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Renato Silveira, lança 2ª edição do livro sobre Maria! Saiba mais, clicando na imagem.

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Livro: Quem é Maria para nós?
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

1º Dogma: Maternidade Divina



Maternidade Divina -  mãe de Deus.


Se paira ainda alguma dúvida sobre Maria ser realmente mãe de Deus, aqui tentaremos esclarecer com alguns argumentos principais. o próprio Deus preparou-a como Sua mãe. Essa questão deve ser resolvida com o foco voltado para a essência de Jesus. Primeiramente devemos considerar que Jesus nunca foi meio homem e meio Deus, nem nunca foi duas pessoas ao mesmo tempo. Não se pode separar o Cristo humano do Cristo Deus, Ele é verdadeiro homem e verdadeiro Deus (João 5, 20). Logo, Maria é mãe de Jesus que possui as duas naturezas - humana e divina. Deus pôde escolher sua mãe, pois Ele é todo poderoso. Se formos considerar algumas indagações que ela seria mãe somente da “carne” de Jesus, então ainda podemos afirmar que a carne de Jesus não morreu, pois ressuscitou. Então, Maria permanece como mãe do verbo encarnado, porque a carne existe, vivo está Jesus.
Nas palavras de Santa Isabel também é fato constatar a sua maternidade divina: “mãe de meu Senhor”(Lc 1, 43) e também em Mt 1, 23 que diz o anjoEis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel, que significa: Deus conosco.
Em uma de suas aparições famosíssimas,
em Guadalupe (Mexico), Maria afirma ao índio que é mãe do verdadeiro Deus. Com isso, não há a menor dúvida quanto a veracidade de ser mãe de Deus. Deus a fez como sua mãe, as graças de Deus são derramadas por Maria, o Verbo se fez carne, através de Maria. Sacrário vivo de Jesus, Maria foi a primeira a receber o corpo de Cristo, em si mesma.

Os três reis magos também fizeram o seguinte comentário na manjedoura: “viemos adorar ao rei”(Mateus 2,2), portanto ela é mãe do rei dos reis, único adorado.
O fundador do protestantismo, Matinho Lutero, afirmou em uma de suas cartas: “o artigo que afirma que Maria é mãe de Deus está em vigor na igreja desde o começo,e o Concílio de Éfeso não o definiu como novo, porque é uma verdade já sustentada no Evangelho e na Sagrada Escritura”.
As palavras "Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó" Do anjo e "Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei" de Paulo(Lucas 1,32; Gálatas 4,4) sustentam com muita firmeza que Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus. Se não acreditarmos que Maria é mãe de deus, logo não estaremos acreditando na divindade de Cristo. E, com certeza, permaneceremos proclamando junto com S. Tomé: "Meu Senhor e meu Deus" (Jo 20, 28). Jesus é Deus encarnado no seio da Virgem Maria.


Quando rezar Ave Maria então, reze com bastante convicção: Santa Maria Mãe de Deus!

Este dogma foi declarado em 431 d.c. no Concílio de Éfeso.



Deus abençoe, na proteção de Maria!

Autor: Renato Silveira



Leia também (outros artigos do autor):



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Católicos adoram imagens?
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Sobre Canonização dos Santos













segunda-feira, 20 de julho de 2015

Dogma: Assunção de Maria ao céu


Dogma: Assunção de Maria ao céu


"Filhas de reis saem ao teu encontro. De pé, à tua direita, está a rainha, ornada com ouro de Ofir. (Maria) Ouve filha, vê e inclina o teu ouvido: esquece o teu povo e a casa de teu pai, pois o rei se apaixonou pela tua beleza. Prostra-te na frente dele, pois é o teu senhor! A cidade de Tiro vem com os seus presentes, os povos mais ricos buscam o favor dele. Entra agora a princesa, belíssima, vestida com pérolas e brocados. (Maria entra como princesa, após fica como rainha à direita de Jesus) Eles (os anjos) levam-na à presença do rei, com séquito de virgens, e as suas companheiras a seguem." (SALMO 45,10)

- A assunção da mãe, é um dogma que diz que ela foi levada aos céus em corpo e alma. Note que, Assunção não é o mesmo que Ascensão. Jesus teve sua Ascensão, por próprio mérito e poder, subiu aos céus por Ele mesmo. Maria teve uma Assunção, ou seja, foi levada pelos anjos ou pelo próprio Deus, não foi por si mesma. Justamente por sua vida imaculada (livre da mácula, livre da mancha do pecado) ela mereceu subir de corpo e espírito aos céus e foi coroada como rainha de todos os anjos e santos. Para Santo Irineu (Bispo, filósofo e doutor da igreja), do século II(de 130 a 202), Maria foi a nova Eva, obediente nas decisões a Deus e não pecadora. Portanto participou da sorte do novo Adão, Jesus Cristo, ressuscitou depois da morte, e seu corpo não experimentou a corrupção (A Mãe do Senhor, p. 277 - José Patsch). A corrupção corporal que temos na morte, nos foi dada através do pecado original vindo de Eva, do pó viemos e ao pó voltaremos (Genesis 3,19), mas também Deus promete aos seus justos não passarem pela corrupção do corpo (Salmos 15,10 e Mateus 16,28), todos nós passaremos desta vida somente em espírito, e no ultimo dia, teremos nossa assunção ao céu de corpo também. Maria já o teve, pois foi concebida sem pecado original, então não houve o porquê passar pela corrupção corporal. E também o fato de viver sem pecados, algumas vezes nos garante essa salvação, temos exemplos de corpos de santos incorruptos que são sinais do amor de Deus pela vida eterna que ele quer para nós (como santa Rita de Cássia, Santa Bernadete, padre Pio e tantos outros), mas esses não subiram aos céus por causa do pecado original, o qual só Maria e Jesus foram livres pelo plano de redenção de Deus. O arrebatamento é bíblico e podemos provar isso com Elias e Henoc (II Reis2, 11, Hebreus 11,5)que foram arrebatados da terra. Mas Maria foi a primeira a ter sido assunta diretamente ao céu, isso porque a "inauguração" do céu só acontece após a morte de Cristo (1Cor 15,20), quando ele desce a mansão dos mortos e leva as almas para o céu (por isso Elias e Henoc não foram considerados primeiros assuntos ao céus diretamente, o céu ainda não tinha sido"inaugurado" por Jesus).

