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Nosso objetivo é estudar e divulgar artigos para reflexão de todos aqueles que tem no sentido de tua existência: fazer o bem e seguir aquele que é a essência do verdadeiro amor e santidade: Jesus Cristo! Abraços em Cristo!








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Renato Silveira, lança 2ª edição do livro sobre Maria! Saiba mais, clicando na imagem.

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Livro: Quem é Maria para nós?

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Mariologia

mariologia

Mariologia

Por Renato Silveira

A mariologia é o estudo de Maria, Mãe de Cristo. E está totalmente interligada à cristologia (estudo de Cristo) e à eclesiologia (estudo da igreja). Isso porque, Maria, está completamente ligada a toda a história da igreja e ao plano salvífico de Deus. Maria foi o canal de interligação do divino (Cristo) com o homem. “Quando veio a plenitude dos tempos Deus enviou seu filho, nascido de uma mulher.” (Gl 4, 4). Maria foi quem humanizou o verbo segundo a vontade de Deus. Sendo totalmente humana, de natureza unicamente humana dá à luz Àquele que os cristãos tem por verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E cumpre em plenitude as vontades Dele.
Segundo o grande mariólogo José Cristo Rey Garcia Paredes (2011), estudar e meditar a fundo sobre o significado de Maria nos leva a perceber melhor o alcance da vocação cristã e eclesial. A mariologia trata de colocar a figura de Maria, o seu papel, organizado em cada contexto estudado.

Principais subdivisões da mariologia:
Mariologia bíblica – como o próprio nome da matéria diz, estudamos Maria em seu contexto através das escrituras. Uma análise tanto macro da bíblia, como micro (cada evangelho e cada livro de forma peculiar) para verificarmos como era vista sua figura por cada um dos escritores em seus textos de forma específica. E, também, analisá-la como um todo perante a bíblia, interligando-se os livros.
Mariologia histórica – Analisar Maria dentro da historicidade humana. Verificando até âmbitos religiosos (de outras religiões que não a cristã) e como sua figura foi encarada para a humanidade em sua história. Maria foi cultuada por diferentes crenças, culturas e povos e colocada em altos escalões até mesmo em outras religiões. Vitor Gruppelli em seu livro “Maria a Igreja e o povo” aborda maria no diálogo ecumênico e inter-religioso, sugerindo que o carinho a Maria é lembrado até mesmo com os muçulmanos.
Mariologia dogmática – Estuda os dogmas marianos de forma isolada. Cada um em seu tempo, contexto e magistério.
Mariologia social – é uma matéria tão importante como as outras em sua essência. Pois dialoga com a política e a sociedade. Recorda a frente de responsabilidade social da igreja. Segundo Clodovis Boff, especialmente na América Latina, onde vivem povos que são, ao mesmo tempo, majoritariamente excluídos e profundamente marianos.
Mariologia sistemática – sistematizar a mariologia é organizar teologicamente, arquitetar a doutrina mariana. É conectar todas as mariologias citadas entre si.
Mariofanias (geralmente opcional). Estuda as aparições marianas. São as manifestações ou revelações milagrosas ou de corpo presente de Maria. É uma matéria um pouco separada, pois é opcional, mas não deixa de ter algum valor teológico e de ser muito aproveitada em diversos cursos de mariologia. A mariologia é grande e envolve até mesmo as deusas pagãs como comparativo à crença mitológica anterior ao cristianismo. É claro que nesse artigo não nos aprofundamos em cada um desses temas. Cada um deles é muito específico e exige um estudo minucioso para cada parte. Mas neste artigo o propósito foi darmos um ponta pé inicial para abrir as portas do que é a mariologia e de seus principais temas.

Bibliografia:
Silveira, Renato - Quem é Maria para nós?. (2012)
Crysto Rei Garcia Paredes, José - Mariologia Síntese bíblica, histórica e sistemática.(2011)
Patsh, José - A mãe do Senhor. (1959)
Groppelli, Vitor - Maria a Igreja e o povo. (2009)
Temporelli, Clara -Maria mulher de Deus e dos pobres. (2011)

Renato é mariólogo há mais de 6 anos. Escreve artigos no blog Cotidiano Espiritual e é autor do livro Quem é maria para nós?

