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Nosso objetivo é estudar e divulgar artigos para reflexão de todos aqueles que tem no sentido de tua existência: fazer o bem e seguir aquele que é a essência do verdadeiro amor e santidade: Jesus Cristo! Abraços em Cristo!








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Livro: Quem é Maria para nós?
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Manifesto pela razão no cristianismo-o problema da linguagem teológica

Linguagem unívoca e equivoca



Quem nos tenha seguido até aqui, deve ter reparado que chegámos a um ponto delicado na nossa abordagem ao problema da linguagem teológica, do “falar sobre Deus”. Vimos que, por um lado, é necessário falar de Deus e, por outro, é impossivel uma linguagem que fale dele de modo exato, adequado, perfeito, como fazemos em relação às realidades contingentes, mensuráveis, justamente porque Deus é incomensurável. O que dele podemos conhecer pela razão, apenas o conhecemos pelos entes contingentes, mantidos no ser pelo Ser Necessário, sendo que Este confere aos entes todas as suas perfeições, conforme vimos.


Que linguagem usar então?

Uma linguagem de sentido unívoco refere-se a conceitos que, quer aplicados a um objeto, quer a outro, significam, sob o mesmo modo e sob o mesmo aspecto, a mesma coisa: são identicos, e se identificam como equivalentes, mudando apenas o objeto visado. Em teologia, significaria referir a Deus o mesmo sentido que têm na linguagem comum, ordinária.


Temos depois a linguagem equívoca. Neste tipo de linguagem, os conceitos, embora conservem a mesma forma linguistica, referem-se com sentidos diferentes em relação a diferentes objetos, por exemplo “o homem casa com a mulher” e “a casa é grande”. Neste caso, dá-se uma equivocidade nos sentidos, embora a forma linguistica permaneça.

Poderemos usar da linguagem unívoca para falar de Deus? A linguagem unívoca suprime aquela distância infinita entre Criador/criado. Escutemos, com atenção, S. Tomás: “todo o efeito que não é proporcional à potencia da causa agente (Deus) tira uma semelhança do agente, não segundo a sua natureza, mas imperfeitamente, de maneira que aquilo que nos efeitos se encontra dividido e múltiplo, na causa é simples e uniforme (…) todas as perfeições das coisas, que nas criaturas são fragmentárias e múltiplas, em Deus preexistem em simples unidade. Assim, pois, quando um nome que indica perfeição é aplicado a uma criatura, significa essa perfeição como algo distinto das demais (…), por exemplo, quando o termo sádio é atribuido ao homem, indica-se uma perfeição diferente da essência do homem, da sua força, da sua existência (…). Quando, ao invés, atribuimos esse nome a Deus, não queremos indicar alguma coisa diferente da sua essência, da sua força ou do seu ser. Por isso, nenhum nome é atribuido a Deus em sentido unívoco” (S. Tomás, Summa theologiae I, 13, 5). Torna-se fácil concluir que a utilização de uma linguagem unívoca iria conduzir ao panteismo.

E sobre a linguagem equívoca? Nesse tipo de linguagem, os significados são totalmente diferentes, a ponto de, se se afirmar algo sobre Deus, nem se pode saber, de facto, nada sobre o significado do termo, quando aplicado a Deus, justamente porque, diz-se, a linguagem teológica nada tem a ver com a linguagem não-teológica. Ora, a equivocidade é, assim, mais perigosa do que a unívocidade, na medida em que torna inteligivel e até absurdo qualquer discurso sobre Deus. Deste modo, ela conduz, mediatamente, ao ceticismo, ao agnosticismo e ao ateismo. E conduz a isso, justamente porque “nada se poderá conhecer ou demonstrar a respeito de Deus partindo das criaturas” (S. Tomás, idem). Se assim fosse, o ato de crer teria que ser reduzido a mera crendice supersticiosa, fácilmente a negação teórica de Deus seria imparável, pois, como se viu, é a partir das criaturas que se chega, pela razão, ao Principio.


Linguagem analógica

Resta-nos a linguagem analógica. Explica-nos S. Tomás que “esse modo de comunicação coloca-se a meio caminho entre a pura equivocidade e a simples univocidade, porque nos nomes analógicos não se dá uma noção única, como nos unívocos, nem totalmente diferente, como nos equívocos; o nome que analogicamente se aplica a mais de um sujeito significa diferentes proporções em relação a uma mesma coisa” (Idem). Assim, vemos que os conceitos análogos, quando aplicados a um objeto e a outro, possuem um significado em parte identico e em parte diverso. Veja-se, por exemplo, quando se diz “o homem vive” e “a rosa vive”. Neste caso, a vida é um conceito análogo, pois ambos, homem e rosa, participam da vida, mas a vida de que participam não é a mesma, mas sim diversa (vida animal e humana e vida vegetal).

Ora, o mesmo sucede na utilização dos conceitos quando aplicados a Deus. Só podem possuir um sentido análogo, mas não unívoco nem, muito menos, equívoco. Ou seja, conceitos dotados de significados em parte identicos e em parte diferentes. E isto, como temos vindo a refletir, é bem consequênte com o facto de, entre criatura e Criador ocorrer uma relação de dependência total. “A analogia assenta na relação de semelhança entre duas realidades (…): o que de uma é dito em sentido próprio, da outra é dito em sentido análogo, se esta está numa relação à primeira que sob algum aspecto ou em algum grau participa na essência da primeira, sem no entanto ser idêntica a ela. É, como vimos, o que se passa entre Criador e criatura (analogia entis) por força da participação no ser” (António Vaz Pinto, Ateismo e Fé, 8, 6, b).


Via positiva, via negativa e via eminencial no método da analogia

Vimos que, pela razão, só chegamos a falar de Deus, dos Seus atributos, partindo das perfeições da criaturas. Porém, nem todas as perfeições criadas podem ser atribuidas a Deus do mesmo modo. Nos entes, encontramos perfeições simples, e perfeições mistas.

As perfeições simples são aquelas que não incluem nenhuma imperfeição na sua essência e que não se limitam a nenhum grau de ser. Por exemplo, a bondade pode ser atribuida a Deus em modo formal e eminente.

As perfeições mistas são aquelas perfeições que, na sua própria noção, incluem imperfeição. Por exemplo, pensemos em “racionalidade”. Esta perfeição da racionalidade, própria do homem, não pode ser atribuida formalmente a Deus, uma vez que a racionalidade humana, procedendo por raciocinios, é uma formma de inteligência, mas essêncialmente imperfeita. Mas aquilo que ela tem de perfeição não pode deixar de estar contido em Deus. Só pode derivar dele. Assim, trata-se de uma perfeição que se atribui a Deus, não de modo próprio, mas eminente. A inteligência, perfeição simples, já se pode atribuir a Deus não só de modo eminente, mas também de modo formal.