Tanto o livro dos Salmos, como apocalipse e, também, Paulo concordam que o Senhor livrará teu justo da corrupção do corpo. Pois bem, aquela que é cheia de graça não conhece a corrupção, não teve pecado em vida, portanto não teve putrefação carnal (morte sim, pois até Cristo morreu na cruz, mas seu corpo não deteriorou). Não se vê o corpo de Maria, nem nunca se viu segundo a tradição histórica, arqueológica e até a tradição católica. Ela tem um túmulo, porém vazio, desde sempre, seu corpo está vivo! Em suas aparições, Maria vem com corpo e espírito, não apenas espírito. Suas aparições já são a confirmação de sua assunção ao céu, alguns videntes puderam tocar em Maria. Aquela que tem "veste explendente de ouro de ofir"(Salmo 45,10)"aquela que é "revestida de Sol, e na cabeça uma coroa"(Apoc 12,1)" e que sendo justa "resplandecerá como o sol" (Mt 13,43) é Maria, Nossa mãe e Senhora. Tudo nos mostra muito claramente a realeza de Maria, uma grande mulher justa, que mereceu a coroa no céu. Será que Jesus não preservaria sua mãe tão pura e tão obediente desta corrupção corporal? Será que Ele não honra sua mãe, que é o 4° mandamento? Claro que sim! Conta a tradição que Maria teve uma passagem desta vida bem tranquila, na verdade chamada de “dormição”, e para confirmar que o salário do pecado é a morte e que ela não teve esse “salário”, assim como seu filho e como primícia daqueles que Cristo ama, também ressuscitou. 
Se nosso corpo é templo do Espírito Santo (1Cor 6, 15-19) quanto mais o da mãe de Jesus, onde o mesmo habitou colocado pelo próprio Espírito. Eva é mãe dos viventes e Maria mãe dos REDIMIDOS POR CRISTO SEU FILHO (1Cor 15,21)


Este dogma foi declarado em 1950 d.c. pelo papa Pio XII

Conclusão da Série Dogmas Marianos: Um dogma liga o outro se pararmos para reparar: - Maria jamais poderia ser assunta aos céus, se não tivesse uma vida imaculada -Não poderia ser mãe de Deus se num fosse concebida sem pecado original -Não poderia ser virgem a vida toda, se quisesse proceder (de seu marido) com a mácula original. É claro que não devemos adorar a mãezinha, apenas a Deus, mas DEVEMOS amá-la, e devemos muito a ela pela redenção de Jesus, pois pelo seu sim tivemos a salvação de Cristo.


A série Dogmas Marianos termina aqui mas continuo a disposição no email para dúvidas e aprofundamento. Muito obrigado a todos pelo acompanhamento da série e até os próximos artigos!




Renato Silveira Mariólogo, autor do Blog Cotidiano Espiritual
e do livro "Quem é Maria para Nós?"

tato211219@gmail.com


Leia também:








quarta-feira, 7 de maio de 2014

Inquisição


Por Eduardo Moreira.

Introdução:

A Inquisição é o tema mais usado para atacar a Igreja Católica. Mesmo os protestantes, que em nada ficam atrás da Igreja quando se trata de intolerância naquelas épocas usam esse tema para promover ofensivas contra os católicos, ignorando que também houve inquisições e chacinas protestantes muito mais cruéis que aquelas cometidas pela Santa Igreja.

As pessoas que promovem os ataques também ignoram o contexto social no qual nasceu a Inquisição. Ignoram que esse episódio se deu em uma época onde a Religião Católica era o sumo bem do povo que em geral era embrutecido pela barbárie ainda tão recente na Europa. Nesse texto, abordaremos com base nos livros de João Bernardino Gonzaga (A Inquisição em seu mundo) e Felipe Rinaldo de Aquino (Para entender a Inquisição) a Inquisição como ela tem que ser abordada, isto é, em seu contexto histórico, político e social.

O homem medieval:

A Idade Média foi uma época difícil. A desigualdade social era muito grande, povos recém cristianizados ainda eram embrutecidos pela barbárie, pelos cultos antigos e pelo código de direito vigente, o Código de Direito Germânico. O sagrado e o profano se misturavam, a expectativa de vida da população era baixa, sendo que os pobres viviam no máximo até os 26 anos, os nobres raramente ultrapassavam os 40 anos e as pessoas mais resistentes dificilmente chegariam aos 58 anos.

O homem medieval era um homem bruto. Não existiam os costumes humanistas que temos hoje. As pessoas eram de um modo geral, incultas e sem muito medo da morte e da dor. Para se ter uma idéia, as poucas cirurgias que existiam eram todas feitas sem anestesia, amputavam-se membros com a pessoa sentindo dores terríveis e os riscos de infecções eram grandes. Ferimentos que exigiam esses procedimentos eram comuns pelos mais diversos fatores como pestes, guerras e crimes cometidos por parte de assaltantes.

Guerras eram bastante comuns. Não havia autoridades policiais como hoje. Devido às condições precárias de higiene, pestes surgiam a todo o tempo. A escassez de alimento também assolava a população, sendo que não raro, em cercos de guerra os vivos tiveram que comer cadáveres e raízes de árvores para sobreviverem. Também entre uma e outra guerra surgia o problema dos soldados. Desempregados entre as guerras, estes viviam de saques, o que tornava as estradas e florestas locais tão perigosos que poucas pessoas se aventuravam a andar sozinhas nos mesmos.

A mortalidade infantil era bastante alta. Não se existia a ciência como hoje. O povo recém cristianizado arrastava ainda os costumes de religiões pagãs onde não havia nenhuma piedade. É bom lembrar que a Igreja Católica foi quem trouxe a Inquisição, mas foi quem trouxe também as instituições de caridade, os orfanatos e os hospitais ao mundo (AQUINO, F., Uma História que não é contada, 3ª ed., Editora Cleófas, 2003).

Os homens tinham a divindade como máximo bem, centro de tudo. Nas situações de perigo constante em que viviam o ser humano confiava sua vida, suas dificuldades e doenças à Deus, única esperança da sociedade medieval ainda tão pouco evoluída. Essa é a sociedade teocentrista, onde tudo é para e por Deus, o sumo bem dos homens.

No mundo teocentrista, o crime de maior gravidade é aquele que lesa a majestade divina, ou seja, ninguém podia falar nada contra as coisas sagradas ou contra Deus. Conta-se que certo herege chamado Pedro Valdo fez uma fogueira de cruzes e para assar carne em plena Sexta-Feira da Paixão. O povo enfurecido por causa de tamanha profanação assou Pedro Valdo ao invés da carne naquela fogueira.

Era esse o homem medieval, zeloso pela religião, bruto e acostumado com a dor e a morte. Relatos históricos mostram que os homens dessa época suportavam o que hoje consideramos terríveis torturas e não temiam a esses castigos pelo simples fato de que a só vida já era dura demais. Além de tudo, os homens da Idade Média eram regidos por um rei e esse rei, não raras vezes, se julgava no direito de dizer o que era ou não heresia. Havia pelo princípio germânico a noção de que a Religião do rei era a Religião do povo.