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Milagre da multiplicação ou da partilha?

milagre da multiplicação ou da partilha?

Milagre da multiplicação ou da partilha?

Por: Renato Silveira

Existe um debate muito polêmico  acerca da famosa passagem descrita no evangelho de Mateus onde Jesus supostamente, ou mesmo factualmente, multiplica os pães para que a multidão que o ouvia pregar pudesse saciar a fome. Conta-se nos textos que havia muita gente no local  já fazia bastante tempo e havia apenas 5 pães e 2 peixes. Vamos relembrar:
Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes. Trazei-mos, disse-lhes ele. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.” (Mt 14, 15-21).

Para os teólogos mais tradicionais e conservadores, o milagre dos pães permanece como milagre da multiplicação. Significa que realmente Jesus operou um milagre sobrenatural enchendo os cestos de pães. Já para alguns teólogos modernos (especialmente os partidários da teologia da libertação) esse milagre nada mais foi do que um milagre da partilha. Significa que, as pessoas foram colocando nos cestos o que tinham, e assim foi-se enchendo os cestos a ponto de todos poderem comer.
Mesmo sendo o Cotidiano Espiritual um blog católico, nesse artigo nós não iremos tomar partido sobre nenhuma das duas interpretações. A intenção é levarmos o leitor a tomar suas próprias conclusões e tentar mesclar os dois modos de ver para que não se torne uma guerra, mas sim um complemento entre uma teoria e outra.


Primeiramente o que devemos ter em mente é que a mensagem da partilha e da caridade, acompanharam em grande parte as palavras de Jesus nas escrituras. O tempo todo que Jesus pregava, na maioria das vezes ele chamava a atenção para que fossemos caridosos e partilhássemos as coisas com os mais necessitados.  Por exemplo, na primeira carta que São João nos escreve: “Quem possuir bens deste mundo e olhar o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.” (1 João 3, 17-18). Portanto, não se pode chamar por cristão alguém que não partilha, que não pratica a caridade. A caridade e a partilha devem estar nas atitudes e no coração de um cristão de forma natural.
Ao mesmo tempo, não podemos menosprezar o poder de Deus, e achar que Jesus apenas veio ao mundo como um “assistente social” ou um “revolucionário” da paz. Ele também tinha a missão de divinizar o homem e de nos trazer a salvação por meio da cruz.


Separei dois testemunhos históricos verdadeiros para integrar com esse nosso artigo. Afinal, mesmo que raramente, os milagres acontecem como sinais que dialogam com a nossa crença. Faremos uma analise desses dois testemunhos para que possamos tentar esclarecer um pouco do que estamos estudando hoje.
O primeiro fato que vamos contar é o de Santa Zita (padroeira das empregadas domésticas). Santa Zita viveu entre 1218 e 1278. Era uma empregada doméstica muito pobre mas, mesmo assim, sempre partilhava o que tinha, sua comida, suas roupas. E, com autorização de seus patrões, às vezes pegava o que sobrava na dispensa e distribuía aos pobres.  Mas quase nunca seus patrões permitiam isso. Numa época de grande escassez distribuiu aos pobres grãos que se encontravam na dispensa. Quando chegou o furibundo capataz para contar os grãos, os encontrou todos ali, nunca se explicando como o fato tinha ocorrido.
O Segundo (de forma bem resumida) é o de São Felipe Neri, que viveu entre 1515 e 1595. Era um padre que se dedicava o tempo todo aos pobres e necessitados. Certa vez, sabendo de um lugar onde havia crianças muito miseráveis e órfãs, levou uma panela de sopa que esquentou e dividiu com todos. Mas eram muitas crianças e uma pequena panela não daria conta de saciar a fome de todos.  Mesmo assim, o pouco que tinha dividiu com todos. Quando Felipe Neri já estava recolhendo tudo pois acabara a sopa, se deparou com a panela cheia novamente em suas mãos, dando assim, para encher cada prato das crianças novamente.


Esses relatos nos provam que poderia ser completamente possível um milagre sobrenatural de Cristo, a partir do momento que ele viu a boa vontade, a fé e a caridade daquelas pessoas que o ouviam.

