecado original da criança(os pais devem ter essa noção), porém não é só pra isso que serve o batismo, também para consagrar a criança de colo como filho de Deus, e “colar” em sua alma a infusão de Deus e os dons do Espírito Santo com suas Virtudes, Jesus disse: "
Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu?13Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. 14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”. Neste versículo Jesus pede que jamais neguemos as crianças a Ele, e por isso desde criança de colo deve ser consagrada a Deus. Essa é a diferença entre o batismo a uma criança e a um adulto, o adulto tem obrigação total de saber que deve ser batizado, a criança não tem essa noção, por isso os pais devem batizá-la consagrando-a como filho (a) de Deus. O batismo às crianças não é com relação à morte, mas sim a toda vida que há de vir. "Deixai as crianças, e não queirais impedí-las de vir a mim, porque destes tais é o reino dos céus"(Mt 19,14).Jesus de cara, já diz a importância das crianças IREM a Ele, por isso o Batismo por ser Sacramento de regeneração sempre na Igreja foi ministrado às crianças. Desta forma, os pais cristãos devem reconhecer que esta prática corresponde também à sua função de alimentar a vida que Deus a eles confiou, ou seja, esse filho que Deus os confiou.

Alguns testemunhos dos Santos Padres, primeiros cristãos, sobre o batismo infantil:
Ele (Jesus) veio para salvar a todos através dele mesmo, isto é, a todos que através dele são renascidos em Deus: bebês, crianças, jovens e adultos. Portanto, ele passa através de toda idade, torna-se um bebê para um bebê, santificando os bebês; uma criança para as crianças, santificando-as nessa idade... (e assim por diante); ele pode ser o mestre perfeito em todas as coisas, perfeito não somente manifestando a verdade, perfeito também com respeito a cada idade (Santo Irineu, ano 189 - Contra Heresias II,22,4).Onde não há escassez de água, a água corrente deve passar pela fonte batismal ou ser derramada por cima; mas se a água é escassa, seja em situação constante ouem determinadas ocasiões, então se use qualquer água disponível. Dispa-se-lhes de suas roupas, batize-se primeiro as crianças, e se elas podem falar, deixe-as falar. Se não, que seus pais ou outros parentes falem por elas (Hipólito, ano 215 - Tradição Apostólica 21,16). A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar Batismo mesmo às crianças. Os apóstolos, aos quais foi dado os segredos dos divinos sacramentos sabiam que havia em cada pessoa inclinações inatas do pecado (original), que deviam ser lavadas pela água e pelo Espírito (Orígenes, ano 248 - Comentários sobre a Epístola aos Romanos 5,9). Do batismo e da graça NÃO devemos afastar as crianças (São Cipriano, ano 248 - Carta a Fido).

Ensinamentos do Concílio de Trento sobre o batismo infantil:

Se alguém disser que ninguém deve ser batizado a não ser na idade em que Cristo foi batizado ou no momento da morte: seja anátema. (Conc. Trento VII,12 sobre o batismo. Denzinger 1625). Se alguém disser que as crianças, depois de receber o batismo, pelo fato de não terem o ato de fé, não podem ser contadas entre os fiéis e que, portanto, é necessário rebatizá-las quando chegam à idade da discrição, ou se disser que é preferível deixar de batizar essas crianças, que não crêem por um ato pessoal, a batizá-las só na fé da Igreja, seja anátema. (Conc. Trento VII,13 sobre o batismo. Denzinger 1626).
Depois de grande, a pessoa deve receber o sacramento da confirmação de filho de Deus, que é o crisma.

autor: Renato Silveira


fonte de estudo:
http://veritatis.com.br/doutrina/sacramentos/635-o-sacramento-do-batismo http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=doutrina&artigo=20041107144101&lang=bra

Leia também:

sábado, 23 de abril de 2011

A caminho do vitória pascal



Resumo do artigo
Este artigo trata do percurso de Jesus desde a entrada em jerusalém até à ressurreição. Mostra como a parábola dos homicidas contada à entrada de Jerusalém é um anúncio da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Mostra também como o povo em Jerusalém, rejeitou o Senhor depois de ouvir palavras de salvação. Aborda o Julgamento de Jesus perante Pilatos e a escolha que o Povo tinha que fazer entre dois messianismos: o de Barrabás(do aramaico Bar Abbas: "filho do pai") e o de Jesus. Resume o caminho desde a condenação até à cruz e como Simão de Cirene ao lado de Jesus, transportando a Cruz parecem significar o Homem e Deus transportando a Cruz das nossas vidas. Termina com a ressurreição do Senhor.
Páscoa

A pregação de Jesus dava-se majoritariamente na Galiléia, onde as pessoas entusiasmadas pelo poder da sua palavra e vendo as suas obras acreditavam nele(Lc 5,32). Jesus distinguirá algumas destas pessoas (outras acreditaram nele e seguiram-no), na parábola do semeador, como aquelas que ouvem com alegria, mas como não tem raíz acreditam por algum tempo e afastam-se na hora da provação (Mt 13,18-23; Mc 4,13-20;Lc 8,11-15).