Mas, e olhando de novo para as perfeições simples, estas, nas criaturas são sempre limitadas. Em Deus, pelo contrário, elas se realizam de forma ilimitada. Por isso, aplicando-as a Deus, negamos-lhe o seu limite, finitude.
A partir daqui, S. Tomás refere-nos as chamadas “três vias” nas perfeições atribuidas a Deus. São elas:
Via afirmativa – Faz-se uma afirmação de tipo positivo (ex. Deus é bom);
Via negativa – Faz-se uma afirmação de tipo negativo, no sentido de que determinada perfeição em Deus não é como se encontra nas criaturas (ex. Deus não é bom);
Via eminêncial – Afirma-se que as perfeições que com Ele se identificam e lhe são predicadas (perfectio praedicata), exluidas as imperfeições, realizam-se de modo infinito, eminente (ex. Deus é bondade).


Os predicados atribuidos formalmente – res praedicandi et modus praedicandi

Já acenámos a um aspecto a considerar, quando vimos acima que “olhando de novo para as perfeições simples, estas, nas criaturas são sempre limitadas. Em Deus, pelo contrário, elas se realizam de forma ilimitada. Por isso, aplicando-as a Deus, negamos-lhe o seu limite, finitude”
Isto leva-nos inevitavelmente a ter que ver ainda melhor o nosso falar, mesmo nas perfeições simples. Vejamos as perfeições que, num outro artigo, vimos acerca dos entes: unidade, bondade, verdade, beleza e realidade.

São todas perfeições simples, atribuidas a Deus de forma formal e eminênte. Mas, já sabemos, a bondade das criaturas é diferente em grau, em modo, da bondade predicada de Deus. Esta é, em Deus, ilimitada, e nos entes, limitada. Então, temos que fazer uma distinção no ato de predicar algo a Deus, não é?

E fazemos!! Por exemplo, quando se predica a Deus a bondade, predica-se segundo “o que significa” (res praedicandi), mas não segundo o “modo como se predica” (modus praedicandi). Que quer isto dizer? O modus praedicandi, o modo como se predica, designa o modo finito, limitado, como conhecemos e concebemos a bondade. Nesse modo, só às criaturas pode ser aplicado, uma vez que jamais conseguimos captar a modalidade efetiva desse sentido de bondade em Deus, o modo como em Deus se predica. Em Deus, só conhecemos “o que se predica”, mas não o “modo como se predica”.

Assim, as perfeições simples, predicadas a Deus de modo formal, se predicam a Deus apenas segundo o que essas perfeições significam. O modo como significam, só se predica às criaturas, porque só esse conhecemos de facto.

Esclarecendo melhor a distinção, podemos afirmar que o res praedicandi, o que significa, designa o significado mesmo, ilimitado. O modus praedicandi, o modo como se predica, designa a representação, o modo humano de significar, sempre ligada ao concreto da nossa finitude espacial e temporal. Assim, o significado do predicado afirma-se de Deus em sentido próprio, embora só o conheçamos por analogia.


Sentido impróprio, simbólico e metafórico

É comum, na nossa linguagem religiosa e mesmo bíblica, serem usadas expressões tais como “Leão de Judá”, ou “sol da Vida”, entre outras. Ora, trata-se de expressões que, ao inverso das anteriores, se aplica em sentido próprio, não a Deus, mas às criaturas, e a Deus só se aplicam em sentido impróprio.

Findo este aspecto da linguagem teológica, vamos avançar no proximo artigo para os atributos de Deus, vendo até onde pode ir a razão humana.
Já agora, desculpem o facto de ter sido “xato pra cacete”… o pior é que eu gosto de ser assim… é doença mesmo kkkkkkkkkkkk

segunda-feira, 13 de junho de 2011

JULGAR: falar do próximo

JULGAR: FALAR DO PRÓXIMO



Tomo a liberdade de refletir, com este texto, sobre o ato de falar do próximo. Apóio-me na visão de que todo ser humano é único, porém inacabado, ou seja, constrói, desenvolve-se a cada dia por meio das situações que vivencia.

Quando falamos sobre alguém, pressupõe-se que construímos um conhecimento sobre essa pessoa. Tal processo é comum, pois é uma característica humana buscar conhecer e compreender tudo o que envolve nossa vida direta e indiretamente. Entretanto, o grande desafio está em sermos humildes e inteligentes a ponto de não considerarmos nossos conhecimentos, os quais nos esforçamos para construir, como verdades absolutas e únicas, renunciando à vaidade do conhecer e da compreensão plena para darmos lugar à vontade e ao olhar iluminado por Deus diante das pessoas e fatos.

Jesus disse: “Não julgueis, e não sereis julgados. Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. (Mateus 7, 1-2).  Tal ensinamento é algo mais profundo do que um simples “falar de alguém”. Quantas vezes julgamos em nossos pensamentos sem partilhá-los com alguém e, posteriormente, vemos quão grande foi nossa injustiça e quão diferente está ou é essa pessoa em relação ao que havíamos pensado em tempos anteriores? Dessa forma oculta, estamos também deixando o ensinamento de Jesus de lado, mesmo sem exterioriza-lo.
Quantas vezes nos arrependemos do que pensamos e falamos, mas em nossa mente, o orgulho nos permite ainda pensar: “Bom, agora mudo minha visão porque “fulano” mudou, naquela época estava certo de dizer aquilo. Será?

Cometemos erros, muitos erros com nossos julgamentos. O temor aos ensinamentos de Deus bastaria para nossa mente se calar e nossa língua não pecar no exercício de proferir conceitos construídos de forma fechada e limitada sobre alguém, independente de serem construtivos ou destrutivos.

"Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão”. (Mateus 7, 1-5).

Por meio da nossa razão é possível perceber que, pelo temor e obediência aos ensinamentos de Deus, Ele quer, antes de tudo, não nos permitir ser traídos pelos nossos próprios atos, diante de atitudes que nos condenará e nos ridicularizará por meio de palavras e conceitos fechados e proferidos sobre alguém, pois esse “alguém” está em plena construção de sua existência assim como nós estamos em processo de construção de vida, de humanidade e crescimento, cometendo erros e acertos.

Além do temor, Deus nos incentiva à humildade. A humildade nos faz reconhecermo-nos limitados sobre nossos conhecimentos. Se nós mesmos não nos conhecemos completamente (nossos limites, reações, sentimentos, etc.), “quem dirá” conhecer o outro a ponto de falar com propriedade do mesmo.

Alguns teóricos dizem que as pessoas são, no mínimo, vistas de três dimensões: o que pensam que são, o que os outros pensam que são e aquilo que realmente são. Saberíamos dizer o que pensam que somos? Impossível sabermos isso de todos que falam sobre nós, mas podemos ter alguns resquícios de respostas. E o que pensamos que somos? Isso talvez tenhamos conhecimento. E o que realmente somos? Essa resposta em sua plenitude pertence a Deus.