Concluindo:

Não há como afirmarmos com exatidão o que aconteceu exatamente naquele momento, se foi um milagre sobrenatural ou um milagre da palavra de Jesus que tocou  o coração das pessoas e moveu-as a se ajudarem dando o que tinham para partilhar com as outras pessoas, ou ambos.
Mas o que podemos afirmar é que, olhando a história da igreja e de seus santos, podemos tirar 2 conclusões; primeira que Jesus poderia ter feito o milagre da multiplicação de forma sobre-humana, pois se com os santos citados foi feita, Jesus poderia fazer também. A segunda é que, independente de qualquer coisa, Deus se move a fazer um milagre, partindo do nosso coração caridoso. Ou seja, mesmo que o milagre seja da multiplicação, o início desse milagre sempre será pela partilha, pela caridade. Quando São Felipe Neri coloca a sopa para as crianças, não sabia que ocorreria um milagre, apenas partilhou, o mesmo aconteceu com santa Zita, ela não foi contando que o milagre aconteceria, mas a partir de suas atitudes Deus deu a retaguarda para eles. Deus faz a parte Dele quando fazemos a nossa de coração.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Dogma: Assunção de Maria ao céu


Dogma: Assunção de Maria ao céu


"Filhas de reis saem ao teu encontro. De pé, à tua direita, está a rainha, ornada com ouro de Ofir. (Maria) Ouve filha, vê e inclina o teu ouvido: esquece o teu povo e a casa de teu pai, pois o rei se apaixonou pela tua beleza. Prostra-te na frente dele, pois é o teu senhor! A cidade de Tiro vem com os seus presentes, os povos mais ricos buscam o favor dele. Entra agora a princesa, belíssima, vestida com pérolas e brocados. (Maria entra como princesa, após fica como rainha à direita de Jesus) Eles (os anjos) levam-na à presença do rei, com séquito de virgens, e as suas companheiras a seguem." (SALMO 45,10)

- A assunção da mãe, é um dogma que diz que ela foi levada aos céus em corpo e alma. Note que, Assunção não é o mesmo que Ascensão. Jesus teve sua Ascensão, por próprio mérito e poder, subiu aos céus por Ele mesmo. Maria teve uma Assunção, ou seja, foi levada pelos anjos ou pelo próprio Deus, não foi por si mesma. Justamente por sua vida imaculada (livre da mácula, livre da mancha do pecado) ela mereceu subir de corpo e espírito aos céus e foi coroada como rainha de todos os anjos e santos. Para Santo Irineu (Bispo, filósofo e doutor da igreja), do século II(de 130 a 202), Maria foi a nova Eva, obediente nas decisões a Deus e não pecadora. Portanto participou da sorte do novo Adão, Jesus Cristo, ressuscitou depois da morte, e seu corpo não experimentou a corrupção (A Mãe do Senhor, p. 277 - José Patsch). A corrupção corporal que temos na morte, nos foi dada através do pecado original vindo de Eva, do pó viemos e ao pó voltaremos (Genesis 3,19), mas também Deus promete aos seus justos não passarem pela corrupção do corpo (Salmos 15,10 e Mateus 16,28), todos nós passaremos desta vida somente em espírito, e no ultimo dia, teremos nossa assunção ao céu de corpo também. Maria já o teve, pois foi concebida sem pecado original, então não houve o porquê passar pela corrupção corporal. E também o fato de viver sem pecados, algumas vezes nos garante essa salvação, temos exemplos de corpos de santos incorruptos que são sinais do amor de Deus pela vida eterna que ele quer para nós (como santa Rita de Cássia, Santa Bernadete, padre Pio e tantos outros), mas esses não subiram aos céus por causa do pecado original, o qual só Maria e Jesus foram livres pelo plano de redenção de Deus. O arrebatamento é bíblico e podemos provar isso com Elias e Henoc (II Reis2, 11, Hebreus 11,5)que foram arrebatados da terra. Mas Maria foi a primeira a ter sido assunta diretamente ao céu, isso porque a "inauguração" do céu só acontece após a morte de Cristo (1Cor 15,20), quando ele desce a mansão dos mortos e leva as almas para o céu (por isso Elias e Henoc não foram considerados primeiros assuntos ao céus diretamente, o céu ainda não tinha sido"inaugurado" por Jesus).