Na última ida de Jesus a Jerusalém, antes da sua cruxifixão Jesus entrou triunfal na cidade em cima do jumentinho e o povo ficou em alvoroço(Mt 21,1-11). Uma das primeiras parábolas que o Senhor proclama é a parábola dos vinhateiros homicidas (Lc 20, 9-19). Esta parábola, não é mais que um resumo da história dos profetas enviados por Deus ao povo de Israel (a vinha), muitas vezes mortos e rejeitados (um exemplo é João Baptista, entre outros profetas que tiveram o mesmo fim), personificados pelos servos enviados aos vinhateiros e de um prenúncio do que iria acontecer, com a cruxifixão do Senhor em jerusalém, com o Filho (o próprio Jesus) enviado pelo Senhor da vinha ao seu povo escolhido. No final o Senhor termina:
«A esses o que lhes fará o senhor da vinha? Virá, exterminará os vinhateiros e entregará a vinha a outros».
Nesta última parte em itálico Jesus parece querer anunciar o aparecimento da Igreja, o novo povo escolhido e Universal de Deus, que iria surgir depois da ressureição de Cristo. Por ser das primeiras, ganha especial significado. Jesus parece querer desde logo anunciar o que irá acontecer.

Em Jerusalém terra de profetas, o povo maravilhava-se com a sua doutrina. São várias as passagens dos evangelhos, que nos dão testemunho disso (Mt 22,22; Mt 22,33; Mc 12,37;), no entanto tal como o povo da Galileia, também este povo parece ouvir com alegria, mas como não tem raíz neles mesmos, acreditam por algum tempo e afastam-se na hora da verdade. Sintomático disso mesmo é a escolha do povo, incitada majoritariamente pelos saduceus (os sumo-sacerdotes do templo e nem tanto os fariseus que embora, fossem muito visados por Jesus, tinham alguns pontos de concordância com a doutrina de jesus, como é o caso da ressureição dos mortos. Nicodemos é um exemplo da simpatia de um fariseu com a doutrina de Jesus), para que Jesus fosse crucificado e Barrabás (do aramaico Bar Abbas: "filho do pai") libertado. Aquele povo que tinha visto milagres e prodigios, palavras de sabedoria divina e que com alegria as tinha escutado, no entanto escolhia um salteador e um assassino, pertencente a um grupo de resistestes contra o poder romano (não se pode afirmar que fossem zelotas, como por vezes é afirmado, pois os grupos organizados dos zelotas só aparecem, pouco antes da primeira guerra judaica em 66 D.C.), provavelmente uma figura proeminente dos mesmos. Segundo aquilo que se pode apurar (segundo Flávio Josefo no seu livro Antiguidades), estes grupos propunham libertar Israel do poder romano, tal como algumas figuras proféticas, que apareciam naqueles tempos, anunciando libertações divinas espetaculares. É provável que Barrabás fosse uma dessas figuras, com pretensões Messiânicas. Em abono da verdade, o costume da libertação de um preso a pedido do povo a quando da Páscoa não aparece narrado em nenhuma fonte Judaica (Flávio Josefo, Fílon, a Misná e o Talmude), nem nas fontes romanas e por isso existem algumas dúvidas quanto à autenticidade histórica deste acontecimento narrado nos evangelhos. No entanto as fontes romanas citam inúmeros casos pontuais em que uma autoridade libertava alguém a pedido do povo («Jesus: uma Biografia» de Armand
Puig). Independentemente deste facto este acontecimento é profético: Barrabás representava um tipo de Messianismo, rejeitado por Jesus durante toda a sua pregação. O povo só tinha de escolher que tipo de Messianismo queria: um secular representado por Barrabás, ou um Messianismo, dirigido à purificação da pessoa e do Templo representado por Jesus. Sabemos qual foi a escolha do Povo:
«A Pedra que os construtores rejeitaram, transformou-se em pedra angular» (Mt 21, 42).
Jesus foi condenado.