A heresia era punida pelo estado com pena de morte, mesmo sem nenhuma aprovação da Igreja. Por tal é bom separar em uma análise da Inquisição a Igreja do Estado, muito embora isso seja difícil, pois nessa época os poderes religioso e político praticamente se sobrepunham.

Os antecedentes da Inquisição:

A Inquisição como ouvimos falar surgiu em meados do século XIII. Aconteceu que naquela época as investiduras leigas haviam caído. Os reis não tinham mais tanto poder para investir membros do clero, que por sua vez, estava retomando seu poder pleno. Os reis julgavam muitas vezes de forma injusta as heresias, pois não tinham conhecimento teológico para tal.

A teologia, como toda ciência, ainda estava engatinhando. Ela por sua vez tinha muito misticismo, fruto da influência da sociedade, da qual o clero não estava isolado, pois era daí que saiam os servos de Deus. É um erro pensar que a Igreja era uma instituição a parte, intelectualmente acelerada que não acreditava nas convicções que professava, mas as impunha para manter o poder. A Igreja cria tanto quanto a população nas suas convicções e justamente por isso toda ela pregava o que pensava.

Do misticismo medieval nem mesmo os reformadores que se julgam aqueles que retornaram à fé cristã primitiva estavam livres. Lutero, por exemplo, era de uma família de camponeses que cria em duendes e outras criaturas místicas. O misticismo acerca de Lutero e Calvino era tamanho que muitas vezes os dois chegaram a declarar que jamais sentiram o perdão de Deus, mesmo depois de se arrependerem amargamente de seus pecados.

Nos séculos onde se desenvolveu a Inquisição, conforme já dito, tanto a população quanto os reis vinham fazendo julgamentos, não raro injustos, para deter quem eles julgavam hereges.

Como o misticismo era ainda elevado e havia as crenças remanescentes das culturas anteriores, os homens medievais muitas vezes criam em histórias macabras de bruxaria. Com isso as pessoas se iravam contra mulheres que, inocentes ou não, acabavam mortas com ou sem o consentimento da Igreja. Os membros da Igreja eram tidos muitas vezes como benevolentes demais com os hereges.

Por muitas vezes as pessoas invadiam presídios e raptavam presos em julgamento por heresia para executá-los de forma bárbara e cruel. É fato que a Igreja relaxou várias pessoas ao braço secular para que fossem executadas, mas é fato também que a Igreja foi um órgão de muita tolerância no cenário medieval.

Nesse contexto, remanescentes dos maniqueus, crença herética dualística desviada do cristianismo primitivo, emigraram para o sul da França, precisamente para cidade de Albi. É importante falar quem eram os maniqueus. Santo Agostinho mesmo foi maniqueu, mas em decorrência das orações de sua mãe, Santa Mônica, Santo Agostinho se converteu ao catolicismo. Esse santo argumentou bravamente contra os hereges maniqueus que pela ação agostiniana quase foram extintos.

Os maniqueus em Albi ganharam então o nome de albingenses ou cátaros (termo que soberbamente significa puro). Infelizmente, foram a corrupção e os maus exemplos do clero que instigaram as grandes heresias. Esses hereges ao verem a situação deplorável de certos membros do clero, acabavam desejando de forma obsessiva, orgulhosa e doentia a pureza. Geralmente, as grandes heresias consistem em um núcleo de verdade coberto por uma casca de mentira. Quanto mais forte o núcleo de verdade, mais difícil é de se quebrar a heresia.

Os cátaros pregavam que existiam dois deuses. Segundo eles, o deus que se apresentou a Moisés era um deus perverso que havia aprisionado o deus bom na matéria. Cristo seria, pois, um anjo que teria revelado o deus bom pregando um desapego a matéria, pois essa foi criada pelo deus mau. Segundo os cátaros, o deus do bem estava em toda a matéria e deveria ser liberto por uma espécie de esoterismo, um conhecimento oculto das criaturas. Portanto, nada que é matéria poderia ser bom. Essa é a doutrina pessimista da Gnose.

As conseqüências desse pensamento foram desastrosas. Os cátaros pregavam a pobreza, o desapego total a tudo que é matéria. Proibiam o casamento, pois os filhos eram a perpetuação da desgraça proveniente da matéria, que em si é má. Eram fanáticos e infiltraram-se na Igreja de forma oculta, tomando mosteiros, pessoas do alto clero, universidades e vários outros órgãos. Chegaram a criar dioceses com bispos e sacerdotes. Mesmo a nobreza em parte adotou ao catarismo que crescia as escondidas como uma planta parasita que matava a grande árvore, que é a Igreja.

A Inquisição em si:

Em princípio, a Igreja quis converter os cátaros conforme ensinavam Santo Agostinho e São João Crisóstomo, ou seja, só por pregações. Entretanto, esses mesmos santos haviam dito que a tortura pode ser usada quando não há outro recurso.

Como a pregação estava sendo impossibilitada pelos cátaros, que inclusive chegaram a matar pregadores, a Igreja foi forçada a agir por outros meios. Vale lembrar que os historiadores, em geral, são unânimes quando falam sobre o catarismo. As conseqüências da Inquisição foram graves, mas se o catarismo tivesse se estendido suas conseqüências teriam sido muito piores. Nesse contexto dos historiadores está Henry Charles Lea, protestante hostil a Igreja que apesar dos pesares fala que a causa da ortodoxia contra os cátaros não foi senão a causa da sociedade e do bom senso.

Os cátaros tinham rituais próprios, inclusive “missas”. Em alguns rituais os cátaros se envolviam sexualmente e o fruto dessas relações ao completar oito dias era queimado vivo em uma fogueira. As cinzas do recém nascido eram então adoradas pelos cátaros. Para eles, a reencarnação era a forma de purificação. Com sucessivas reencarnações o ser humano se tornaria puro e voltaria a ser a divindade puramente espiritual que fora um dia.

A Inquisição propriamente dita nasceu em Laguedoc, sul da França no ano de 1184. Todavia, a Inquisição no início não era como se tem hoje. Não havia tribunais fixos, mas sim tribunais convocados. Não havia pena de morte ou tortura. Essas só foram instituídas mais tarde sendo primeiro instaurada a tortura e depois a pena de morte, que era executada pelo estado. Essas penas só foram impostas porque as pregações não surtiram efeito.

Entre 1209 e 1244 o Papa Inocêncio III convocou então as cruzadas contra os cáltaros ou cruzada albingense, sob apoio do nobre herói católico e nobre Simão de Montfort. É importante lembrar que entre os cátaros também era comum o suicídio que visava libertar a alma da matéria (que era tida como ruim). Esse suicídio “sagrado” era chamado de Endura.