Tanto o livro dos Salmos, como apocalipse e, também, Paulo concordam que o Senhor livrará teu justo da corrupção do corpo. Pois bem, aquela que é cheia de graça não conhece a corrupção, não teve pecado em vida, portanto não teve putrefação carnal (morte sim, pois até Cristo morreu na cruz, mas seu corpo não deteriorou). Não se vê o corpo de Maria, nem nunca se viu segundo a tradição histórica, arqueológica e até a tradição católica. Ela tem um túmulo, porém vazio, desde sempre, seu corpo está vivo! Em suas aparições, Maria vem com corpo e espírito, não apenas espírito. Suas aparições já são a confirmação de sua assunção ao céu, alguns videntes puderam tocar em Maria. Aquela que tem "veste explendente de ouro de ofir"(Salmo 45,10)"aquela que é "revestida de Sol, e na cabeça uma coroa"(Apoc 12,1)" e que sendo justa "resplandecerá como o sol" (Mt 13,43) é Maria, Nossa mãe e Senhora. Tudo nos mostra muito claramente a realeza de Maria, uma grande mulher justa, que mereceu a coroa no céu. Será que Jesus não preservaria sua mãe tão pura e tão obediente desta corrupção corporal? Será que Ele não honra sua mãe, que é o 4° mandamento? Claro que sim! Conta a tradição que Maria teve uma passagem desta vida bem tranquila, na verdade chamada de “dormição”, e para confirmar que o salário do pecado é a morte e que ela não teve esse “salário”, assim como seu filho e como primícia daqueles que Cristo ama, também ressuscitou. 
Se nosso corpo é templo do Espírito Santo (1Cor 6, 15-19) quanto mais o da mãe de Jesus, onde o mesmo habitou colocado pelo próprio Espírito. Eva é mãe dos viventes e Maria mãe dos REDIMIDOS POR CRISTO SEU FILHO (1Cor 15,21)


Este dogma foi declarado em 1950 d.c. pelo papa Pio XII

Conclusão da Série Dogmas Marianos: Um dogma liga o outro se pararmos para reparar: - Maria jamais poderia ser assunta aos céus, se não tivesse uma vida imaculada -Não poderia ser mãe de Deus se num fosse concebida sem pecado original -Não poderia ser virgem a vida toda, se quisesse proceder (de seu marido) com a mácula original. É claro que não devemos adorar a mãezinha, apenas a Deus, mas DEVEMOS amá-la, e devemos muito a ela pela redenção de Jesus, pois pelo seu sim tivemos a salvação de Cristo.


A série Dogmas Marianos termina aqui mas continuo a disposição no email para dúvidas e aprofundamento. Muito obrigado a todos pelo acompanhamento da série e até os próximos artigos!




Renato Silveira Mariólogo, autor do Blog Cotidiano Espiritual
e do livro "Quem é Maria para Nós?"

tato211219@gmail.com


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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Renato Silveira - mariólogo


renato silveira


Renato Silveira

Nascido em São Paulo no ano de 1987, Renato Silveira começou sua vida cristã bem jovem, tocando no ministério musical da igreja Verbo Divino, aos 11 anos de idade. Mas o interesse por estudos mais aprofundados começou um pouco mais tarde, quando aos 17 anos se converteu completamente à Igreja Católica Apostólica Romana. Participou de muitos encontros bíblicos e grupos de jovens e oração. 
Formado em Iniciação Teológica – Formação Católica On-line; Mariologia - Formação Católica On-line; Sacramentos – Arautos do Evangelho; Teologia bíblica do Novo Testamento – Centro Bíblico Verbo.
Renato é palestrante e escritor. Além de escrever artigos para o Blog Cotidiano Espiritual, também é autor da obra “Quem é Maria para nós?”, um livro que aborda a doutrina mariana pregada pela igreja. Também gravou uma vídeo aula disponibilizada no youtube sobre o dogma Imacualda Conceição em 3 partes.

Livro Quem é Maria para nós?