Por mais que tentemos compreender a verdade sobre alguém, muito nos escaparia. Uma multidão não conseguiu enxergar sequer um valor naquela mulher adúltera que seria apedrejada (cf. João 8, 3-11). Somente Jesus conseguiu atingir um conhecimento pleno daquela mulher, reconhecendo-a em sua totalidade e não somente por alguns fatos que cometera. Cristo enxergou o seu valor, o seu coração, a sua verdade. E com o seu olhar e sua misericórdia não somente a fez acreditar novamente em si própria como fez também os que condenavam perceberem-se em sua totalidade, portanto, também como pecadores.
Por que somente Cristo enxergou a verdade plena? Porque Ele é a Verdade e a Vida (cf. João 14,6). Por isso as pessoas que buscam a Deus preenchem, pouco a pouco, o vazio de suas vidas, por estar em sintonia com aquele que é a vida e a verdade, que nos deu a vida e que nos conhece plenamente.

Todavia, por mais próximo dos ensinamentos e da vontade de Deus que seja nossa trajetória de vida, ainda não conheceremos totalmente a Deus (enquanto estivermos em nossa vida terrena). Com isso, a nossa verdade e, consequentemente, a verdade plena sobre o outro ainda não será possível. Só será possível no regresso de Cristo (I Tessalonicenses 5,23) a nós. “Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá”. (I Coríntios 13,10).

A moção humana em conhecer a verdade, a nossa essência, nossa missão e o por que de nossa existência bem como a verdade sobre os outros é extremamente importante para percebermos o quanto em Deus podemos ter muitas respostas e sermos guiados pelos caminhos da vida plena. Mas é preciso que essa busca incessante de todo homem caminhe junto com a humildade e o temor a Deus para que nossas palavras e julgamentos não nos traiam e condenem.
Para utilizarmos de nossa expressão, não seria melhor falarmos sobre situações e julgarmos fatos ao invés de julgarmos pessoas, as quais em situações diversas expressam-se diferentemente e a cada dia se modificam e crescem por meio de suas vivências?

Que Deus nos conceda a humildade de nos enxergarmos pequenos e limitados diante da Verdade, que busquemos crescer em espírito e sabedoria por meio da busca diária e incessante da verdade em Deus, amando o próximo como a si mesmo e deixando o julgamento para aquEle que o saberá realizá-lo baseado nas verdadeiras Verdade e Justiça.

“Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo, e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem”. (João 5, 26-27).


O olhar de Cristo esteja a cada dia mais em nossos corações e ações,
Reflita, se possível, na letra da música abaixo,
Deus abençoe,

Luciane Vecchio

Leia também:
Letra e Vídeo da MÚSICA: Humano Demais


Eu fico tentando compreender / O que nos teus olhos pôde ver / Aquela mulher na multidão
Que já condenada acreditou / Que ainda havia o que fazer / Que ainda restara algum valor
E ao se prender em teu olhar / Por certo haveria de vencer
E assim fizeste a vida / Retornar aos olhos dela / E quem antes condenava / Se percebe pecador
Teu amor desconcertante / Força que conserta o mundo / Eu confesso não saber compreender
Sou humano demais pra compreender / Humano demais pra entender / Este jeito que escolheste
De amar quem não merece / Sou humano demais pra compreender / Humano demais pra entender / Que aqueles que escolheste / E tomaste pela mão /
Geralmente eu não os quero do meu lado
Eu fico surpreso ao ver-te assim / Trocando os santos por Zaqueu / E tantos doutores por Simão
Alguns sacerdotes por Mateus / E, mesmo na cruz, em meio à dor / Um gesto revela que tu és
Te tornas amigo do ladrão / Só pra lhe roubar o coração
E assim foste o contrário, / O avesso do avesso / E por mais que eu esforce
Não sei bem se te conheço / Tu enxergas o profundo / Eu insisto em ver a margem
Quando vês o coração / Eu vejo a imagem












quarta-feira, 1 de junho de 2011

Quanto mais se avança no conhecimento e fé em Deus, maior é a sensação de indignidade?

Por que quanto mais se avança no conhecimento e fé em Deus, maior é a sensação de indignidade?

Quanto mais noção se tem, de modo bem existencial, do imenso Amor deste Deus que vive eternamente, e que tudo dá a vida, quanto mais nos abeiramos da poderosa e sublime e imensa santidade do nosso Deus, mais clara, evidente e iluminada fica a pobreza moral do sujeito, mesmo que não seja muita.

Uma pequena falta, no inicio do caminho, parece não ser nada. Mas, à medida que a Luz aumenta de intensidade, devido ao caminho cristão, e à aproximação "dessa luz imensa que é Deus" (irmã Lucia, Fátima, 1917), essa falta, essa imperfeição ganha contornos subjetivos (leitura e interpretação do sujeito) mais negros, mais visíveis, pois quanto maior é a aproximação do Amor, mais evidente se torna a gravidade do desamor.
Por isso, bem que diz Isaias: "Ai de mim, estou perdido! Com efeito, sou homem de lábios impuros, e vivo no meio de um povo de lábios impuros, e os meus olhos viram o Rei, Iahweh dos Exércitos" (Is 6,5).

Se é o Senhor o critério único, final, pleno, de avaliação das ações morais, pois bem, à medida que Ele se torna mais "próximo", mais clara fica a gravidade do desamor (gosto de substituir pecado por desamor). A nossa pequena ofensa, ingratidão, ganha pesos infinitos diante da infinita bondade e santidade de Deus. 

Lembram-se da parábola daquele homem que rezava no Templo, junto ao altar, agradecendo por ser justo e não como o resto dos homens, e outro estava na entrada pedindo perdão, pois nem ousava levantar os olhos? Bem sabem quem foi, segundo diz Jesus,  justificado! Atendendo ao que agora foi dito, podemos interpretar de modo mais profundo, intimo, espiritual, esta parábola. O tal justo da parábola não fez aproximação a Deus, não se lhe descobriu, ou não se lhe tornou perceptível o seu pecado, por mais pequeno que seja. E por quê? Porque, quanto mais nos aproximamos de Deus, maior é a sensação de indignidade. E a realidade de Deus exige que esta sensação seja um facto, a ponto de se dizer:
 
 "Sim, sou muito indigno; simplesmente nem tinha noção do quanto indigno sou, justamente porque não tinha noção do quanto Belo Sois; por isso, a Vossa Beleza inesgotável, fonte de qualquer beleza, reduz a um aborto moral o que, à partida, era uma coisa que nem se percebia.
 
Mas, seremos nós, para Vós, abortos morais? De facto, somos. Somos miséria, caducidade, contingência, à beira do nada. Mas, muda tudo de figura quando descobrimos, Senhor Deus, que na Pessoa do teu verbo abraçaste, amaste e assumiste em absoluto o que somos. Até chegaste ao cúmulo, Tu, que és a fonte de toda a santidade, de aceitares seres batizado no batismo de penitência de João Batista, afim de seres contado entre os pecadores. Ficou claro para nós o sentido desse batismo. Mas o teu batismo (mergulho) não ficou por aqui. Aceitastes, assumistes a morte; o Teu Verbo entrou na nossa morte, Ele que É autor e fonte de todo o existir, de toda a vida. Agora, até a nossa morte se tornou divina, pois ao sofrer e morrer, sei que sofro inserido em Ti, pois a nossa morte se tornou Vossa. Seja Vossa Senhor, a nossa noite. 