Nesse contexto nasceu a Inquisição. Sob a suspeita de heresia a Inquisição era convocada para julgar o caso. É importante falar que embora na nossa concepção atual matar um herege seja errado naquela época não era assim. Tanto os católicos como os hereges achavam normal matar alguém que negasse a fé. A pena de morte também não é anti-bíblica, sendo que São Paulo reconhece que o estado tem autoridade de aplicá-la quando necessário (Cf. Rm. 13).

Importante também é dizer que a Inquisição não era um tribunal algoz, cheio de sarcasmo que matava qualquer um por qualquer coisa sem o menor cuidado. A Inquisição organizava e arquivava processos e a pena de morte era o último recurso a ser usado, pois o objetivo desses tribunais não era matar, mas sim converter os hereges.

Apenas os hereges eram pegos pela Inquisição. Judeus, mulçumanos e outros que jamais haviam sido batizados não podiam ser julgados por esses tribunais. Se o foram em algum período, foi fora das normas estabelecidas pela Igreja. Isso ocorreu nas Inquisições Espanhola e Portuguesa, mas essas são chamadas de Inquisições Régias, pois eram muito mais ligadas ao poder da monarquia desses países e não da Igreja.

Devido à dureza do homem medieval, é perfeitamente compreensível que se apliquem a pena de morte e a tortura, tendo em vista que a justiça da época além de ser embrutecida pelo Código de Direito Germânico, ainda não contava com instrumentos de perícia policial para adquirir provas como hoje.

Os recursos empregados para se incriminar alguém então eram os mais absurdos possíveis para a mentalidade de hoje. A tortura (no Direito Romano), a confissão do réu, os testemunhos e por parte do estado também duelos e os ordálios (no Direito Germânico). Nesses dois últimos casos, se o réu sobrevivesse ou se não se infeccionasse por algum tormento intencionalmente provocado, os medievais consideravam isso como um sinal de que Deus estava em defesa dele. Entretanto, essa prática era condenada pela Igreja que lutou de todas as formas para substituir o Código de Direito Germânico pelo Código de Direito Romano, mais racional, mas que utilizava a tortura.

A admissão da tortura pela Igreja também tinha condições. A tortura não podia mutilar membros ou torná-los tão degradados que necessitassem ser amputados, não podia passar de uma hora e deveria ser feita com acompanhamento médico para dizer até onde poderia ir o suplício. Só em último caso aplicava-se a tortura legalmente. O clero não podia torturar ou matar alguém e assim foi durante toda a Inquisição, mas deveria estar com o sangue pronto para ser derramado pela fé.

Mesmo os algozes e inquisidores deveriam ser pessoas de índole e pessoas piedosas. Quando algum algoz ou inquisidor fugia a regra, ele deveria ser punido, muitas vezes pela Inquisição. Quanto à pena de morte, ela passou a ser empregada só mais tardiamente, quando viram que as repressões usadas não surtiam efeito. Era o estado e não a Igreja que executava a pena de morte, que não é anti-bíblica.

O herege que não se retratava pela Inquisição era convidado a se calar. Só quando o herege insistia em seu erro é que ele era morto, mas a pena de morte poderia ser por pura iniciativa do estado ou por pedido da Igreja. Além do mais, a Inquisição é tida na história, ao contrário do que muitos pensam, como um progresso no direito civil.

Para se ter uma idéia, foram relaxados ao braço secular apenas 1,8% dos casos de bruxaria julgados pela Inquisição. Quando o estado agia cerca de 48,2% dos casos de bruxaria foram executados. As cadeias antes eram lugares horríveis, sem ventilação e iluminação, com péssimas condições de higiene. Foi a Inquisição, para exercitar a penitência dos fiéis que criou as chamadas penitenciárias que por sua vez eram lugares bem arejados, iluminados e com certeza muito mais higienizados que as cadeias do estado. Daí vem o nome penitenciária, do nome penitência, pois as penitenciárias eram lugares para exercitar o arrependimento dos infiéis.

Não só a pena de morte era utilizada, peregrinações e outras formas de penitências poderiam ser impostas. Além do mais, não era só a pena de morte pela fogueira que era empregada, havia também outras formas de se matar os hereges.

Vale lembrar que naquela época, a religião do rei era a religião do povo. Depois da queda do Império Romano, como a única instituição organizada que havia no ocidente era a Igreja Católica, ela teve que agir para que os bárbaros não acabassem com tudo. Se a Igreja não tivesse agido, provavelmente as conseqüências teriam sido bem piores. Foi graças à Igreja que toda a cultura helênica e romana foi salva das destruições dos bárbaros.

Os bárbaros passavam saqueando tudo e causavam destruição e dor por onde passavam. Foi a Igreja quem salvou os tesouros das culturas antigas. Foi justamente por ter guardado isso que foi possível que a própria Igreja restaurasse o racionalismo que ganhou o nome de Renascença.

Hoje em dia se fala (com exageros) em milhões de mortes causadas pela Inquisição. Fecham-se os olhos para as 100.000.000 de vítimas do comunismo que agiu por apenas 50 anos. O número de mortos pela Inquisição Espanhola, a mais sangrenta de todas e com grandes participações do estado, certamente não chegou a 5.000 em seus seis séculos de existência.

A Inquisição Anglicana na Inglaterra matou em sua história mais que toda a Inquisição Católica. Entretanto os professores de história e os grandes “intelectuais” carregados com seus pensamentos marxistas acusam apenas a Igreja Católica de carnificina.

E não para por aí. No Brasil, gêmeos e crianças deficientes indígenas são enterradas vivas com freqüência em nome da “cultura”. Basta que um pajé declare que aquela criança não tem alma. Entretanto, para esses “pensadores” as atrocidades em nome da cultura são justificáveis.

Também as atrocidades em nome da liberdade de expressão e opinião são toleradas, exceto quando o pensamento tem fundo religioso cristão-católico. Veja-se que hoje pelo mundo existem vários partidos e grupos declarados nazistas e comunistas, tipos que tanto fizeram vítimas pelo mundo, entretanto, é só mesmo contra a Igreja que tem graça fazer ataques.