Leia mais detalhes sobre a obra escrita por Renato. Aqui

Presença real de Jesus na eucaristia


A presença real de Jesus na Eucaristia


Será abordado hoje a santa eucaristia em princípios bíblicos e da sagrada tradição.
Os primeiros cristãos acreditavam na Presença Real:
"Assim então, irmãos, ficai firmes e conservai as tradições que vos foi ensinado por nós, de viva voz ou por carta." (2 Tes 2,15) "E que você tem escutado de mim ante muitas testemunhas, confia a homens de confiança, capazes de ensinar também aos outros." (2 Tim 2,2)


Muitos Católicos e não-católicos pensam que a Igreja Católica Romana inventou a doutrina da transubstanciação. Transubstanciação significa que o pão e vinho apresentados no altar na Missa, torna-se o Corpo e Sangue de Cristo, pela força do Espírito Santo, na consagração. A consagração é o momento em que o padre chama a presença do Espírito Santo para mudar o pão e vinho no Corpo e Sangue de Cristo.
Entretanto, o Corpo e Sangue mantém a aparência de pão e vinho. A Igreja Católica Romana (Igreja Católica de Rito Latino, e outras Igrejas Católicas em comunhão com o Roma) acredita que a Eucaristia é a Presença Real de Cristo Jesus, corpo, sangue, alma e divindade. As Igrejas Ortodoxas e a maioria das outras Igrejas do Oriente assim também acreditam. Anglicanos [Episcopais] e outras denominações Protestantes têm interpretado a presença de Cristo na celebração do Senhor ou Eucaristia como sendo uma presença unicamente espiritual, ou simbólica, ou não-real.

Uma leitura atenta aos escritos dos primeiros cristãos, facilmente comprovará que toda a Igreja, ou seja, os cristãos, pregavam a presença Real de Jesus Cristo na Eucaristia. Isto assombra muita gente, mas é o relato de séculos de História. Até o ano 500 depois de Cristo, nenhum cristão negou a Presença Real de Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia. Não existem debates até esta data. Após esta data, movidos por impulsos humanos, alguns negaram - como fazem hoje os protestantes - a Presença Real, defendida pela própria Palavra de Deus Escrita: A Bíblia.
Peço a Deus que este texto apologético traga as luzes do alto sobre os católicos que estão afastados da Eucaristia, fazendo com que reconheçam o Mestre no Sagrado Sacramento do altar. Que todos se deixem levar pelo Amor de Deus, pela Fé que tem fielmente sido transmitida por dois mil anos. Peço que o Espírito Santo conceda a você a Fé para crer em Nosso Senhor Jesus Cristo no Sacramento do altar, e que o motive a receber Jesus na Missa e a visitá-lo no sacrário. Ele está pacientemente esperando por você, porque ele o ama e deseja que você venha para a Casa do Pai.
Também peço para que este texto apologético motive os não-católicos a se perguntar sobre o Sacramento do altar, para que possam aprender mais sobre o Pão Vivo descido dos céus. Nosso Senhor Jesus Cristo está Realmente presente entre nós, em sua Carne e Sangue, na Sagrada Eucaristia. Peço a Deus que um dia (muito brevemente) vocês, irmãos e irmãs, sejam capazes de experimentar a prazer de receber Jesus na Missa.
"A taça de benção que nós abençoamos, não é comunhão no sangue de Cristo? O pão que nós partimos, não é comunhão no corpo de Cristo? Porque há um único pão, nós somos muitos em um só corpo, porque nós todos participamos do único pão." (1 Cor 10,16-17)
"Eu recebi do Senhor o que eu também vos transmiti, que o Senhor Jesus na noite quando ele foi traído pegou o pão, e tendo dado graças, ele partiu-o e disse: 'Isto é meu corpo, que e dado por vós; fazei isto em minha memória'. Do mesmo modo, após a ceia, tomou o cálice e disse: 'Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; toda vez que o beberdes, fazei-o em minha memória.' Toda vez que comeis deste pão e bebeis deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Quem quer que, portanto, come o pão ou bebe o cálice do Senhor indignamente, peca contra o corpo e sangue do Senhor." (1 Cor 11,23-27)
Somente estas duas passagens bastariam para firmar a Doutrina Católica da Presença Real de Cristo Jesus na Eucaristia, mas vou expor outros escritos (atestados pela arqueologia como autênticos) dos primeiros cristãos.*** algumas traduções podem ser diferentes, mas o conteúdo é o mesmo ***
*** comentários estão entre colchetes [comentário]***