Sem Vós NADA podemos fazer. Pena seja, Senhor Deus, que seja tão difícil nos recordarmos disto.
Mas Vós nos amais, não como deveríamos ser, mas como somos.

Faze-nos recordar hora a hora, minuto a minuto, esse Vosso amor por nós. Pois assim, tudo, dores, alegrias, cansaços, problemas, tudo será vivido como uma dádiva, e assim aquele paraíso original, por Vós desejado para nós, mas nunca possuído de fato, começará a acontecer na vida, e a nossa vida, cheia do Vosso Amor, será o mais belo jardim, regado pelo rio do Vosso Espírito.

Que pena, Senhor, que os homens não percebam que não é fábula, nem mito, nem coisa de gente fraca de mente, acreditar em Vós. Pois que, se existes necessariamente, criastes não por determinismo, mas por Suprema liberdade - criaste por Amor.

O teu apóstolo diz que És Amor. Pois o amor é entrega. Mas se o Teu Amor é sem medida, então que morra em nós qualquer ideia de um deus altivo, sentado no trono, distante, e cresça em nós a ideia de um Deus INFINITAMENTE POBRE, DADO, ENTREGUE, OFERECIDO, DESPOJADO, ESVAZIADO DE SI.

Por: Rui Miguel Silva (PORTUGAL) – autor do Blog Cotidiano Espiritual

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sábado, 7 de maio de 2011

Páscoa: Vê-se pela aragem quem vem na carruagem


         
Ao chegar uma antiga diligência, o «ar» de quem vinha lá dentro podia dizer muito sobre quem era tal gente…
            Os passos excitados das «visitas pascais» (ou «compasso»), pelas ruas ou pelos montes, parecem anunciar: vem aí gente nova – e tem bom ar!
Mas uma aragem inquietante. Já os evangelhos falam de gente apressada, de perguntas, de contradições, de medos, de experiências estranhas, de suspiros de alívio…
E a personagem principal deixa-nos de olhos esbugalhados: rodeado triunfalmente por uma guirlanda de rendas e flores… mostra-se Jesus crucificado!
É bem o símbolo da condição humana: a vida é mistura de prazer e dor. Mas agora, surge uma promessa cheia de optimismo: na linha do mais profundo desejo do ser humano, a «vida imperfeita» desabrocha em «vida perfeita», pondo a render o próprio sofrimento e morte. Uma aragem de novo mundo, que traz seiva nova às nossas alegrias, que nas próprias tristezas se vão enroscar e crescer e florir.
            Mas não andarão «os crentes» a fugir deste mundo, onde queremos (e devemos) gozar o nosso modo de existir? Não andarão a querer persuadir-se de que a morte é apenas uma «peripécia» da vida?
            A aragem diz-nos que Jesus não foi aniquilado pela morte. E diz-nos que homens e mulheres normais fizeram a experiência da «nova aragem» (a «ressurreição» de Jesus não pode ser comprovada historicamente, mas já se pode comprovar a seriedade intrínseca destas experiências, pelos tempos fora).
            A «carruagem» continua a inquietar os seres humanos, até porque muita gente ignorante ou comodista não aprova novas maneiras de ver a realidade e de viver.
            Se temos fé em alguém, é porque apreendemos que essa confiança não só é razoável como sobretudo dá sentido à vida (por isso diz S. Paulo: «se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé», 1 Coríntios,15,17). Ao fazer-nos bem, ao contribuir activamente para a felicidade no mundo, a fé religiosa mostra o dinamismo que possui.
Em vez do ar pesado de condenados à morte, ganhamos uma aragem que harmoniza Deus e a humanidade. Deus deixa de ser «estraga-vidas», empecilho para a inteligência e afectividade, para ser o «duplo» nas nossas aventuras.
O discurso de Pedro anuncia esta experiência de integridade do ser humano, em que se afirma o valor da vida de cada qual. A consciência das falhas («pecados») torna-nos capazes de reconhecer perante os outros o mau procedimento e que estamos dispostos a ter cada vez mais «bom senso» (e por isso, todos têm que ser capazes de perdoar «até 70x7» – ou seja, sem traçar limites mas também sem fazer vista grossa ao que está mal feito).
É claro, não falta quem use perfumes inebriantes para enganar os curiosos. «Pelos frutos os conhecereis», alerta Jesus.
            Mas Jesus não deu um código de leis para o que é permitido ou proibido. Tinha tanta fé na Humanidade, que apenas quis libertar o desejo universal de ser feliz – que só é bem sucedido se fazemos os outros felizes. E que o presente só é cabalmente vivido se nos lançamos para o futuro, um futuro que estará sempre à nossa frente.
          Por isso, a Páscoa é sempre um dia bonito. Em que acompanhamos a cruz engalanada, respirando vida, amizade, saudade e alegria.

MANUEL ALTE DA VEIGA
m.alteveiga@netcabo.pt  

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

A História da Igreja : Pedro a pedra da Igreja



Resumo
Este artigo faz um breve resumo da História da Igreja ao longo dos tempos. Tenta de forma abreviada comparar as tribulações da Igreja com as tribulações de Pedro. Veremos como as tribulações de Pedro e as suas 3 negações são remediadas pela graça e perdão divino, tal como as pequenas ou grandes negações dos membros da Igreja e mesmo dos seus líderes, como era Pedro, tem também o perdão divino de Deus. Este perdão tal como aconteceu com Pedro ocorre tantas vezes quantas as negações dos membros da Igreja e nada nem ninguém vai alterar a promessa de Cristo: «as portas do inferno não prevalecerão sobre ela». O artigo conclui que esta a Igreja Católica é de facto o meio de salvação privilegiado de Deus, onde a verdade (ou seja Cristo Nosso Senhor) abunda. 
No meio protestante vemos uma contestação permanente contra o papado, dizendo que o papa ocupa um lugar que não foi instituído. Que Jesus não instituiu o papado e fez de todos os discípulos iguais. Esta igualdade existe de facto, como irmãos em Cristo, é uma dignidade que não é dada mais a uns ou a outros, mas a cada um é dado as suas funções, segundo o seu carisma e a Pedro foi dado o poder de ligar e desligar tudo na Terra, de ser a pedra e líder da Igreja. A Paulo foi dado um carisma próprio da Igreja a de evangelizar, por territórios estrangeiros e a Pedro ele ouvia. Os protestantes tem o desplante de dizer que Cristo se referia a si próprio, como sendo a pedra. Uma vulgar mentira que de forma alguma pode ser entendida do texto lido. Cristo mudou o nome do apóstolo Simão, para Cefas, que significa pedra. Foi por acaso? Ele chamou a Simão, pedra onde ergueu a sua Igreja, a quem «as portas do inferno não prevalecerão sobre ela» e de quem Cristo é a Cabeça, que transmite a todo o seu corpo santo o Espírito Santo.
«Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela.» (Mt 16, 18)

Pode ser Cristo pedra e cabeça da Igreja ao mesmo tempo? Claro que não. A pedra faz parte da casa. Ora a casa é a Igreja. Pode Cristo fazer parte da Igreja, sabendo que isso está claramente distinguido por Paulo, quando diz que o corpo é a Igreja e Cristo é a sua cabeça. Ora a cabeça está bem distinguida do corpo, tal como a Igreja está bem distinguida de Cristo e nem uma faz parte do outro, apesar de andarem juntos.