terça-feira, 1 de abril de 2014

3º Dogma: Imaculada Conceição


Imaculada conceição – Imaculada significa sem máculas, ou seja, sem manchas, o que consiste em crermos que Maria já foi concebida sem o pecado original (origem = nascimento), como uma redenção "preventiva", ou seja, não precisando do batismo. Ela não podia estar em pecado para receber Jesus em seu ventre e amamentá-lo em seu seio virginal. O próprio Deus a preparou para ser seu sacrário, nenhum bom arquiteto faria pra si mesmo uma casa que habite o inimigo. Esse dogma foi declarado em 1854 e é festejado no dia 8 de dezembro. Há dois versículos bíblicos que nos provam este dogma. Primeiro podemos nos apoiar no evangelho de Lucas (Lucas 1 , 28), nas palavras do anjo, já podemos constatar a imaculada conceição de Maria, pois ela foi agraciada por Deus para que O Próprio habitasse em seu ventre: “Ave cheia de graça, o Senhor é contigo”. Em português, essa saudação pode nos parecer “normal”, mas em grego (que é a língua em que o novo testamento foi escrito) o anjo chama Maria de kecharitomene, o que significa plena da graça, agora e sempre, em um sentido amplo, de plenitude - segundo os dicionários de gramática grega do novo testamento; de Harvard (H. W. Smyth, Greek Grammar [Harvard Univ Press, 1968], p. 108-109, sec 1852:b;) e também Blass and DeBrunner, (p. 175).
No outro versículo, em Gênesis 3,15, Deus promete à serpente 
(que simboliza o demônio) que colocará ódio entre ela e a mulher, entre a descendência da serpente e a da mulher. Esse ódio e separação, não seriam tão perfeitos se em Maria ainda habitasse alguma mácula da serpente. A partir daqui, Deus já preparava Maria e sua descendência, aquela que veio cheia da graça para trazer ao mundo o redentor Salvador. A descendência de Maria é a partir de Jesus, logo passando para João (João 19,27) e a todos nós. Maria já estava no plano da redenção, ela é mãe de todos os redimidos (Eva dos viventes).

Aparição de Nossa Senhora em Lourdes

Para confirmar ainda mais a palavra de Deus, em 1858 (quatro anos depois da definição dogmática) ocorreu uma das aparições mais famosas de Maria em Lourdes na França, que ela revelou-se à Santa Bernardette com as seguintes palavras: “Sou a imaculada Conceição”. Diante destes fatos efetiva-se o dogma da imaculada conceição da mãe de Jesus. Afinal, é pelo fruto que conhecemos a árvore(Mateus 12, 33). O mérito de Maria ter sido imaculada é unicamente de Cristo, pois por conta Dele que Ela foi concebida sem pecado: “meu espírito exulta de alegria em Deus, meu SALVADOR” (Lucas, 1, 47).

Autor: Renato Silveira
autor do Blog Cotidiano Espiritual

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Esclarecendo o Celibato



CELIBATO
Por que a igreja católica apoia o Celibato para padres, freiras e alguns leigos?



Antes, devemos dizer que celibato é uma vida sem relações conjugais, ou seja, relações matrimoniais. 

Não podemos silenciar o texto Paulino de 1Cor 7, 25-35. Que é o fundamento mais sólido da prática celibatária “Quanto às pessoas virgens, não tenho nenhum preceito do Senhor. Porém, como homem que pela misericórdia do Senhor é digno de confiança, dou apenas um conselho: (...)Estás ligado a uma mulher? Não te separes. Não estás ligado a uma mulher? Não procures mulher(...)Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e de como agradar à esposa, e fica dividido. Assim também, a mulher solteira e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo e de como possa agradar ao marido. Digo isto para o vosso bem, não para armar uma cilada; simplesmente para que façais o que é mais nobre e possais permanecer sem distração junto do Senhor”. E não somente os textos bíblicos que recomendam o matrimônio numa leitura unilateral do texto sagrado. Analisando o texto acima, notamos que já em 56, ou seja, no terceiro decênio do Cristianismo, o Apóstolo escrevia aos fiéis de Corinto enfatizando o valor da vida una ou indivisa. Sem claro menosprezar aqueles que se casam, pois se “estás ligado a uma mulher não se separe!”, mas claro, querendo dizer que quem se casa, tem outras preocupações para santificar a família e deve se ater à fidelidade, se preocupa com as coisas do mundo e em agradar seu parceiro, pensa na multiplicação da família e fica dividido entre a família e a igreja (ovelhas) etc...não dizendo que é algo do mundo ter família, mas de se preocupar com as coisas do mundo e driblá-las para santificação da família."Não estás ligado a uma mulher? Não procures mulher. Todavia, se te casares, não pecarás; e se a virgem se casar, não pecará. Mas essas pessoas terão tribulações na carne; eu vo-las desejaria poupar".
O Apóstolo alude às tribulações acarretadas pelo casamento... Não somente àquelas que se originam na sexualidade desregrada, mas aos encargos da vida conjugal (preocupações com orçamento, salário, educação dos filhos...). - São Paulo explicita seu pensamento: 
É freqüente citar-se também o texto de Mt 19, 12, em que Jesus se refere aos eunucos que se fizeram tais por amor do reino dos céus. Este texto, porém, examinado à luz dos antecedentes, alude àqueles cristãos que têm vocação matrimonial, mas fracassaram no casamento e devem viver como eunucos ou como celibatários para não trair o Cristo ou por amor do reino dos céus."Eis o que vos digo irmãos: o tempo se fez curto. - Resta, pois, que aqueles que têm esposa, sejam como se não a tivessem; aqueles que choram se regozijassem; aqueles que compram, como se não possuíssem; aqueles que usam deste mundo, como se não usassem plenamente. Pois passa a figura deste mundo."
"O tempo se fez breve". Por quê? Porque nele entrou o Eterno e Definitivo, para o qual o cristão se volta com todo o interesse, dispensando-se, enquanto possível, de todos os afazeres não estritamente necessários; ele procura concentrar-se no serviço do Eterno, ciente de que o tempo se tornou breve demais para quem tem consciência da presença do Eterno a iniciar seu reino neste mundo. A conseqüência disto é uma revisão dos valores deste mundo; são válidos, sim, mas hão de ser considerados à luz da eternidade; nenhum deles é capaz de saciar as aspirações mais profundas do ser humano. Cada um deles, portanto, é um aceno a algo de ulterior que só se realizará plenamente no além. Não há por que se derreter em lágrimas como não há por que dar gargalhadas tão efusivas... Certa reserva permanece na consciência do cristão que reconhece o caráter ambíguo e relativo dos bens passageiros. Com efeito; escreve o Apóstolo: "Passa a figura deste mundo". Tal frase compara a história deste mundo a uma peça de teatro, cujo enredo pode ser fascinante, suscitando aplausos, risos, lágrimas, diálogo,... mas enredo que o espectador sabe ser transitório a cortina cairá sobre o palco, pondo fim ao fascinante enredo, de modo que o espectador não pode estar totalmente envolvido no desenrolar do palco; Ele não pode perder a convicção de que tudo passa e só Deus fica. Ora tal convicção faz brotar na mente do cristão uma atitude virginal, atitude esta que se pode espelhar no físico do cristão, levando-o a abraçar a vida uma ou indivisa. 
É, pois neste texto de São Paulo que se fundamenta a vida celibatária, que, conforme o Apóstolo, implica um carisma ainda mais elevado do que o da vida conjugal: "Procede bem aquele que casa sua virgem; aquele que não a casa, procede melhor ainda" (1Cor 7, 38).
Em suma, verifica-se que a vida uma ou indivisa é a resposta espontânea que desde os primeiros decênios o cristão, sustentado pela graça de Deus, possa dar ao anúncio do Evangelho. A virgindade consagrada e o celibato não tinham valor nem para o judeu nem para o pagão, mas sim para os cristãos. Eles brotam da consciência de que o Reino já chegou com Jesus Cristo. 
Algumas passagens bíblicas parecem contradizer a essa estima da vida una. 
O Apóstolo censura os que proíbem o casamento: cf. 1Tm 4, 3.” Eles proibirão o casamento, exigirão abstinência de certos alimentos, embora Deus tenha criado essas coisas para serem recebidas com acção de graças por aqueles que têm fé e conhecem a verdade.”
Aplicar-se-ia censura à Igreja? - Não. S. Paulo tem em vista pregadores gnósticos dualistas, que repudiam a matéria, considerada má por si mesma, em oposição ao espírito. Ora tal não é o modo de pensar da Igreja; ela sabe que a matéria foi criada por Deus para dar glória ao Criador. De resto a Igreja não proíbe o casamento de modo geral; ela o proíbe a quem espontaneamente abraçou o celibato juntamente com o sacerdócio ministerial. O matrimônio na Igreja é abençoado por um sacramento próprio. Nem é de crer que o Apóstolo tenha caído em contradição consigo mesmo (ver 1Cor 7, 25-35)Outro versículo que nos garante a prática, para pessoas vocacionadas, do celibato é o seguinte: "Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”.Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 
Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender entenda”.(Mt 19, 9-12) . Ou seja, Ele foi claro que aguns tem a capacidade de entender o matrimônio seriamente, outros não tem essa vocação, não se casam, e é melhor que sirvam só a Deus e a igreja.
Os sacerdotes do Antigo Testamento