Habituei-me a ver nos evangelhos a relação que Deus tem conosco. Jesus há dois mil anos era o «Deus conosco», mas a forma com que o Deus visível, em Jesus, se correlacionava e agia entre o povo, não é diferente da forma como o Deus invisível dos dias de hoje se relaciona com as pessoas. Ao contrário de João Baptista que fazia a sua pregação esperando que as pessoas fossem ao seu encontro, Jesus é um profeta itinerante que vai ao encontro dos pecadores, para os redimir. Assim também faz Deus com o homem nos dias de hoje. A história da Bíblia não é um conjunto de acontecimentos ao acaso, que acontecem é claro segundo a contingência temporal humana, mas todos tem um sentido profético. No caminho para a crucifixão os guardas romanas fazem com que Simão de Cirene, ajude Jesus a carregar a Cruz que leva aos ombros. Esta é uma imagem magnífica. Homem e Deus lado a lado parecem querer significar a cruz que temos de suportar durante as nossas vidas. Aquele acontecimento que à partida parece ser forçado, e aleatório, acontecendo segundo a contingência, parece ser a vontade Deus de nos dizer que podemos ter esperança, porque nunca carregaremos a nossa cruz sozinhos. Haverá sempre Deus a nos ajudar a carregar a nossa cruz.
O que aconteceu depois já conhecemos: Jesus é crucificado. Aquilo que à partida parecia uma derrota, ao fim do terceiro dia torna-se numa grande vítória, consumada na ressurreição. O que diz Jesus aos seus discípulos, mantém-se actual para todos os seus discípulos dos dias de hoje:
«Tende coragem eu venci o Mundo» (Jo 16,33)
Uma boa Páscoa.

por Vítor Ribeiro
Artigos relacionados:

Quinta-feira Santa: refletindo sobre humildade no dia de Lava-pés
Sexta-feira Santa: Contemplando a Cruz!
Importância da cruz de Jesus
Domingo de Ramos

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sexta-feira Santa: Contemplando a Cruz!

Contemplando a Cruz

 
Diversos sentimentos podem nos ocorrer ao olharmos para a imagem de um crucifixo. Alguns podem se sentir mal ao verem a face de Cristo ensanguentada e uma expressão de dor. Realmente não é agradável ver alguém com pregos nas mãos e nos pés, uma coroa de espinhos na cabeça e fios de sangue escorrendo pelo corpo...

“Ele não tinha aparência nem beleza para atrair nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo.Desprezado e rejeitado pelos homens, homem do sofrimento e experimentado na dor;como indivíduo de quem a gente esconde o rosto, ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele” Isaías 53,2-4.

Ouvi uma vez alguém dizer com desdém, ao olhar para um crucifixo: - Creio em Jesus que está vivo..! - querendo assim demonstrar que seria incoerente contemplar Jesus crucificado.
Gostaria de expressar outro ponto de vista: O Filho de Deus ressuscitou! Venceu a morte e não está mais na cruz, reinando agora no céu! Mas, antes passou por grandes sofrimentos, que não podem ser, de maneira nenhuma, esquecidos. E tudo pelo seu grande amor por toda a humanidade: não podemos perder de vista o sacrifício de Cristo que passou por todo o calvário para nos salvar!


Quando contemplo a cruz vejo a força do amor de Deus . Sim , Ele morreu por mim, porque me ama!!! É isso que eu sinto ao olhar para o crucifixo.... AMOR!!!! Deus que veio até nós, como ser humano e divino ao mesmo tempo, passou pelas nossas dores e aflições e por isso nos compreende . Desta forma, ao passarmos por dificuldades e angústias podemos olhar para a cruz e sabermos que Jesus está conosco, que melhor do que ninguém sabe nos entender. Seria diferente se tivéssemos apenas a imagem de Jesus com uma coroa na cabeça, um cetro de Rei nas mãos e um manto real sobre os ombros...

É por isso que o amo a cada dia mais! Porque não teve medo de ser humilhado por nós: cuspido e caçoado, e ainda orou pelos seus inimigos: “Pai perdoa-lhes. Eles não sabem o que fazem”.


“Todavia eram as nossas doenças que ele carregava, eram as nossas dores que ele levava em suas costas. E nós achávamos que ele era um homem castigado, um homem ferido por Deus e humilhado. Mas Ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes. Caiu sobre Ele o castigo que nos deixaria quites; e por suas feridas é que veio a cura para nós.” Isaías 53, 4-5.

Que nesta sexta-feira possamos contemplar a cruz verdadeiramente para que possamos nos sentir verdadeiramente amados e confortados!
Um final de semana santo e abençoado pra vc e toda a sua família!