Ainda afirmam que em act 4,17 Pedro afirma que Cristo é a Pedra (segundo Irmãos.net). Outra mentira que não pode ser encontrada no texto. Os apóstolos algumas vezes podem até ter se referido a Cristo como rocha da igreja, mas em outro contexto como também disse a eles «sou a luz do mundo» e ao mesmo tempo «sede Luz do mundo» , mas neste momento, Jesus muda o nome de Simão para Cefas(que quer dizer pedra em aramaico, a língua que Jesus falou a Pedro)então se refere a Pedro ser a rocha mesmo. Senão não diria também a Pedro em sua terceira aparição após a ressurreição o seguinte <<Pedro tu me amas? APASCENTA MINHAS OVELHAS>> Pedro deveria cuidar da igreja, doutrinar, como o Papa o faz.

A história de Pedro começa com o chamamento de Cristo (Cristo diz a dada altura que «eu sei a quem chamei»), junto ao lago de Genesaré (Lc 5,1). Depois da grande pescaria, Pedro reconhece o Senhor ao qual se prostra a seus pés, dizendo:« Afasta-te de mim Senhor pois sou um homem pecador». Esta frase de Pedro é emblemática. Em parte é dividida no reconhecimento do Senhor, outra parte no reconhecimento dos seus pecados. Um episódio marcante da vida de Pedro em Comunhão com Jesus passa-se em (Mt14,22-33), quando Pedro de entre todos os discípulos tem a coragem de andar nas águas com o Senhor.
«Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» 29«Vem» - disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!» (Mt 14, 28-33)

Grande foi a fé de Pedro, mas sentindo a violência do vento, logo Pedro sentiu medo e falta de fé e ia-se afundando, não fosse o senhor botar-lhe a mão e salvá-lo. Outro episódio marcante foi a confissão messiânica de Pedro: «Quem dizeis vós que eu sou?» ao que Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias de Deus» (Lc 9,20).
Outro episódio muito marcante, foi as 3 negações de Pedro, que Jesus havia predito e que no final do evangelho de João, Jesus perdoa 3 vezes. Se retomarmos toda a história vemos que Cristo assentou a sua Igreja sobre aquele que o haveria de negar 3 vezes e 3 vezes o perdoa.

Ao longo da história principalmente na Idade Média onde o poder político tomou posse, sobre o poder religioso, passou a haver decadência moral na liderança da Igreja. Esta altura é também a idade em que as ordens mendicantes de São Francisco de Assis e de São Domingos, conhecidas ainda hoje como as ordens Franciscanas e Dominicanas, surgiram com grande força profética. Talvez as pessoas não saibam, mas foi também nesta Idade Média que a Igreja inventou as universidades. As Universidades são portanto uma invenção da Igreja(«Uma breve história da Igreja», August Franzen). Foi também uma altura de grande criação de arte, parte dela relacionada com a arte sacra, também de grande desenvolvimento da literatura, entre tantas outras tantas coisas boas, que surgiram na idade Média. É por isso deselegante, dizer que esta Idade Média foi a Idade das trevas, onde existia tanta luz a fluir da Igreja.

Os protestantes acusam a Igreja de ter apostatado um pouco antes do fim da Antiguidade Cristã, que durou até ao séc V (alguns até desde o ínicio, mas esses nem merecem contraditório), até à queda do Império Romano (pelo ano de 476) ao qual a Igreja milagrosamente conseguiu resistir. Ora como pode apostatar uma Igreja onde tanta luz flui e em que é notória a presença de Cristo no Seio da Igreja.

Cristo fez uma promessa e sabemos que Deus não muda com o tempo, pois é intemporal, nem muda com o espaço, pois é de facto imutável. Se a Igreja tivesse apostado, Jesus seria mentiroso (as coisa que me obrigam a dizer, para esclarecer, que Deus me perdoe), pois Ele disse: «as portas do inferno não prevalecerão sobre ela». Se a Igreja tivesse apostatado, Deus não teria falado verdade. Se Deus tivesse mudado de opinião não seria imutável, como de facto é. A imutabilidade é uma característica de Deus. «Deus é» desde o principio, pois nos disse :
« Deus disse a Moisés: « EU SOU AQUELE QUE SOU .» Ele disse: «Assim dirás aos filhos de Israel: ’ Eu sou ’ enviou-me a vós!» (Ex 3, 14).

Ora se Deus é aquele que é, quer dizer, que nunca deixou de ser, pois sempre é, nunca no passado nem no futuro, mas sempre no tempo em que tudo ocorre «Ele é», porque é de facto imutável. O seu conhecimento é sempre o mesmo, desde o principio do Mundo e o seu plano é sempre o mesmo: a salvação. Por isso a aliança selada com o sangue de Cristo, não pode ser quebrada durante algum tempo, porque isso significaria Deus deixar de «ser o que é» (mudar de opinião em relação à igreja ou a qualquer coisa é mudar o que se é e Deus não muda, pois é imutável), durante esse tempo. Isso é impossível. Dizem os protestantes que depois essa aliança foi reatada, na reforma protestante. Cabal mentira. Os membros da Igreja podem apostatar mas a Igreja não.

Resumindo, Pedro era também um líder da Igreja e negou a Cristo 3 vezes e 3 vezes foi perdoado. Também perdeu a fé quando se viu atribulado pelos ventos do mar, mas logo foi resgatado. A Igreja nunca negou Cristo, mas os seus líderes e os seus membros provavelmente fizeram-no, quando passaram por tribulações do Mundo, tal como Pedro no mar. Mas tal como Pedro que também veio a ser líder da Igreja, também eles são resgatados por Cristo e perdoados 3 vezes. Cristo sabia o que ia acontecer na Igreja e por isso dá o exemplo de Pedro, perdoando as suas negações 3 vezes, resgatando-o no momento de falta de fé. Por isso tenhamos cuidado se pensarmos em apostatar da Igreja, para ir para uma dessas igreja protestantes, porque estaremos a sair do caminho que Deus instituiu.