O DIDAQUÉ

O Didaqué, ou "Os Ensinamentos dos Doze Apóstolos" é um manuscrito do primeiro século e muito utilizado no primeiro e segundo séculos por bispos e padres na instrução dos catecúmenos. Muitos escritores cristãos fazem referencia a este escrito, tornando-o de grande valia.
"Não deixes que ninguém coma ou beba da Eucaristia, mas apenas o batizado no nome do Senhor; para isto, também se aplica o dito pelo Senhor: ' não dê aos cães o que é sagrado'". (Cap. 9,5)
"No dia próprio do Senhor, reúna-se em comum para partir o pão e oferecer ações de graças; mas primeiro confessa seus pecados, de modo que seu sacrifício possa ser puro. Entretanto, ninguém que discutiu com seu irmão pode participar do encontro, até que estejam reconciliados; seu sacrifício não deve ser aceito. Para isto nós temos o dito do Senhor: 'Em todo lugar e tempo oferece me um sacrifício puro; Eu sou um Rei poderoso, diz o Senhor; e meu Nome espalha terror dentre as nações.'" Cap 14.



SÃO CLEMENTE DE ROMA

São Clemente foi o terceiro sucessor de Pedro como Bispo de Roma.
"Sendo evidentes todas essas coisas e tendo nós sondado as profundezas do conhecimento de Deus [cf Rom 11,33; 1Cor 2,10], temos que realizar segundo a ordem tudo quanto o Senhor nos mandou cumprir nos tempos determinados: Mandou-nos oferecer os sacrifícios e realizar o culto [é a primeira vez que se grafa o termo Liturgia = ?lait? ? do grego = Povo; ?ergia? ? do grego = Ação], não ao acaso ou sem ordem, mas em tempos e horas marcadas [Vê-se a organização litúrgica da Igreja primitiva]. Onde e por que ministros hão de ser feitos, foi Ele quem o fixou por sua decisão altíssima, para que tudo se fizesse santamente e assim fosse aceito por sua vontade. Os que por conseguinte fazem as suas oferendas em tempos determinados são-lhe agradáveis e abençoados, pois seguem as determinações do Senhor e não pecam. Pois ao sumo sacerdote foram confiadas funções particulares e aos sacerdotes um lugar próprio, aos levitas serviços determinados; o leigo [leigo, pela primeira vez empregado na língua grega, já significa ?o homem que pertence a Deus?] está ligado pelas ordenações destinadas aos leigos." São Clemente, bispo de Roma, ano 80, aos Coríntios
"E não será pequena a nossa falta, se depusermos do episcopado aos que ofereceram, de maneira irrepreensível e santa [cf 1Tess 2,10] os sacrifícios [Eucaristia (cf Cartas de Santo Inácio de Antioquia)]. Felizes os presbíteros que nos precederam na caminhada e tiveram um fim carregado de frutos e de perfeição. Não têm a temer que alguém os remova do lugar para eles preparado [fina ironia do autor contra os que tentaram depor presbíteros em Corinto]." Carta aos Coríntios [44,4]



SANTO IRINEU DE LIÃO (Bispo e doutor da igreja)