Sandra Aguiar
autora do blog Cotidiano Espiritual
sandrareag@yahoo.com.br

Na cruz com Cristo - Flavinho




Quinta-feira Santa: refletindo sobre humildade no dia de Lava-pés


O dia de hoje nos convida à humildade em nossas atitudes perante a vida. Os valores de Deus são inversos a muitos outros que podemos observar em nosso cotidiano. O esforço de ser maior diante das pessoas, redimindo-as, humilhando-as e mostrando a elas o quanto você é mais capaz não significa virtude e maioridade diante de Deus. A dinâmica de Cristo é inversa! Se Ele, sendo Deus, estando presente junto ao Pai desde a criação do mundo, humilhou-se, enquanto filho obediente de Deus, por amor a Deus e a nós, e assumiu uma condição humana, humilde, simples e pobre, quem somos nós, ao querer ser maior, vangloriando-se da fraqueza dos outros?
O que mais importava a Jesus era pregar o amor humilde e misericordioso de Deus, ao olhar para os mais pecadores e amá-los, perdoando-os e aceitando-os como filhos muito amados de Deus e mostrando a eles que, em Deus encontrariam força pra recomeçar uma nova vida, distante das maldades e plena em amor!
Peçamos a Deus a graça de reconhecer que entre todos nós, aquele que for o menor, assumindo a humildade de amar, perdoar, suportar e viver uma vida segundo a vontade de Deus, esse será muito amado por Deus, por isso o maior: Maior em humildade e amor a Deus e ao próximo!



Uma Santa e Abençoada Semana Santa a você e sua família!
Abaixo evangelho e canção para refletir.
Um grande abraço em Cristo!
Luciane Vecchio 

Evangelho (Lucas 9,46-50)
Naquele tempo, houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. Jesus sabia o que estavam pensando, pegou então uma criança, colocou-a junto de si e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.
João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco”. Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.

Humano Demais - Pe Fabio de Melo



Domingo de Ramos

Hosana, Hosana


Neste domingo, teremos a celebração que inicia a Semana Santa: o Domingo de Ramos. A começar pela procissão, podemos dizer que se trata de um domingo todo especial. Ainda mais, nesse domingo ouvimos a leitura de dois evangelhos: um antes da procissão (que conta a entrada em Jerusalém) e outro que, como de costume, vem depois das leituras e dentro da Igreja (que conta toda a história da Paixão).

Começamos a celebração escutando o primeiro evangelho com os ramos nas mãos. E, da mesma forma que aquele povo, nós também aclamamos a Jesus como Senhor da nossa vida. Quando cantamos “Hosana”, estamos dizendo que esse Jesus é aquele em quem acreditamos, pois é aquele que esperávamos para nos salvar. E há tantas coisas em que necessitamos salvação...Veremos a seguir dois pontos-chave.


Em primeiro lugar, impressiona que nosso Salvador entre em Jerusalém sobre um burrinho. Já se perguntaram por que ele escolheu esse bichinho orelhudo e não um cavalo bem bonito? Pois é, foi para não correr o risco de parecer com os guerreiros de sua época. Quando um conquistador tomava uma cidade à força, entrava pelo portão montado em um grande cavalo. Por isso, entraram montado em um burrinho mostra que o plano de Jesus está muito longe de qualquer tipo de violência: Jesus acreditava, vive e morre pela paz. O que deseja é ganhar os corações e não forçar ninguém a nada. Assim, a celebração do Domingo de Ramos nos ensina que a Salvação que Jesus nos oferece está muito longe de qualquer tipo de violência.

Em segundo lugar, está toda a leitura do segundo evangelho, que não nos deixa fugir de uma realidade da vida: o sofrimento. Jesus nos amou e nos ama por isso sofreu nas mãos daqueles que optaram pela violência e pela falta de amor. Contudo, enfrentou essa provação sendo fiel ao seu plano de amor e não condenou ninguém, nem renegou ao amor sendo violento. Tudo o que padeceu, padeceu perdoando e tentando convencer os que o maltratavam a se converterem. Com isso, nosso Senhor nos ensina que há duas maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento: ou se paga o mal com o mal, ou se paga o mal com o bem. Ele escolheu a segunda maneira.

Então, quando estivermos na celebração do Domingo de Ramos segurando nossos raminhos, vamos nos lembrar que estamos assumindo um compromisso com Jesus. Estamos dizendo a Ele que nós aceitamos a salvação que Ele nos oferece. Por isso, viveremos da mesma forma que Ele, rejeitando todo tipo de violência e pagando o mal com o bem. Assim, esse ramo que levaremos de volta para nossa casa terá de ser sinal de nosso compromisso com a paz mesmo diante desse ambiente tão violento.