Esse ensinamento é um ensinamento válido , olhando para a Igreja ao longo dos tempos, de que qualquer que seja, as pequenas ou grande negações que a liderança da Igreja faça, Cristo nunca abandonará a Igreja, perdoar-lhe-á tantas vezes quantas vezes os seus membros, sejam eles líderes ou não, o negarem. Os seus membros podem apostatar, mas a Igreja nunca. Por isso é que vemos a presença de Cristo na criação das ordens mendicantes e na criação das universidades, do desenvolvimento da arte sacra e da literatura («Uma breve história da Igreja», August Franzen),na Idade Média, quando outras coisas menos boas aconteciam. Deus está sempre com a Igreja que instituiu e nenhuma outra lhe pode ocupar o lugar. Para terminar outra acusação frequente dos protestantes baseados numa leitura bem oblíqua do apocalipse é que a Igreja é a prostituta aí narrada. Ainda que  Igreja fosse a prostituta, que não é , ainda assim Jesus lhe diria:
"Nem eu te condeno, vai e não tornes a pecar" Jo 8,11
Tal como disse à mulher encontrada em falta e acusada pelos fariseus.
 Nem sequer seguir o exemplo de Jesus conseguem, e por isso não conseguem andar acompanhados pela verdade.

Ao alcance da Verdade,
Vítor Ribeiro (com a colaboração de Renato Silveira)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Por que ir à Igreja?

Por que ir à igreja?


"Cristo amou a igreja de forma a dar a vida numa cruz por ela"(ef5,25)

Para começar o artigo, vamos dizer que a palavra igreja é encontrada na bíblia, na língua original do Novo testamento. Ekklesia = igreja em grego.Vejamos alguns versículos que apontam a importância da Igreja:No novo testamento:São Matheus 18, 17 Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas.Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.
Atos dos apóstolos 16, 4 e 5
Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número dia a dia.

São Matheus 16, 18-19
Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Atos dos Apóstolos 20,28
Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue.
Efésios 5, 25-30 Maridos, amai as vossas mulheres como Cristo AMOU A IGREJA e se entregou por ela(...) Ninguém jamais odiou sua própria carne, pelo contrário, alimenta-a e a cerca de cuidado como Cristo faz com sua igreja. E nós somos membros de seu corpo.E demonstrando toda autoridade da verdade da igreja: 1°Timoteo 3, 15 caso porém eu demore, já estarás sabendo como proceder na casa de Deus, que é a igreja de Deus vivo! Coluna e fundamento da Verdade.No antigo testamento:Josué 9,27 Determinou naquele dia que fossem empregados no serviço da comunidade e do altar, cortando lenha e carregando água para o lugar que o Senhor escolhesse (funções que exercem ainda hoje).
II Crônicas 24,6
Então o rei mandou vir o sumo sacerdote Jojada e lhe disse: Por que não cuidaste que os levitas trouxessem de Judá e de Jerusalém a contribuição imposta por Moisés, servo do Senhor, à comunidade de Israel para a tenda do testemunho?
3° mandamento de Deus a Moises:
Guardará o dia do senhor e festas (festas litúrgicas que a igreja comemora em datas específicas, então ,guardaremos os domingos e estas festas).
OBS: Todas as igrejas cristãs, exceto a Adventista do sétimo dia, acreditam que, após a vinda de Cristo, guardaremos o Domingo, porque o dia do senhor é a ressurreição, que se deu num domingo.
Vamos à igreja para pedir uma graça, pedir perdão, agradecer, e estar em comunhão com Deus "Quem come da minha carne, terá vida eterna, viverei nele e ele em Mim"(Jo 6,56)

Devemos ir à igreja, como já vimos nos versículos, porque Jesus pede! Aqui na Terra, Ele mesmo a vida toda, de um certo modo, foi à igreja, e pertenceu a ela, desde a sua apresentação no templo(Lc 2, 22-23) quando nasceu, aos 12 anos (Lc 2 - 49), e na construção dela sobre Pedro (Mt 16, 18-19).
A igreja católica é a igreja mais perseguida e atacada, isso deve ostentar ainda mais a nossa fé, pois quanto mais atacados, mais saberemos que estamos no lugar certo. "Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa.” João 15:20. Algumas pessoas apenas olham os blasfemadores e males que há na igreja católica, mas nunca olham o bem, ninguém pára pra conhecer melhor a igreja católica e suas obras, pois ela não se expõe, é como a vida de Maria, mãe santíssima de nosso Cristo e da igreja, totalmente entregue a Deus, e totalmente silenciosa. Ninguém dá ênfase aos milagres da igreja católica, mas eles existem, são vivos, basta querer olhá-los...e também as obras de caridade que realizam, para com as pessoas com Aids, para com os pobres, idosos,etc...Quem tem ouvidos ouça!(Mt 11, 15)Não ir à igreja é um pecado mortal, é contrário a um dos mandamentos de Deus! Se não formos, devemos nos confessar que não fomos, e voltar a frequentar todos os domingos. Devemos alimentar nossas almas, não só o corpo. A melhor forma de agradar alguém, é fazendo visitas. Com Deus acontece da mesma forma, Ele é nosso amigo e quer que nós O visitemos, devemos fazer isto.

Não está satisfeito com a igreja? Então lute por ela! Não seja mais um que estraga a imagem da igreja de Deus, seja um que faça tudo que Deus pediu para sua igreja e seja exemplo para quem a frequenta.



Paz e bem


autor: Renato Silveira





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sexta-feira, 25 de março de 2011

Música: És o meu Deus



Música: És o meu Deus

Letra e Música: Lúcio Marciano

Vou te seguindo meu Senhor
Tomando a cruz a cada dia
A tua graça e o teu amor enchem minha vida de alegria.

No teu Sagrado Coração
Coloco toda confiança
Seguro firme a tua mão que me sustenta na fraqueza.

Se a dor vem pra me consumir
Clamo teu Nome e me devolves a paz
Espero em tua misericórdia
És meu socorro, és o meu Deus!
Que sempre cuidará de mim
Que em toda vida jamais me abandonou
Sua presença basta pro meu viver, pro meu viver.

Por ti quero me consumir e não mais olhar pra trás
Tens minha vida em suas mãos, podes cumprir o teu querer
Dá-me o teu Espírito Transformador
Vem inundar todo meu ser
Se as trevas tentam me abater
Eu não temerei o mal
Em ti me refugiarei
Teu colo é minha segurança
Que me faz voar, caminhar seguro na luz

Eu tudo posso em ti Jesus! Meu Bom Pastor que me conduz,
Eu sou bem mais em ti Jesus!
Meu Bom Pastor que me conduz seguro na luz
.


Por: Lúcio Marciano

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

NATAL DE QUEM?*

Poema de Natal 

Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.*

-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!

- Está bem, eu sei!

- E as garrafas de vinho?

- Já vão a caminho!

- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?