Alegam alguns: "Os sacerdotes do Antigo Testamento só eram admitidos se fossem casados, bons maridos e bons pais". 
- Em resposta afirmamos que é fora de propósito recorrer ao caso do Antigo Testamento. Este é uma preparação para o Novo; os Israelitas faziam questão de se casar e ter filhos para preparar a vinda do Messias. Este objetivo já foi atingido no Novo Testamento de modo que agora o interesse do sacerdote não é ter filhos, mas concentrar suas atividades em torno do Reino do Messias. Muito embora, alguns momentos o celibato era importante como algo profético; Jeremias é claro nisso (Jr 16,1-4)  Quanto mais livre de familiares, tanto mais poderá atender aos irmãos. 
Não que se você casar não deve servir a Deus na igreja, você Deve! Todos devem servir a Deus, mas há aqueles que devem somente fazer isso, para o bem de toda a assembléia, ter a cabeça somente na igreja, sem preocupação de família.



2. Esposo de uma só mulher (1Tm 3, 2)

O epíscopo ou presbítero deve ser esposo de uma só mulher (cf. 1Tm 3, 2). Estaria, por isto, o padre obrigado a casar-se? 
Não. O Apóstolo tem em vista uma comunidade situada em Éfeso cujos membros se converteram em idade adulta. Pois bem, dentre esses o Apóstolo deseja que sejam escolhidos para o sacerdócio homens casados (evitando os viúvos recasados). É de crer que não houvesse homens solteiros na comunidade. Esta norma do Apóstolo, em vez de favorecer o casamento dos clérigos, fala em favor da restrição do casamento, pois rejeita a ordenação de viúvos recasados.



3. Sacerdócio comum dos crentes


Dizem alguns pastores protestantes: "A idéia de que há uma divisão entre o clero e o leigo é um equívoco que se baseia na imagem de uma casa de dois andares: no andar de cima esta o clero (ekklesía), Igreja, no andar de baixo está o leigo (laikós), o povo. A Reforma Protestante do século XVI derruba essa educação falsa e afirmou o sacerdócio universal de todos os crentes". 
Em resposta diremos: Jesus confiou a todos os fiéis à tarefa missionária ou o anúncio da Boa Nova a todos os homens, mas entregou somente aos Apóstolos duas faculdades sacerdotais de importância capital: a faculdade de consagrar o pão e o vinho concedida aos Doze apenas ("Fazei isto em memória de mim") e a faculdade de perdoar os pecados, também reservada aos Doze: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, serão retidos".
Os Apóstolos e seus sucessores exerceram tais faculdades em virtude do dom de Cristo Sacerdote, que é o sacramento da Ordem caracterizado por um tipo de vida próprio dos sacerdotes. Um sacerdote é um representante de Cristo, e Cristo viveu o Celibato




4. Motivações antropológicas

É válida a argumentação aduzida por Pastores. Bem mostra como a vida una depende da capacidade ou da estrutura humana de cada indivíduo. Estranha-se, porém, a respeito do embasamento teológico do celibato de muitos católicos; sabendo os versículos certos daria maior consistência à posição do celibato. É preciso que não haja medo de dizer toda a Verdade. 



Por que grandes profetas e discípulos viveram tal prática do celibato? 
Como Elias, João Batista, João Evangelista, São Paulo e claro, o próprio Jesus. 
Estes não se casaram, para viver unicamente a serviço de Deus e do anúncio de Seu reino. 
Algumas pessoas pensam que era melhor se Padre se casasse, pois “acabaria" com essas coisas sujas e irregulares que infelizmente temos em algumas igrejas (pedofilia, homossexualismo, ou ainda sair com mulheres às escondidas). Mas eu pergunto, será mesmo que acabaria?Uma pessoa de má índole não segue ser padre ou freira por vocação, mas sim por comodidade e por "profissão", não mudaria, pois iria ficar priorizando só a sua vida, e de seus filhos e esposa.