Autor: André Bressane de Oliveira
Extraído da Revista Mensageiro do Coração de Jesus, , vol. 117, n. 1289, p. 7-8, Abr. 2011.













terça-feira, 28 de setembro de 2010

Unção dos enfermos(antiga extrema unção)

Unção dos enfermos
Às vezes fico impressionado como ainda há desconhecimento no meio católico com relação a muitos temas de nossa fé. Ainda hoje há católicos que acham que se uma pessoa recebe a Unção dos Enfermos é porque vai morrer. Não sei se isto é falta de esclarecimento ou falta de interesse em saber o que é verdade e o que é mito sobre este Sacramento.
O Sacramento da Unção dos Enfermos é uma graça muito especial do Senhor para os seus filhos. Na verdade este Sacramento não é para quem está morrendo e sim para quem está correndo risco de morte. Não é um ritual onde o sacerdote encomenda a alma da pessoa, a Unção dos Enfermos é um Sacramento de cura, conforme a orientação de São Tiago:

“Alguém está enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes faram oração sobre ele, ungindo-o com óleo em Nome do Senhor. A oração de fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Se ele cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados.” São Tiago 5, 14-15

A providencia divina nos acompanha em todos os momentos de nossa vida. Desde o nascimento até o fim de nossa existência nesta terra, Deus preparou oportunidades de santificação e salvação. Os Sacramentos foram instituídos visando nossa salvação e a Unção dos Enfermos é muito especial e eficaz, pois visa a cura do corpo e da alma, e ainda perdoa os pecados.
Entendo que falta na maioria paróquias um trabalho voltado para os enfermos, não estou dizendo que este trabalho não existe, o que falta é a implantação deste em muitas das nossas comunidades. As pessoas ainda tem medo de chamar o sacerdote quando um parente fica gravemente doente ou necessita passar por uma cirurgia, pois pensam que ao fazer isso será o mesmo que condenar esta pessoa a morte. Mas é exatamente o contrário! Ao receber o Sacramento da Unção dos Enfermos a pessoa está sendo destinada a cura e a vida.
Deus não é o autor da enfermidade e nem da morte, estas duas existem por causa da fragilidade do homem, conforme nos ensina o livro da Sabedoria 1,13. Mais para frente o Livro da Sabedoria vai dizer também que a morte entrou no mundo por inveja do diabo. Deus cria a vida, e o diabo nos invejando por causa do carinho que Deus nos dispensa e invejando Deus pela sua grande glória, cria a morte. É impressionante como esse sujeito é desengonçado e trapalhão! Ele tenta imitar Deus, e nunca consegue, ele queria ser Deus, coitado! Uma comparação que faço é que Deus e o diabo são dois churrasqueiros, Deus vem e nos serve aquela picanha maravilhosa, bem temperada. O diabo não quer deixar por menos, mas vem e nos oferece carne moída. Será sempre assim, e é triste saber que tem muita gente comendo carne moída achando que é o melhor que se pode comer.
Agora, imagine se na sua paróquia existisse uma equipe que além de apenas levar a Sagrada Eucaristia aos enfermos em suas residências, se empenhassem também em levar estes esclarecimentos, que incentivassem as pessoas a entenderem e acolherem o Sacramento da Unção dos Enfermos? Se esta equipe realizasse encontros, palestras, missas voltadas para os nossos irmãos enfermos e seus familiares. E quem sabe neste momento o Senhor esteja lhe tocando e inspirando a começar este trabalho tão lindo em sua comunidade?
Engana-se quem pensa que este Sacramento foi inventado pela Igreja, Jesus já havia o instituído e enviava os discípulos a ministrá-lo:
“Eles então saíram para proclamar que o povo se convertesse. Expulsavam muitos demônios, ungiam com óleo muitos enfermos e os curavam.”
São Marcos 6, 12-13.
A Igreja, pela missão que recebeu do seu Esposo, apenas continua o trabalho começado por ele.
O projeto inicial de Deus para nós é e sempre foi de vida plena, sem doença, sem choro, sem morte. Infelizmente por causa de nossos pecados, constantemente este projeto é ameaçado pela violência, acidentes, doenças, etc. Geralmente pedimos saúde e paz em nossas orações. Mas, quando somos atingidos por um mal que pode nos levar a morte física e até mesmo a morte espiritual, o Sacramento da Unção dos Enfermos “entra em cena” para nos auxiliar neste momento. Deus sabe de nossas dificuldades e providenciou meios de cura e salvação além da fé. Até porque é impossível receber este sacramento sem fé. O único impedimento para se receber este Sacramento é no caso da pessoa ser perseverante publica e abertamente no pecado. Tanto que até mesmo uma pessoa não católica pode receber este Sacramento, claro que neste caso ela não vai receber a Sagrada Comunhão, mas, é possível ministrar o Sacramento também, por exemplo, a um enfermo de confissão protestante. Alguém pode dizer que estou dizendo para se ter fé no Sacramento e não em Deus. Mas isso é uma tremenda ignorância, pois todo Sacramento é a Presença Real de Deus materializada. No Batismo, Deus nos assume como filhos e concede a condição de herdeiros, no Matrimonio, Deus materializa sua presença através da comunhão e da intenção do casal. No Sacramento da Unção dos Enfermos é a mesma coisa! Todo Sacramento contêm Deus, ou seja, em todo Sacramento, Deus é e está verdadeiramente. Não preciso nem falar da Eucaristia não é?