Santo Irineu foi o sucessor de São Potinus, sendo segundo bispo de Lion em 177. Muito jovem ele estudou sob São Policarpo. Considerado, um dos grandes teólogos do segundo século, Santo Irineu melhor, por seu conhecimento, para refutar as heresias dos gnósticos.
declarou o cálice, uma parte de criação, por ser seu próprio Sangue, pelo qual faz nosso sangue fluir; e o pão, uma parte de criação, ele estabeleceu como seu próprio Corpo, pelo qual Ele completa nossos corpos." (Santo Irineu de Lião, Contra Heresias, 180 d.C.)
"Assim então, se a taça misturada e o pão fabricado recebem a Palavra de Deus e tornam-se Eucaristia, que é dizer, o Sangue e Corpo de Cristo, que fortifica e reconstrói a substância de nossa carne, como podem essas pessoas dizer que a carne é incapaz de receber o presente de Deus que é a vida eterna, quando isto é feito pelo Sangue e Corpo de Cristo, que são Seu membro? Como o apóstolo abençoado diz em sua carta aos Efésios, 'Nós somos membros de Seu Corpo, de sua carne e de seus ossos' (Ef 5,30). Ele não está falando de forma 'espiritual' e de ' homem invisível', 'um espírito não tem carne e ossos' (Lc 24,39). Não, ele está falando do organismo possuído por um ser humano real, composto de carne e nervos e esqueleto. Isto é este que é nutrido pela taça que é Seu Sangue, e é fortificado pelo pão que é Seu Corpo. O talo da vinha toma raiz na terra e futuramente dá frutos, e 'o grão de trigo cai na terra' (Jo 12,24), dissolve, ascende outra vez, multiplicado pelo Espírito de Deus, e finalmente depois é processando, é colocado para uso humano. Esses dois então recebe a Palavra de Deus e torna-se Eucaristia, que é o Corpo e Sangue de Cristo." (Cinco Livros = Desmascarando e Refutando a Falsidade)
"Somente como o pão que vem da terra, tendo recebido a invocação de Deus, não é mais pão comum, mas Eucaristia, consistindo de duas realidades, divina e terrestre, assim nossos corpos, tendo recebidos a Eucaristia, não são mais corruptíveis, porque eles têm a esperança da ressurreição." - "Cinco Livros = Desmascarando e Refutando a Falsidade - especificamente a Gnose". Livro 4,18; 4-5, cerca de 180 d.C.
Para finalizar, incluo uma frase de Santo Agostinho:
"Você deve saber que você tem recebido, vai receber, e que você deve receber diariamente. Aquele Pão que você vê no altar, tendo sido santificado pela palavra de Deus, é o Corpo de Cristo. O cálice, ou melhor, que está naquele cálice, tendo sido santificado pela palavra de Deus, é o Sangue de Cristo." - (Sermões [227, 21])
Espero sinceramente que Deus o (a) abençoe e lhe mostre a imensidão deste Mistério de Amor: A Sagrada Eucaristia, o PRÓPRIO CRISTO JESUS!



Fonte: http://www.veritatis.com.br/doutrina/sacramentos/981-a-presenca-real-de-jesus-na-eucaristia


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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Nova colaboradora do Cotidiano Espiritual: Simone Azevedo


Entrevistamos a nova colaboradora do Cotidiano Espiritual, Simone Azevedo, que além de escritora de artigos também nos ajuda nos aconselhamentos pastorais.

Cotidiano Espiritual: Quando você começou sua caminhada na Igreja?
Simone:  Sou católica de berço, portanto comecei minha caminhada desde o meu nascimento;

CE: qual a sua(s) formação(s)?
Simone: Acadêmica tenho formação superior completo em Ciências Jurídicas(Direito), na área espiritual sou missionária a 15 anos, cursando Teologia com os Arautos do Evangelho.

CE: O que fazia antes?
Simone: Trabalhei em algumas empresas, principalmente na área jurídica e na Igreja era fiel e servo.
CE: Houve um momento em sua vida em que definiu ou influenciou nesta decisão de servir a Deus e aos irmãos?
Simone: Decidi a partir do momento que fui chamada por Deus a ser missionária e viver em comunidade de vida.
CE : Você é uma das conselheiras pastorais do CE. Como você descobriu esse dom em você? De poder atender as pessoas e aconselhar?
Simone: Sim. Descobri muito cedo, quando ainda por volta dos 15 anos já aconselhava amigas, amigos e eles seguiam os conselhos e além disso eu cuidava de todos a minha volta segundo as suas necessidades.
CE: Sobre o que gosta de escrever em seus artigos?
Simone: Gosto de escrever sobre tudo, porém hoje escrevo mais sobre formação humana e espiritualidade.
 CE: Existe alguém que influenciou seu estilo?
Simone: Acredito que a busca da espiritualidade e a mudança interior.



Como mencionado anteriormente, Simone está disponível para aconselhamentos pastorais e espirituais. Já tem anos de experiência na área e quem quiser contatá-la basta enviar um e-mail para cotidianoespiritual@yahoo.com

Seja muito bem-vinda Simone e que você dê muitos frutos para a glória de Deus.

Paz de Cristo a todos!
 
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