Autor: Renato Silveira
Tags: Por que padre não casa Por que padres não se casam Por que freiras não casam
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A importância da CRUZ
Presença de Cristo na EUCARISTIA
CONFISSÃO: Como fazer uma boa confissão
Purgatório

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Adorar Deus sabado ou domingo? Parte 2

Adorar Deus sabado ou domingo? Parte 2
Não devemos nos basear na antiga aliança, apenas nas revelações de Deus no Antigo Testamento, mas não nas leis. Devemos nos basear no Evangelho, pois Deus veio a nós, se fez homem e fez novas todas as coisas, com a nova aliança da páscoa.
Jesus fez um milagre num sábado exatamente para abolir essa lei judaica(Mt 12,12-13)
Todos os outros protestantes que guardam o Domingo irão para o Inferno porque estão obedecendo Roma?
RESPOSTA:
Os adventistas dizem que sim, pois afirmam que todos os que não guardarem o sábado receberão o sinal da besta, Ellen White em O Conflito dos Séculos, p. 611, diz:"O sábado será a pedra de toque da lealdade... traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem"
Os Hereges Adventistas insistem em dizer que o decálogo é obrigatório, e assim, vivem na Antiga Aliança, afirmando que todos os não-sabatistas não cumprem com a lei.
O Antigo Concerto, porém, foi dado a Israel, que não o cumpriu. Veio Jesus, cumpriu a lei e realizou uma Nova Aliança, sob o qual estamos.
Uma vez que a verdade é absoluta, não podendo haver várias verdades como você explica o fato de os Adventistas terem se dividido em 5 ramos (hoje apenas os do sétimo dia têm uma importância maior?)
RESPOSTA:

Não existem varias verdades, mas uma única verdade chamada Jesus Cristo. Suas palavras são para sempre e nelas não existe nenhum engano.Todos hão de concordar com as palavras de (Jo 14,6) " Eu sou o caminho a verdade e a vida...".
Embora na antiguidade cristã tenha havido algumas poucas seitas heréticas (Arianos, Nestorianos, etc.), foi, sobretudo, a partir do século XVI que começou uma verdadeira mania de fundarem-se religiões ou igrejolas como se fundam clubes.
Há hoje mais de 50 mil, Tudo fruto do livre exame da Bíblia, inventado por Lutero.
Em nenhum tempo da História os homens receberam autoridade para alterar a obra fundada, planejada e inaugurada por Jesus Cristo.
" Todo Aquele que Divide Jesus é um Anticristo" ( 1 Jo 4,3 )
Como se explica o fato que existe uma nova Seita dos Adventistas a qual concorda com o fato de que você deve guardar o dia em que o Senhor ressuscitou dos mortos ?
RESPOSTA:
Contradição entre os Adventistas...
Pelos "cálculos bíblicos", desta seita da seita, esse dia foi um Sábado e não um Domingo Parece que o "espírito" da Elen White, baixou em outro "ungido" adventista. Mas há de se considerar que, naquela época se contavam os dias inteiros, independente da hora. Então Jesus morreu sexta (1° dia), sábado (2° dia) e domingo ressuscitou (3° dia) e a nova seita adventista concorda com isso.
Assim, o melhor a fazer é evitar falsas doutrinas pregadas por falsos pastores (Cf. 2Pd 2,1)
" Mas, ainda que alguém, nós ou um anjo baixado do céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado , que ele seja anátema." (Gl 1,8).
Uma vez que os Adventistas descendem diretamente do Protestantismo, por que a maioria das seitas protestantes não consideram os Adventistas Cristãos?
RESPOSTA:
Os adventistas descendem de uma Heresia, mas não são aceitos nem pela maioria dos Protestantes.
Logo podemos concluir que os adventistas, são os hereges dos hereges.
Fizerem da Bíblia a Mãe das heresias e continuam com a Sola Scriptura e livre interpretação!!!
OBS:Os demais Protestantes na hora de divulgar seu crescimento em números, convenientemente contabilizam também os Adventistas, como "irmãos Evangélicos", mas também os protestantes pentecostais, Luteranos, anglicanos, guardam o domingo e não o sábado e criticam debatendo contra o Adventismo.
Não faz sentido cultuar a Deus no ultimo dia da semana, devemos cultua-lo já no primeiro dia, pra já começar a semana na graça..Como foi no começo de uma nova vida em sua RESSURREIÇÃO.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Adorar Deus sábado ou domingo? Parte 1


Adorar Deus Sábado ou Domingo?(Parte 1)


Alguns pensam que a igreja católica se baseou no Imperador Constantino (272 – 327) para “mudar” o dia de adoração a Deus de sábado para domingo, mas podemos provar que antes mesmo do nascimento deste imperador, os cristãos já adoravam, e partiam o pão em memória do senhor no Dies Dominus – dia do senhor. O dia do sábado no Antigo Testamento lembrava também a libertação de Israel do Egito. No Novo Testamento recorda agora a Páscoa de Jesus e sua Ressurreição no domingo; por isso, a Igreja, desde os Apóstolos guarda o domingo como o dia do Senhor. (Dominus)
O Testemunho de Cristo, dos Apóstolos e do Espírito Santo
Vamos conferir também que os primeiros cristãos já adoravam a Deus no domingo.