Vejamos quem pode receber o Sacramento da Unção dos Enfermos:
• Os fiéis que adoecem gravemente por enfermidade ou velhice
• Os fiéis que serão submetidos a uma operação cirúrgica sempre que uma doença seja a causa da intervenção.
• As pessoas de idade, cujas forças se encontrem sensivelmente debilitadas, mesmo que não se trate de grave enfermidade.
• As crianças que tenham atingido tal uso da razão que possam encontrar conforto no Sacramento.
• Os doentes privados dos sentidos ou do uso da razão, desde que se possa crer que provavelmente a pediriam, se estivessem em pleno uso das faculdades.
• Sob condição. Os fiéis de cuja morte se tem dúvida.
Vejamos também os efeitos que a graça deste Sacramento nos confere:
• A união do doente com a paixão de Cristo, para seu bem e o bem de toda Igreja.
• O reconforto, a paz e a coragem para suportar de forma verdadeiramente cristã os sofrimentos da doença ou da velhice.
• O perdão dos pecados, se o doente não puder obtê-lo pelo Sacramento da Reconciliação.
• O restabelecimento da saúde, se isto convier a salvação espiritual.
• A preparação para a passagem à vida eterna.
Portanto, tenhamos a confiança de que se Deus é o Deus da vida, os Sacramentos por ele instituídos também o são.
Se por acaso, de acordo com a sabedoria de Deus a pessoa que for ungida por este Sacramento vier a falecer, a nossa certeza é de que ela estará apta a receber sua herança e contemplar Deus face a face!
Precisamos incentivar as pessoas a compreender e querer receber este Sacramento tão valioso. Talvez você tenha um parente em condições de perigo de morte e até agora não tinha se dado conta de que a Igreja tem também uma graça especial para as pessoas que se encontram nesta situação. Talvez um de seus avós, pais, tios, vizinhos estejam necessitando receber a Unção dos Enfermos e até agora não apareceu ninguém para oferecer isso a ela. Talvez esta seja a sua missão neste dia. Levar a cura e a Salvação para a vida de uma pessoa.
Por ser um Sacramento que só pode ser ministrado por um Sacerdote, converse hoje com seu pároco. Se a pessoa é jovem e está doente ou precisará passar por uma cirurgia, converse com o padre, peça para ele fazer uma visita a essa pessoa. Ele mesmo irá avaliar e concluir se esta pessoa realmente necessita receber o Sacramento. Talvez esta pessoa já tenha recebido a Unção em algum momento da vida, mas com o tempo ficou doente de novo, essa pessoa pode receber o Sacramento novamente.
Quantas pessoas já morreram sem ao menos saber a verdade sobre a Unção dos Enfermos? Quantos de nossos irmãos não são ungidos porque a família o privou disso por medo da pessoa morrer?
Hoje você conhece um pouco melhor sobre este magnífico Sacramento, e hoje você é um pouco mais responsável pela salvação dos nossos irmãos enfermos.


Lúcio Marciano - lucio_marciano@yahoo.com.br

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que é o Crisma? É bíblico?



O que é o Crisma?



A importância

“Tendo ouvido que a Samaria acolhera a Palavra de Deus, os Apóstolos, que estavam em Jerusalém, enviaram-lhes Pedro e João. Estes, descendo até lá, oraram por eles a fim de que recebessem o Espírito Santo. Pois Ele ainda não descera sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus. Então começaram impor-lhes as mãos, e eles recebiam o Espírito Santo” (At 8,14-17).
A Confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais firmemente a Cristo, tornar mais sólida a nossa vinculação com a Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada das obras.
A Confirmação, como o Batismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou indelével; razão pela qual só se pode receber este sacramento uma vez na vida. 


Aprofundando...