- Não sei, não sei...*

Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:*

- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?*

Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.*
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!*

Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:*
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?*

Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:*
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?*

O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:*
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!*

Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:*

- Foi este o Natal de Jesus?!!!*
*

(João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar - 1996)
O meu mais belo poema de Natal*

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Deus, quero apenas ser teu amigo


“Amo-te, não porque me dás o céu ou o inferno, mas por seres o que és”. S. Francisco Xavier.
Por vezes somos tentados a pedir que Deus nos dê algo, uma casa, um carro, como se estas coisas pudessem surgir de outra coisa, a não ser do nosso esforço e do pôr em prática os dons que temos conosco, para conseguir tais coisas.
Não podemos exigir de forma alguma que Deus faça a figura do Diabo no deserto, que oferece à Jesus as riquezas deste Mundo, em troca da sua adoração. Por vezes talvez façamos o mesmo em sentido contrário. Talvez ofereçamos a nossa adoração a Deus em troca de bens terrenos. Parece estar em contradição com isto que afirmo, o Pai Nosso, quando nos fala do pão, que sem dúvida alguma, é um bem terreno e material, quando diz: “Dai-nos o pão-nosso de cada dia”. Não nos diz dai-nos o pão de todos os dias (“Jesus de Nazaré”, Bento XVI), mas simplesmente o indispensável, para sobreviver para aquele dia. Aquilo que não podemos de forma alguma dispensar.

Quando pedimos algo que podemos dispensar, para aquele dia (e até para o próximo), não estamos de forma alguma a fazer o que nos diz o Pai Nosso. Esta parte da oração do Pai-Nosso interpela-nos para que usemos a oração com dignidade, pedir só aquilo que nos aflige, que nos constrange do fundo do nosso espírito e não o supérfluo. Fazer aquilo que nos diz um dos mandamentos, não usar o nome de Deus em vão.

Para compreender de que forma Deus nos dá o pão-nosso de cada dia temos que nos acercar, do evangelho de Lucas:Qual o pai de entre vós que se, o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se lhe pedir um peixe lhe dará uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos vosso filhos, quando mais o Pai do Céu, dará o Espírito de Santo àqueles que lho pedem.”(Lc  11, 11-13). Reparem que Deus não dá o pão nem o peixe nem o ovo pronto e servido na mesa, dá-se sim, a si mesmo, porque Deus é um dom, por si mesmo, que compreende um conjunto de dons, que são dados ao homem, para que ele realize a sua vida. E um dom é como uma ferramenta que usamos emprestada, para cavar a terra, para colher as uvas da vinha, ou fazer outra tarefa da nossa vida. Porventura ninguém vê a enxada cavar sozinha, ou a tesoura a cortar as uvas sem as mãos humanas. É preciso que o homem use os dons do Espírito Santo, tal como diz o evangelho, para fazer tais coisas. Deus age como o ferramenteiro, ou como o senhor da parábola dos dons (Lc  19, 11-28), que empresta as suas ferramentas, para que o homem as ponha a render. Mas sem o esforço do homem, nenhum dom, pode fazer nada. Nenhum pão será posto à mesa.

Isto leva-me a mais outra reflexão. De que vale sentirmo-nos orgulhosos por sermos inteligentes, ou bons em atividades manuais, ou termos jeito para artes, se isso foi-nos dado de graça? O nosso mérito não é esse. O nosso mérito é aperfeiçoarmo-nos no uso dessas ferramentas e usá-las com a máxima reverência possível. Podemos ser orgulhosos por ser muito trabalhadores e por usar muito e bem as ferramentas que nos são dadas, porque isso é mérito nosso, mas, mais nada além disso é mérito nosso. Lembrem-se que o fato de um pescador ter uma vara mais comprida, não faz dele melhor pescador. Porventura o pescador que tiver uma vara mais curta, pode até demorar mais tempo, mas vai conseguir pescar tanto ou mais peixe que aquele que tem uma vara mais comprida. Geralmente acontece que aquele que tem a vara mais comprida, confiante na sua ferramenta, torna-se preguiçoso e orgulhoso, enquanto o outro humilde e com a vara mais curta, é trabalhador e esforçado. Alguém tem dúvidas de quem vai tirar mais peixe? Pode acontecer que aquele que tem a vara mais curta se aperfeiçoe no seu uso, e consiga assim pescar peixe suficiente, para não só subsistir, mas para comprar uma vara mais comprida. Na parábola dos dons isso também nos é dito ou seja o número de talentos é aumentado, àquele que pôs os seus talentos a render.

Porque a diferença na vida, não está no tamanho da ferramenta, mas na quantidade e na qualidade de uso que lhe damos. O evangelho também diz : “A quem mais for dado mais será pedido”. É isso que nos ensina tanto o evangelho de Lucas (11,11-13), como a parábola dos dons.
Deus vos abençoe.

Vitor Ribeiro – Portugal
Autor-colaborador do Blog Cotidiano Espiritual

terça-feira, 11 de maio de 2010

ENTREVISTA COM O DEMÔNIO


QUEM O CRIOU?
Lúcifer : Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?Lúcifer : Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer : No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?Lúcifer : Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer : (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER?Lúcifer : Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?Lúcifer : Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração. [Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
Lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]

COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?
Lúcifer : (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
Lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas ideias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos religiosos, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 coríntios 3:3; 2 Pedro 2:1; 2 Ti móteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]

MEDITE NESSA MENSAGEM. VEJAM QUE FOI ELABORADA COM BASE NOS VERSÍCULOS BÍBLICOS, POR ISSO É UMA ILUSTRAÇÃO DA MAIS PURA VERDADE.

"COMO DIZ O ESPÍRITO SANTO: HOJE, SE OUVIRDES A SUA VOZ, NÃO ENDUREÇAIS OS VOSSOS CORAÇÕES." HEBREUS 3:7,8

"Ninguém tem maior amor do que este: de dar a Sua vida em favor dos Seus amigos." João 15:13

Autor: Desconhecido

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fé e Deus, qual a diferença?



Fé e Deus, qual a diferença?

Definição teológica: "A fé é uma ação, é uma resposta de obediência a Deus."


Muitas vezes confundimos se a cura é de Deus ou da fé. O que realmente se passa?
Bem, essa dúvida se deve a dois fatos: o próprio Cristo ter nos falado, algumas vezes, em parábolas da Bíblia, como: “se sua fé fosse grande moveria montanhas”(Mat 21, 21-22) ou
“vá, que a sua fé te curou”
(Marc 5,34 e Mat 8,13),e os nossos irmãos que não acreditam em Deus falarem que a cura é psicológica. Mas tbm Cristo mesmo falou: “faço curas através de meu pai”.
Afinal, quem cura, a fé ou Deus? A fé é Deus? NÃO, a fé não é Deus, ela é algo que Deus nos deu. Por exemplo, nós temos um número de telefone para nos comunicarmos (MSN, email, etc.), O TELEFONE DE DEUS É A FÉ, ou seja, se tivermos fé Nele, terá como falarmos com Ele, a fé agrada a Deus, assim como um ente querido quando nos liga, e ficamos cheios de alegria, pois Deus fica feliz quando nos lembramos Dele, e, por meio do “TELEFONE DE DEUS”, que é a fé, nós conversamos com Ele.
A fé agrada a Deus, pois é a forma de estabelecermos conexão com Ele, Deus quer a nossa súplica, Ele nos conhece perfeitamente, mas se não lhe suplicarmos e chamá-lo, nada Ele poderá nos fazer, pois não mexe no nosso livre arbítrio.
Que fique claro a nós: Deus faz cura através de nossa fé, mas Fé é Fé e Deus é Deus; estão interligados, mas não são o mesmo.
"De fato, fostes salvos pela graça, por meio da fé; e isto não vem de vós, mas é dom de Deus.
Isto não vem das obras, para que ninguém se encha de orgulho."(Efésios 2:8,9)

Autor: Renato Silveira

segunda-feira, 29 de março de 2010

E quando a oração não funciona?