Jesus aparece à primeira vez aos Apóstolos no domingo, no dia da Ressurreição.
Imaginem a alegria que os Apóstolos sentiram ao ver o Senhor Ressuscitado! Sobre
isto escreveu o Salmista:
"A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça da
esquina. Foi o Senhor que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos. Este é o dia
que fez o Senhor; regozijem-nos e alegremo-nos nele" (Sl 118,22-24). Ora, Jesus se
tornou a Pedra Angular no dia em que Ressucitou, o dia da Ressurreição "foi o Dia que
o Senhor fez".
-
Tertuliano: 160-220. No início do século III, Tertuliano chegou a afirmar que: “Nós (os cristãos) nada temos com o Sábado, nem com outras festas judaicas, e menos ainda com as celebrações dos pagãos. Temos nossas próprias solenidades: O Dia do Senhor... (On indolatry 14). Em “De oratione”(23). Tertuliano insistia na cessação do trabalho no Domingo como dia de culto para o povo de Deus.
A
Didaché, que é um dos documentos mais antigos da era cristã diz: "No dia do Senhor (no domingo) reuni-vos todos juntos para a fração do pão E dai graças (oferecendo a Eucaristia) depois de confessar os vossos pecados para que vosso sacrifício seja puro" (Didaché, XIV)Santo Inácio de Antioquia, no ano 107, diz aos cristãos de seu tempo que "de nenhuma maneira os cristãos devem sabatizar".
Portanto é bem falso afirmar que foi Constantino que em 313 decretou a mudança, pois não era o mesmo dia de adoração dos cristãos e dos judeus.
Conforme o Profeta Jeremias, em Seu novo pacto, o Senhor promete escrever a Sua Lei
no interior e no coração dos homens. E conforme Ozéias, no dia em que isto acontecer,
os homens O conhecerão. Ora, isto se cumpre exatamente num Domingo, quando o
Espírito Santo é dado aos Apóstolos (cf. Jo 20,19-23; At 2,1-4); pois é o Espírito Santo
que nos convence da vontade de Deus.
A segunda aparição do Senhor aos discípulos não é no Sábado, mas no novo "dia que o
Senhor fez" (cf. Sl 118,24), isto é, no Domingo (cf. Jo 20,26), dia em que Tomé o adora
como Deus (cf. Jo 20,29). Talvez temos aqui a primeira adoração cristã a Deus no dia
de Domingo.
O Culto Cristão acontece no domingo (cf. At 20,7; 1Cor 16,2). Os Sabatistas alegam
que a "Ceia do Senhor" não era uma reunião de culto. A Primeira Carta de São Paulo
aos Coríntios mostra claramente que a reunião da "Ceia do Senhor" era uma reunião de
culto. Basta verificar os capítulos 11 a 16.
No entanto muitos cristãos se viam tentados a judaizar, isto é, a observar as prescrições
da Lei de Moisés. Os Gálatas era um exemplo e por causa deles São Paulo dirige-lhes
uma epístola exatamente para tratar desta questão. E vejam a bronca que o Apóstolo dá
neles:
"Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi apresentada
a imagem de Jesus Cristo crucificado? Apenas isto quero saber de vós: recebestes o
Espírito pelas práticas da lei ou pela aceitação da fé? Sois assim tão levianos? Depois
de terdes começado pelo Espírito, quereis agora acabar pela carne?" (Gl 3,1-3).
Quem ainda duvidar de que São Paulo também estava se referindo à observância do
Sábado, então veja o que ele escreveu aos Colossenses:
"Que ninguém vos critique por
questões de comida ou bebida, pelas festas, luas novas ou sábados. Tudo isso nada
mais é que uma sombra do que haveria de vir, pois a realidade é Cristo" (Cl 2,16-17)
São Paulo confirma que o Antigo acordo (que incluía a observância do Sábado) foi
substituído pelo Novo acordo cumprido pela Morte e Ressurreição do Senhor Jesus (que
inclui agora o Domingo como o Dia do Senhor).
Em Levítico temos:
“Quando entrardes na terra que Eu vos dou, e fizerdes a colheita, levareis um feixe de espigas como primícias da colheita ao sacerdote que o agitará diante do Senhor, para
que vos seja aceito. O sacerdote o fará no dia seguinte ao sábado... é uma lei perpétua,
válida para os vossos descendentes, onde quer que habiteis. Contareis sete semanas
completas à partir do dia seguinte ao sábado, quando trouxerdes os feixes das espigas
agitados ritualmente. Contados assim cinqüenta dias até a manhã seguinte ao sétimo
sábado, oferecereis ao Senhor uma nova oblação...Nesse mesmo dia convocareis uma
assembléia litúrgica, e não fareis nenhum trabalho servil. É uma lei perpétua, válida
para vossos descendentes onde quer que habiteis.” (Levítico 23,9-21.)
Mais uma confirmação Bíblica de que o Domingo é o Dia do Senhor, está no Livro do
Apocalipse. Em Ap 1,10 São João escreve:
"Num domingo, fui arrebatado em êxtase, e
ouvi, por trás de mim, voz forte como de trombeta". A expressão que no português está
como "num domingo" no original grego está "té kyriaké hémerà", que significa "No Dia
do Senhorio"Temos aqui a palavra Kyriakos, sob a forma adjetivada, ou seja, como sendo pertença do Senhor. Originalmente essa palavra era usada com o sentido de imperial, algo que pertencia ao cezar romano. Os crentes primitivos aplicaram-na ao domingo, o primeiro dia da semana. Esse é o uso que se encontra em Didaché 14, e Inácio, Magn. 9, que foram escritos não muito depois do Apocalipse. Portanto, trata-se de uma forma adjetivada da palavra "Kýrios", (Senhor) e significa literalmente “que diz respeito ao Senhor”; “concernente ao Senhor”; “pertencente ao Senhor”; senhorial, e não “do Senhor”, como lemos em algumas das nossas traduções. Portanto, não se trata do senhorio que cobra o aluguer da casa (substantivo), mas da adjetivação do ato de ser Senhor sobre todos. Ora, aqui São João está dizendo que no Domingo, que é Dia do Senhor,
Deus lhe deu uma revelação. Se o Domingo não é o Dia do Senhor, por que São João
assim o indicou no Livro do Apocalipse?

Os Verdadeiros Cristãos guardam o dia de Domingo, o Dia do Senhor, e não o sábado dos judeus.
(Domingo vem do latim "Dominus," Senhor"),
Este dia é guardado porque foi nele que Cristo ressuscitou.
Nele que Cristo recriou o mundo após haver passado o sábado libertando os justos presos no Inferno (Mt 28,1; Mc 16,2; 16,9; Lc 24,1; Jo 20,1). Em II Cor 5,17, Paulo fala da Nova Criação realizada em Cristo. Se o Sábado celebrava a primeira criação, o domingo celebra a segunda criação, a nova aliança.
Cristo é o Senhor do Sábado, maior que o sábado e com poder de modificá-lo à vontade (Mc 2,28).
Foi também NO DOMINGO que o Senhor apareceu aos discípulos pela primeira vez (Jo 20,19). E no domingo seguinte, oito dias depois, a São Tomé (Jo 20,26).
O sábado era usado NÃO para a reunião dos cristãos, mas sim para ir procurar os judeus e evangelizá-los, levando-os a conhecer Nosso Senhor Jesus Cristo (At 13,14; At 13,42; At 13,44; At 17:2).
Sempre foi no domingo, e NÃO no sábado, que os discípulos se reuniram, como podemos ver em At 20,7 e 1Cor 16,2.
É verdade que a Igreja procurava evangelizar no Sábado. Mas é também verdade que, até ao ano 70, os cristãos
vindos do judaismo iam ao Templo. Paulo não proibe celebrar o Sabado como tal; entende que tal não pode ser imposto (como, aliás, se deve entender também o Domingo - como não imposto, mas como necessidade do cristão). Assim, até ao ano 70 d.c., quem queria celebrar também o Sábado, celebrava.
Até ao ano 70 d.c., o cristianismo era tido como mais um movimento judaico entre outros. A cisão surge defenitiva após a tragédia do ano 70, com a escola rabinica de Jamnia.
Portanto, é verdade que também aos sábados os cristãos iam ao templo. Mas iam ao templo judaico na medida em que se consideravam judeos (judeo-cristãos). No caso dos cristãos vindos do paganismo, essa questão nem se colocava, o que provocou o primeiro concilio da Igreja, o concilio de Jerusalém.
Foi igualmente no domingo que São João recebeu o livro do Apocalipse (Ap 1,10)
O sábado era apenas uma figura do domingo, uma sombra do que veio depois, assim como os sacrifícios de bichos no Templo dos judeus eram figura do Sacrifício de Cristo na Cruz e a proibição de certas comidas era figura da proibição do pecado aos cristãos.
É por isso que São Paulo diz aos Colossenses:
"Ninguém, pois, vos condene pelo comer ou pelo beber... ou dum sábado, coisas que são sombra do que virá" (Cl 2,16). Se sábado fosse tão importante Jesus falaria aos discípulos para guardá-lo, e em nenhum momento no Novo Testamento temos a guarda do sábado. Continua...


Autores: Renato e Rui Miguel
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