Na confirmação do Batismo ou Crisma, o batizado reafirma sua fé em Cristo, sendo ungido durante a cerimônia, recebendo os sete dons do Espírito Santo. A unção é feita pelo Bispo ou padre autorizado, com óleo abençoado na quinta-feira da Semana Santa.
É um sacramento instituído para dar oportunidade a uma pessoa - que foi batizada por decisão alheia e que tem, perante a Igreja, compromissos assumidos por outras pessoas em seu nome diante da pia batismal – de confirmar o desejo de ser membro da família cristã dentro da Igreja Católica e de reafirmar aqueles compromissos, depois de atingir a “idade da razão”.
Simplificadamente, a cerimônia consiste na renovação das “promessas do batismo”, mediante perguntas do Bispo, que em geral a preside, feitas em voz alta e do mesmo modo respondidas pelo crismando perante a comunidade.
Como o batismo, o Crisma também imprime caráter, podendo ser ministrado apenas uma vez a cada pessoa.
Por ser um ato de afirmação de compromissos, a pessoa pode jamais receber o crisma ou, indo participar da cerimônia, deixar de confirmar esses compromissos.
De qualquer modo, quem não foi crismado ou quem se recusou a renovar os compromissos do batismo, pode fazê-lo em qualquer tempo.
O Crisma é, portanto, um sacramento dependente, complementar ao batismo, já que não tem qualquer significação se ministrado a quem não tenha sido batizado. 
Postado por: Renato Silveira - tato2112@itelefonica.com.br 
Autor do Blog Cotidiano Espiritual

Fontes: wikipédia e www.cleofas.com.br

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Como fazer uma boa confissão

Como fazer uma boa confissão

INTRODUÇÃO
A Confissão é o meio certo para eu receber o perdão de meus pecados. Foi Jesus quem deu aos padres o poder de perdoar os nossos pecados. Jesus falou: "A quem vocês perdoarem os pecados, os pecados serão perdoados. (Cf. João, 20, 19-23). Só a confissão bem feita é que perdoa os pecados. Para a confissão ser bem feita, eu preciso:
• Do EXAME para eu achar os meus pecados.
• Do ARREPENDIMENTO para eu ter mágoa de ter desobedecido a Deus (Lc. 18,13; Mt.26,75; Lc. 15,21)
• Do PROPÓSITO e da vontade séria de não querer pecar mais
• Da CONFISSÃO para eu contar os pecados ao padre
• Da SATISFAÇÃO para eu rezar ou fazer aquilo que o padre indicar
PECADO ESQUECIDO na confissão fica perdoado se eu fiz bem o Exame de Consciência. PECADO ESCONDIDO na confissão NÃO FICA PERDOADO e eu NÃO POSSO COMUNGAR: tenho de fazer outra Confissão. Está errado pôr comida limpa em prato sujo. Está errado receber Jesus na Comunhão num coração sujo de pecado grave. Primeiro a gente lava o prato e depois põe a comida. Primeiro eu tenho de lavar a minha alma com uma confissão bem feita, depois recebo a Jesus na Comunhão. (1 Cor. 11,23-29).
ANTES DO EXAME DE CONSCIÊNCIA
Oração: "Meu Senhor e meu Deus, dá-me LUZ para conhecer os meus pecados, e GRAÇA para deles me arrepender. Minha Mãe Imaculada, São José, meu pai e senhor, meu anjo da guarda, intercedei por mim. Amém."