  E quando mesmo orando mais, suplicando e recorrendo ao auxilio do Senhor, acabamos caindo?   E quando a oração não funciona?




Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir as ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. (Efésio 6, 11-13.)

Certamente você, por muitas vezes passou e passa por estes dias maus que Paulo nos fala. Há dias em que logo nas primeiras horas da manhã percebemos que a luta será mais intensa e que as tentações se levantam contra nós com muito mais ímpeto. Muitas vezes ciente de minha fraqueza, peço ao Senhor já nas minhas primeiras orações que me dê um auxílio maior em determinada área.
Nestes dias somos tentados de todas as formas, as ocasiões de pecado se apresentam em todos os momentos, muitas vezes de forma bem sutil, e em outras, de forma escancarada. É um verdadeiro sofrimento! Nestas horas, diante de Deus, suplicamos mais, oramos mais continuamente.
Mas, e quando tudo isso não funciona? E quando mesmo orando mais, suplicando e recorrendo ao auxilio do Senhor, acabamos caindo?
Estas questões surgiram em meu coração depois de passar por esta experiência pela enésima vez em minha vida. Depois da queda, fiquei perguntando a Jesus o porquê daquilo tudo. Por que ele havia me dado a graça de perceber que aquele dia seria difícil e, no entanto, essa percepção não me ajudou em nada? Por que apesar de minhas orações terem sido mais ostensivas eu acabei caindo? Por que eu senti o seu refrigério e seu ânimo em mim no momento em que me prostrava aos seus pés e mesmo assim, aquelas sensações que me davam a certeza de sua companhia não foram suficientes para que eu me mantivesse de pé? Afinal, onde estava sua fidelidade no momento em que mais precisei?
Fiquei matutando aquelas perguntas e pedindo que o Espírito me explicasse. E, não é que ele prontamente me explicou?

Vigiai e orai para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. (São Marcos 14,38.)

Touché! Xeque-mate!
Foi assim que me senti quando recebi a resposta para o que havia perguntado. Não houve nenhuma possibilidade de resistência diante desta afirmação de Jesus, nenhuma argumentação ou justificativa. Vi-me em uma tremenda saia justa!
Comecei a reler o meu dia mau de trás para frente, a partir da minha queda, e foi exatamente isso, eu entendi o que havia acontecido. Naquele momento tive a consciência de minha falta de atenção. Apesar de ter orado muito, eu não tinha obedecido à primeira ordem do Senhor, eu não havia vigiado.
Olhei para cada momento daquele dia e percebi o quanto eu havia menosprezado o poder da tentação. Fui negligente, mesmo ciente de minha fraqueza. Culpado! Este era o meu sentimento. Na confissão veio a confirmação de tudo, pois, o padre não foi tão brando desta vez como havia sido em outras, o próprio Deus me corrigia na pessoa do sacerdote.
O grande problema que ocorre quando enfrentamos dias ou momentos de tentações mais fortes, é o fato de nos deixarmos guiar pelos sentimentos, acabamos deixando de lado a razão e a capacidade que temos de analisar a situação e nos prendemos nos impulsos emocionais mais agudos. Em momentos como este, acabamos olhando apenas para o objeto da tentação e ignoramos as circunstâncias que produzem a tentação. A vigilância está em antever o problema e buscar resolvê-lo antes que se manifeste. É como o general que tem os seus soldados alinhados para o combate, mas que deseja não precisar combater. Ao perceber que o exército oponente se aproxima, envia emissários para negociar a paz.
Da mesma forma, nós devemos estar atentos para não darmos nenhuma oportunidade ao inimigo de nossas almas. Devemos prestar atenção nas circunstâncias e rejeitar toda e qualquer concessão que mais tarde terão sido combustíveis para a manifestação da tentação, já que a tentação só se manifestará quando tiver poder capaz de nos vencer. Ao contrário do general do exemplo citado, não devemos negociar com o maligno, pois sua exigência será sempre que nos entreguemos. Pelo contrário, a Bíblia nos orienta sempre a fugir primeiro das situações e depois, se for o caso, fugir do pecado. Jamais devemos enfrentar a tentação, pois o demônio é falso e traiçoeiro, não podemos nos deixar enganar.

Graças à Deus, hoje posso dizer que o versículo acima é para mim, mais uma das grandes chaves para a vida eterna. Se eu não seguir o método de vida proposto por Jesus, tudo o que vivi com ele até hoje terá sido em vão. Hoje, Deus quer de mim e de você um relacionamento mais sério para com ele, o tempo do “oba-oba” já passou.
Atualmente, existem cinco diretrizes para a vida espiritual, que considero de maneira bem particular, como que os grandes pilares em que minha caminhada precisa se fundamentar para tornar-se sólida: A perseverança, a renúncia de si, a adoração em espírito e verdade, a vigilância e a oração. Os três primeiros eu já tratei em outros momentos e os dois últimos, estou tratando aqui, principalmente a questão da vigilância, já que o tema oração é bem conhecido e constantemente abordado.
Vigiar é estar atento a tudo o que acontece ao seu redor. Deus dá-nos a capacidade de perceber as realidades e os perigos que nos rodeiam, e isso não é à toa. Se ele nos permite isso é para que saibamos também como agir. Ele quer que sejamos como a dona de casa que ao olhar para o céu e perceber que vai chover, corre até o varal e recolhe as roupas para que não sejam molhadas, invalidando assim todo o seu trabalho. Se sua fraqueza é na sexualidade, de que adianta estar em constante oração, mas não evitar filmes, revistas e conversas que irão lhe instigar e lhe arrastar ao pecado? Isso é falta de vigilância. Se sua fraqueza é o consumismo, de que adianta pedir a Deus que lhe ajude a se controlar, se você continua a parar na frente de tudo o que é vitrine, se não perde a oportunidade de estar em locais que atiçam sua vontade de consumir?
Enfim, todos nós temos plenas condições de identificar em que área somos ou estamos mais fracos. Deus, de sua parte, concede-nos sua graça e a capacidade de nos conhecermos a nós mesmos, resta-nos vigiar e orar.

Autor: Lucio Marciano
lucio_marciano@yahoo.com.br
leitor-colaborador do blog: Cotidiano Espiritual.

Um abraço em Cristo e uma semana abençoada,


Música: Deus te vê (Eliana Ribeiro - Canção Nova)

 
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