EXAME DE CONSCIÊNCIA
(O melhor será, para fazer uma confissão ÍNTEGRA, anotar em um papel à parte, os pecados a serem confessados)
• Há quanto tempo não me confesso?
• Deixei, em alguma confissão anterior, algum pecado grave sem confessar?
• Deixei de rezar de manhã e de noite?
• Faltei à Santa Missa aos domingos e dias de Preceito?
• Fiquei fora da Igreja ou não prestei atenção?
• Fui à Santa Missa com roupas indecentes?
• Cheguei tarde a Sta. Missa, por culpa própria?
• Deixei de guardar o jejum e abstinência de carne nos dias prescritos pela Igreja?
• Por minha culpa, rezei mal, conversei na Igreja?
• Deixei de estudar a Religião?
• Li algum tipo de literatura contra a fé católica?
• Duvidei de alguma verdade da Fé, perdi a Fé em Deus?
• Tive vergonha de demonstrar minha Fé Católica?
• Deixei de ajudar a Igreja com o dízimo?
• Freqüentei outras religiões ou seitas?
• Fui ao Espiritismo, umbanda, benzedeiras?
• Acreditei em horóscopos, tarôs, búzios, sortilégios etc.?
• Falei o nome de Deus sem respeito?
• Jurei por Deus, jurei falso?
• Blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus?
• Fiz promessas e não as cumpri?
• Deixei de fazer a Páscoa (Confissão e Comunhão)?
• Sem necessidade, trabalhei nos domingos e dias de Preceito?
• Desobedeci, fui malcriado, xinguei meus pais?
• Ofendi gravemente meus irmãos ou outras pessoas?
• Entristeci, de alguma forma, a meus pais?
• Desleixei a educação de meus filhos?
• Deixei de corrigi-los?
• Dei-lhes mau exemplo?
• Tratei mal minha esposa (meu esposo)?
• Fui grosseiro (a) em casa?
• Pensei mal, falei mal dos outros?
• Falei mentiras, fiz fofocas, fiz intrigas?
• Caluniei os outros em coisas graves?
• Roguei pragas a alguém?
• Briguei sério com alguém?
• Neguei-me à reconciliação?
• Guardei raiva, desejei ou cometi vinganças?
• Ofendi alguém com palavras pesadas?
• Agredi alguém?
• Prejudiquei gravemente a alguém?
• Desejei mal a alguém?
• Descuidei de minhas obrigações profissionais ou familiares?
• Fui culpado em levar alguém a pecar?
• Convidei ao pecado?
• Maltratei os animais?
• Prejudiquei a natureza?
• Por querer, olhei e pensei coisas indecentes?
• Conversei li ou assisti coisas indecentes?
• Não afastei os desejos de cometer atos impuros?
• Cometi atos impuros no meu corpo?
• Cometi atos indecentes com outras pessoas (solteiras, casadas, do mesmo sexo ou de outro sexo)?
• Tirei a honra de alguma garota?
• Provoquei a alguém a fazer atos indecentes comigo?
• Usei roupas indecentes?
• Fui ocasião de pecado?
• Participei de divertimentos perigosos para a moral?
• "Fiquei" com alguém?
• Namorei só para aproveitar-me?
• Pedi "prova de amor" à namorada (o)?
• Entreguei-me ao (à) namorado (a)?
• Namorei pessoas casadas, divorciadas?
• Usei meios imorais para "controlar" a gravidez (pílulas, DIU, ligadura de trompas, vasectomia, preservativos)?
• Fiz aborto?
• Aconselhei ou ajudei de alguma forma, alguém a abortar? (*)
• Traí, ainda que por pensamentos ou desejos, minha esposa (meu esposo)?
• Roubei alguma coisa importante?
• Ainda não restituí?
• Comprei coisas roubadas?
• Ainda as tenho comigo?
• Dei prejuízo grave a alguém e ainda não paguei?
• Comprei e não paguei, pedi emprestado e não devolvi?
• Gastei dinheiro a toa, fui ganancioso?
• Caí no vicio do jogo?
• Fui guloso?
• Comi ou bebi demais, embriaguei-me?
• Usei qualquer tipo de droga?
• Disse mentiras?
• Caluniei alguém?
• Por querer, abandonei os estudos ou o trabalho?
• Passo o tempo vadiando?
• Confessei-me mal, escondendo pecados?
• Comunguei com pecado grave?
• Pequei, dizendo: "depois me confesso?"
Obs.: (*) A Igreja considera o aborto provocado, qualquer que seja o método, um pecado gravíssimo. Sua pena é a excomunhão a quem o realiza e a todos os que nele tomam parte, conscientemente (mulher, marido, amante, pai, familiares, amigos, médicos, farmacêuticos, enfermeiras, parteiras etc.- @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm } -->

A CONFISSÃO DOS PECADOS
Depois do EXAME, rezo assim:
"Meu Deus, venho pedir perdão de meus pecados. Imploro vossa Misericórdia e vossa Graça para fazer, agora, UMA BOA CONFISSÃO. Amém".
Depois, vou ao sacerdote digo quanto tempo faz da última Confissão, ACUSO-ME com clareza dos pecados que consegui recordar-me no Exame de Consciência. Escuto as orientações e conselhos do sacerdote. Antes de receber a ABSOLVIÇÃO DOS PECADOS, rezo o ATO DE CONTRIÇÃO:
"SENHOR JESUS, FILHO DE DEUS, TENDE PIEDADE DE MIM QUE SOU PECADOR(A)!"

APÓS A CONFISSÃO
Volto para a Igreja, REZO A PENITÊNCIA que o sacerdote me indicou, e agradeço a Deus pelo perdão recebido. VOU MUDAR DE VIDA:
• Rezar todos os dias (Mt. 6,6-13)
• Viver os mandamentos (Lc. 18,18-23)
• Seguir a Jesus (Jo. 14,15-17)
• Ler coisas boas (2Tim. 3,16)
• VOU ME CONFESSAR COM FREQUÊNCIA.
• Fugir do pecado (Mt. 26,41)
Dom Antonio Carlos Keller, Bispo de Frederico Westphalen - RS

Leia também os sacramentos:
 
Cotidiano Espiritual. Design by Wpthemedesigner. Converted To Blogger Template By Anshul Tested by Blogger Templates.